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Instrutor De Treinamento & Desenvolvimento

Os instrutores são aquelas pessoas que irão atuar na transmissão do conteúdo teórico e prático do programa de treinamento.
Para se definir um corpo de instrutores devemos analisar o currículo dos indicados, para verificarmos se são adequados para o programa, somente a partir destas análises convocaremos os instrutores.
Segundo Chiavenato (2006) o êxito do treinamento dependerá do interesse, do gabarito e, da experiência dos instrutores. É importante o critério de seleção. Deverão reunir certas qualidades pessoais como: facilidade no relacionamento humano, motivação para função, raciocínio, didática, fácil exposição, que tenha como foco a Andragogia (ensino de adultos), ferramenta necessária para a condução de grupos de estudo, pessoas que carregam conhecimentos adquiridos durante toda a sua vida pessoal e profissional, que seja um facilitador do processo, que propicie ambiente de auto busca do conhecimento/aprendizado. Os instrutores poderão ser selecionados entre os vários níveis e áreas da Empresa. Devem conhecer as responsabilidades da função e estar dispostos a assumi-las. A tarefa não é fácil e envolve alguns sacrifícios pessoais. Como o instrutor estará constantemente em contato com os aprendizes, dele dependendo da formação dos participantes do curso/treinamento, é importante que preencha certo número de requisitos, relacionados á experiência e conhecimento  do tema/assunto abordado. Quanto maior for o grau em que o instrutor possua tais requisitos, tanto melhor desempenhará sua função, em nível de ensino e transferência de conhecimento.
De acordo com Gil (2001) o objetivo último de qualquer treinamento é proporcionar o aprendizado dos treinandos. E para facilitar este processo, os instrutores podem valer-se de alguns princípios de Psicologia da Aprendizagem: diferenças individuais, motivação, atenção, feedback, retenção, transferência:
  • Diferenças individuais: as pessoas são diferentes em relação a sua capacidade de aprender. Por isso, torna-se conveniente identificar essas diferenças e, sempre que possível, oferecer um tratamento individualizado aos treinandos.
  • Motivação: a motivação é um elemento poderoso na aprendizagem. Aprende mais quem está motivado. Todavia, cabe lembrar que a motivação é de natureza endógena. Logo, um treinamento só será motivador quando representar uma resposta às necessidades do treinando. Ele só estará realmente motivado ao perceber que o conteúdo ministrado poderá lhe ser útil.
  • Atenção: a atenção depende da motivação e também da disposição do organismo. Papel importante nesse aspecto é desempenhado, contudo, pelo instrutor. Ele poderá conseguir despertar a atenção dos alunos, principalmente ao valer-se do humor, do entusiasmo, dos recursos instrucionais, dos exercícios práticos e do envolvimento dos treinandos no processo.
  • Feedback: o aprendizado é facilitado à medida que o instrutor fornece informações acerca de seu desempenho. Convém, pois, ao longo do processo de treinamento, criar situações e mecanismos que esclareçam acerca do quanto os treinandos estão aprendendo.
  • Retenção: o instrutor pode favorecer a retenção por parte dos treinandos mediante a organização do material a ser apresentado. E também por meio da repetição dos tópicos de maneiras diferentes.
  • Transferência: o aprendizado que não puder ser transferido para outras situações além daquela em que ocorreu originalmente se mostrará pouco útil. Assim, cabe ao instrutor criar situações para favorecer a transferência, tais como: empregar exemplos que esclareçam a aplicação dos conhecimentos a situações específicas, propor exercícios e trabalhos práticos e favorecer a discussão acerca da aplicação dos conhecimentos.
Além das características já apresentadas, o instrutor também deve possuir:
  • Personalidade: transmitir segurança.
  • Boa didática.
  • Conhecimento / domínio do assunto.
  • Ter boa comunicação.
  • Criar vínculo com os treinandos.
  • Liderança: ter influência.
  • Habilidade em vender idéias.
  • Ter empatia: colocar-se no lugar do outro.
  • Ser ético nas relações, nos procedimentos e nas análises.
  • Estar atualizado em relação a métodos e técnicas didáticas.
  • Motivação pela função.
  • Gostar de pessoas
Para que um programa de treinamento tenha sucesso o instrutor deverá ter as qualidades necessárias e estar preparado para atuar como um verdadeiro agente de mudança. Segundo Carvalho (1988) também “[…] fazer com que o treinando participe ativamente do seu processo de aprendizagem”. Segundo Whitehead (1969 apud Macian, 1987) “traduz muito bem essa proposta na expressão: “causa imaginativa do ensino”, onde educadores e educandos auxiliam-se mutuamente […]”.

Além disso, o instrutor precisa estabelecer, com clareza e objetividade, o tema proposto para debate e análise, planejar a sequência de sua apresentação, sabendo quando e como ilustrar a linguagem verbal, conhecer bem os alunos e suas necessidades de formação, com a finalidade de adequar sua exposição ao ritmo de assimilação dos mesmos, proporcionar debates, evitando a monotonia da exposição contínua e, esclarecer dúvidas.

Tendo as devidas qualidades, o conhecimento relatado, juntamente com a experiência, domínio do assunto, boa didática, que respeite as características do treinando e, onde se crie situações estimuladoras o instrutor poderá garantir o alcance dos objetivos estabelecidos e o sucesso do treinamento.

Claudio Silva

Graduado em Gestão RH, pós-graduado em Pedagogia Empresarial, MBA em RH, extensão Didática do Ensino Superior.