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A Educação Corporativa E A Formação Profissional

A adoção
do conceito de Educação Corporativa (EC) no Brasil teve inicio na década de
90. Até então a área de “Treinamento e Desenvolvimento”das empresas
preocupava-se com o desenvolvimento das habilidades, do trabalhador para a
realização de suas atividade. O centro de treinamento tinha como foco o
aprendizado individual e os resultados esperados eram o aumento das habilidade
do profissional

A visão taylorista foi revertida; os processos da área de treinamento
redimensionados; o profissional deve estar em processo contínuo
autodesenvolvimento e ocorreu a mudança da formação profissional do
trabalhador para a educação profissional das empresas.

A educação corporativa compreende um processo educativo e um sistema de
desenvolvimento de pessoas que:

a) objetiva desenvolver as competências, o aprendizado organizacional e atingir
o público interno e externo, com aumento de competitividade;

b) vai além do treinamento, proporciona o desenvolvimento e a constante
qualificação dos profissionais;

c) visa desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes nos colaboradores da
organização e não apenas conhecimento técnico e instrumental;

d) desenvolve competências e forma cidadãos para gerar o sucesso da empresa e
dos clientes;

e) proporciona aprendizagem baseada na prática dos negócios

f) difunde crenças e valores da empresa, do ambiente de negócios e a cultura
empresarial;

g) deve possibilitar parceria com universidades e instituições de educação
geral e profissional e desta forma agregar valor a seus programas;

h) deve proporcionar aos seus colaboradores uma visão global de negócio, com
um enfoque no capital intelectual;

i) promover a gestão de conhecimento da organização.

A Educação corporativas e as quatro aprendizagens essenciais para os
profissionais do seculo XXI

A Educação Corporativa deve estar ligada a um plano de ascensão e ou de
carreira e o profissional envolvido em processo educativo almejará melhores
colocações e ou desafios que lhe possibilitem a utilização do conhecimento
construído. Ela deve desenvolver as quatro aprendizagens essenciais para os
profissionais do século XXI, segundo a UNESCO:

a) Aprender a Conhecer – conciliar uma cultura geral, ampla o suficiente, com a
necessidade de aprofundamento em uma área específica de atuação, construindo
as bases para se aprender ao longo de toda a vida;

b) Aprender a Fazer – desenvolver a capacidade de enfrentar situações
inusitadas que requerem, na maioria das vezes, o trabalho coletivo em pequenas
equipes ou em unidades organizacionais maiores; assumir iniciativa e
responsabilidade em face das situações profissionais;

c) Aprender a Conviver – perceber a crescente interdependência dos seres
humanos, buscando conhecer o outro, sua história, tradição e cultura e
aceitando a diversidade humana. A realização de projetos comuns, a gestão
inteligente e pacífica dos conflitos envolvem a análise compartilhada de
riscos e a ação conjunta em face dos desafios do futuro;

d) Aprender a Ser – desenvolver a autonomia e a capacidade de julgar, bem como
fortalecer a responsabilidade pelo auto-desenvolvimento pessoal, profissional e
social.

Os líderes e gestores devem assumir papel de educadores adotando com postura
responsável pela educação e aprendizagem de suas equipes.De outra forma, o
processo educacional na empresa torna-se incompleto, uma vez que objetivos dos
profissionais, serão frustrados, desperdiçando a contribuição da Educação
Corporativa, catalizadora da formação profissional e pessoal dos indivíduo.

Profissional e empresa devem falar a mesma linguagem, onde os cenários reais
das organizações são discutidos em sala de aula podendo ate corrigir deficiências
em seu grupo de colaboradores, utilizando assim a Educação Corporativa como
ferramenta de aprimoramento e desenvolvimento de competências na implantação
das estratégias.

Sobre o autor

PhD em Administração de
Empresas pela Flórida Christian University (EUA) PhD em Psicologia Clínica
pela Flórida Christian University (EUA) Psicanalista e Diretora de Assessoria
Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental. Mestre em Administração de
Empresas pela USP. Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e
Hotelaria pela USP, MBA em Gestão de Pessoas e Especialista em Informática
Gerencial. Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer
e na Universidade da Terceira Idade. Professora da FGV do Rio de Janeiro e de
mais 03 universidades Brasileiras e do Seducon. Professora da Flórida Christian
University (EUA) 30 anos de experiência e atuação na área de Tecnologia da
Informação. Empresária no ramo moveleiro. Relações Internacionais com
parceria em várias entidades educacionais internacionais. Responsável e Membro
do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar. Coordenadora do grupo de
Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São
Paulo – CRA. Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas
Familiares. Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial. Superintendente da
OSCIP Vitrine da Esperança. Autora do livro O Perfil do Empreendedor e
co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com
Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira. Vários
artigos publicados na área de Administração, TI e Psicanálise em revistas
especializadas. sandra@empresafamiliar.com.br

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