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O verdadeiro papel do RH na empresa

No best seller de Jim Colins “How the Mighty Fall – Como as gigantes caem” existem diversos ensinamentos e alertas para empresas de todos os segmentos e porte. Mais uma delas define com absoluta clareza o verdadeiro papel do recursos humanos em uma empresa seria e disposta a um crescimento sustentável.

O livro descreve os 5 estágios do declínio de uma empresa e particularmente atribuo o 2º estágio como já instalado na maioria delas. Estes são os 5 estágios mencionados:

1º – O excesso de confiança proveniente do sucesso
2º – A busca indisciplina por mais
3º – A negação de riscos e perigos
4º – A luta desesperada pela salvação
5º – A entrega a irrelevância ou a morte

Mas, vamos nos ater ao título deste artigo que está inserido no 2º estágio do declínio – A busca indisciplinada por mais – que dentre outros alertas relata o que considero o mais relevante e fundamental para qualquer empresa independente de porte ou segmento.

Diz o texto:
“ Uma empresa no Estágio 2 pode cair em um círculo vicioso. Você viola a Lei de Packard (HP) e começa a preencher as posições-chave com as pessoas erradas; para compensar a incapacidade das pessoas erradas, você institui procedimentos burocráticos; isso, por sua vez, afasta as pessoas certas (porque elas se irritam com a burocracia ou não toleram trabalhar com pessoas menos competentes, ou por ambas as razões); isso leva a mais burocracia para compensar o maior número de pessoas erradas, o que, por sua vez afasta mais pessoas certas; e uma cultura de mediocridade burocrática gradualmente substitui uma cultura de excelência disciplinada. Quando as regras burocráticas desgastam uma ética de liberdade e responsabilidade em uma base de valores essenciais e padrões exigentes, significa que você contraiu a doença da mediocridade.”

Em resumo, o texto ratifica seu conceito sobre pessoas que diz que “o maior patrimônio de uma empresa não são as pessoas, mas sim as pessoas certas e no lugar certo.”

O verdadeiro papel do RH

O verdadeiro papel da área de recursos humanos não é contratar pessoas, mas sim garantir a contratação de pessoas certas para o lugar certo independentemente de cor, raça, idade, sexo, religião ou qualquer outro artificio que desperdice os verdadeiros talentos e os entregue a concorrência.

É contratar pessoas que não sabem o seu cargos, mas sim as suas responsabilidades. Faça um teste na sua empresa. Convoque aqueles que são considerados os melhores profissionais e pergunte a eles o que fazem na empresa. Se responderem com o título do seu cargo, fique alerta. Mas, se descreverem as suas responsabilidades, os resultados que precisa entregar, foco nele.

Ainda vejo muitas empresa com um processo seletivo ultrapassado, cheios de dinâmicas, entrevistas que só irão (as vezes nem isso) identificar o Perfil Comportamental do candidato que obviamente, irá se comportar do jeito que a empresa espera, tentando não demonstrar as suas fraquezas.

Mas é preciso aplicar testes de Perfil Comportamental comprovados cientificamente, como o Profiler, assim o recrutador saberá identificar se suas competências são as necessárias para a vaga, contratando assim, somente o profissional que é adequado, ou seja, aquele que dará conta das suas responsabilidades, desafios, que vai se dar bem com sua equipe e entregará os melhores resultados estando motivado e feliz com seu trabalho e suas funções.

Na maioria das empresas de sucesso pelo mundo a área de recursos humanos ocupa status de vice presidência porque seus executivos sabem que o que conduz uma empresa ao sucesso ou ao fracasso são as pessoas e não apenas marca, produtos, maquinas e equipamentos.

São as pessoas certas no lugar certo que sabem de suas responsabilidades e encaram todos os desafios corporativos, como desafios pessoais. Essa é a grande diferença.

Portanto, entregue a área de recursos humanos não apenas a função de contratar, mas a responsabilidade de contratar e manter as pessoas certas para o lugar certo.