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5 coisas que mais irritam os recrutadores na entrevista

Muitos profissionais perderam seus postos de trabalho ao longo da crise dos dois últimos anos e estão em busca de recolocação. Conseguir uma entrevista de emprego, nestes dias, é motivo de comemoração. Por isso, o consultor de carreira, coach e professor da IBE-FGV, Vagner Sandoval, recomenda muito cuidado. “Muitos colocam tudo a perder por causa de atitudes que parecem simples, mas possuem impactos negativos enormes”, alerta.

O que não fazer

  • Deixar o celular ligado
    Pode ter certeza de que o entrevistador se irrita quando o celular toca numa entrevista. “É um ruído que interfere e prejudica fortemente a concentração de ambos os lados, faz com que o processo de comunicação seja interrompido e demonstra que o candidato não está somente ali, focado, mas que também está conectado com todo o ambiente externo”, explica.
  • Inventar informações ou competências
    O recrutador pergunta: você sabe falar em inglês fluentemente? O entrevistado responde: Sim, com certeza! E o entrevistador sugere: então vamos continuar a entrevista falando em inglês! E quando a conversa começa a coisa desanda. “Neste caso, o entrevistador percebe que o entrevistado faltou com a informação correta e conclui que ele foi enganado. E o problema aqui é maior ainda, pois o entrevistador percebe que ele pode estar mentindo sobre outras coisas também”.
  • Ser arrogante
    “Porque eu fiz, porque eu sou, porque eu faço, porque eu posso, porque eu sei. Irritada, a conclusão da maioria dos recrutadores é que com o ego tão grande assim, o profissional vai ter problemas de relacionamento com os demais membros do time”, diz Sandoval. Segundo ele, a decisão é por deixar “a humilde pessoa” ir para outra empresa e evitar outros problemas.
  • Falar palavrão
    Para o professor, isto irrita e até choca porque, se na entrevista, que é um momento extremamente formal em que o candidato está sendo avaliado, ele é extremamente informal e deseducado, imagina quando estiver com os amigos no ambiente de trabalho. “Ele não vai entrar na empresa para resolver problemas, mas sim para gerar problemas”, avalia.
  • Falar demais
    Isto não pega bem porque a entrevista segue um roteiro para com tempo previsto. “Quando o candidato é prolixo, ou seja, fala mais palavras do que o necessário e concede respostas extremamente longas, o roteiro/planejamento do entrevistador é quebrado, o que o irrita profundamente porque ele não conseguirá coletar todas as informações necessárias sobre o candidato”.

A dica é sempre ter uma postura de respeito, ser assertivo, manter a humildade e não querer mostrar aquilo que não é. “Os recrutadores enxergam toda a comunicação, verbal e não verbal. É preciso ter calma e manter sua melhor postura”, recomenda o professor da IBE-FGV.