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O inglês como requisito essencial em seletivos para cargos estratégicos

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Na maioria das vezes em que os formandos em cursos superiores pleiteiam uma vaga para processos seletivos de grandes empresas, eles se deparam com a exigência do idioma inglês como requisito principal para concorrerem às vagas disponibilizadas.
Atualmente, as empresas exigem um inglês de nível fluente ou intermediário, tanto em suas provas online como em seus testes orais. Isso é um fator agravante e tanto para os formandos, pois o seu curso acadêmico raramente enfatiza abordagens teóricas ou práticas envolvendo o inglês no cotidiano, quanto para os gestores de RH das empresas, que almejam colaboradores bilíngues.
A estrutura educacional pública brasileira ainda não está suficientemente estruturada para repassar aos seus alunos a linguagem inglesa de modo claro e efetivo. Os indivíduos que desejam aprender inglês têm buscado em escolas particulares, voltadas para o mercado de idiomas, o conhecimento necessário para compreenderem e dominarem o inglês.
Outro fator que chama a atenção está ligado à necessidade das empresas em contratar colaboradores que possuem conhecimento intermediário ou avançado no idioma inglês, em um país onde a maioria das negociações internas ocorre no bom e claro português.

E ainda cabe ressaltar que nossos vizinhos de fronteira e comércio do Mercosul só falam em espanhol, outra linguagem fundamental para os relacionamentos empresariais.

Existem muitas pessoas com habilidades fantásticas para resolverem problemas, com ideias surpreendentes e, capital intelectual capaz de evoluir ainda mais quando lapidados pelas instituições de ensino ou empresas. E apesar de tanto talento, estes, ainda estão fora do mercado de trabalho porque não sabem inglês.
Acredito que as empresas que buscam profissionais para ocuparem cargos estratégicos em suas equipes deveriam cobrar mais o português e suas interpretações em contextos atuais nas realizações de testes online para o processo de seleção, e, que a cobrança do inglês pelos gestores de recursos humanos deveria ser parte da capacitação provida aos novos colaboradores, pois se eles têm habilidades para realizarem tarefas específicas ou de caráter polivalente, logo serão capazes de desenvolver habilidades em uma nova linguagem.

Neemias dos Santos Almeida é Professor e Pedagogo. Colunista, Articulista, Membro da ONG Atuação Voluntária, Escritor, Voluntário junto ao órgão internacional PNUD/Brasil, e ávido leitor que vive a internet e suas excentricidades desde 2001.