3 Minutos De Silêncio Por Uma Empresa Melhor
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A organização do ROCK in RIO promoveu, na
ocasião da abertura do FESTIVAL, num contexto cujo objetivo era muito som,
um"gesto simbólico" de silêncio, buscando uma significativa
possibilidade de reflexão, não só dos jovens e pessoas que lá estavam, como
também de toda a sociedade, através de suas chamadas pela televisão,
veiculadas antes do início do evento.
Eu, particularmente, não conseguia parar de
pensar na pergunta: - O que eu poderia fazer para um mundo melhor ?
Sinceramente não sei se isto se deve apenas ao fato de que esta já seja uma
preocupação constante do meu dia-a- dia e, em especial, do meu trabalho.
Penso, sim, que qualquer SER HUMANO que tenha "alguma sensibilidade" e
responsabilidade social deve ter, em algum momento, parado para responder a
pergunta: - O que eu tenho feito por um mundo melhor???
Aliás, este tema tem estado muito mais
intensamente presente em minhas reflexões diárias desde setembro, quando
comecei a pesquisar sobre A RESPONSABILIDADE SOCIAL de forma mais profunda, a
fim de preparar uma palestra para um Cliente do nosso Instituto.
Depois, veio o fim do ano, do século, do milênio….muitos
questionamentos, novos planos. Em seguida, leio no ultimo INSIGHT o artigo de
meu amigo João Alfredo Biscaia sobre o PESSIMISMO (ótima desculpa para quem não
pretende contribuir para melhorar o mundo!!!) e, neste fim de semana, li,
durante um vôo, o artigo de outro amigo Marco Aurélio (na revista MELHOR)
sobre o LÍDER CIDADÃO!!! Com tantos estímulos e algumas experiências fortes
nesta última semana de trabalho sobre as competências de liderança, acabei
decidindo compartilhar com vocês algumas idéias:
- Penso que precisamos levar para dentro de
nossas organizações este gesto simbólico de 3 minutos de silêncio por
uma empresa melhor!, ou qualquer outro, que faça as pessoas refletirem
sobre qual é a sua responsabilidade para a construção de um melhor
ambiente organizacional.
- De forma nenhuma, considero que as coisas não
estejam mudando. Pelo contrário, sinto que a maioria das pessoas deseja as
melhorias e que, muitas vezes, elas não sabem como agir, precisando ser
orientadas.
- Minha preocupação, neste momento, é com
uma minoria que, pelo poder que exercem, podem comprometer totalmente o
sucesso das mudanças… Penso nos chamados "chefes, encarregados, ou
qualquer outra nomenclatura", que ainda não descobriram o verdadeiro
sentido da liderança e muito menos o da CIDADANIA…
- A cidadania depende não só da consciência
dos direitos e deveres, mas da coerência entre o discurso e a ação, da
responsabilidade social e do comprometimento com a ética. É preciso ter
uma atitude que reflita os verdadeiros valores e as crenças pessoais, que
devem estar compatíveis com as da organização onde o líder atua. É
preciso perceber que o verdadeiro líder é EXEMPLO, é referência, é
aquele que está sempre tentando descobrir o que pode fazer por uma empresa
melhor e que mais do que percebido, ele é seguido…
- Felizmente, as empresas já estão
percebendo que é mais fácil treinar as competências técnicas do que modificar
atitudes que expressam valores éticos e morais. Percebe-se ainda que, a
cada dia, é maior a constatação de que um relacionamento harmônico que
gere satisfação pessoal, prazer no trabalho, maior produtividade, melhor
qualidade e maior criatividade dependerá do grau de confiança entre as
pessoas. Confiança é uma conquista diária e está relacionada à
credibilidade do outro.
- É preocupante quando percebemos que jovens
talentos, líderes em potencial, não possuem valores sólidos, ainda
acreditando que o que vale é a "lei de Gerson", que vale tudo
para se atingirem metas pessoais. Muitos ainda confundem ser empreendedor
com "sede de poder" . Não perseguem que resultados se conseguem
com as pessoas e através das pessoas, e que o lucro é a conseqüência .
- Em meu trabalho, sempre levo as pessoas a
pensar que, infelizmente, pouco adianta nos sentirmos incomodados,
deprimidos, diante das catástrofes que a cada dia nos defrontamos nas notícias
dos jornais, pois nestas situações muito pouco podemos ajudar e, menos
ainda, na maioria dos casos, evitar. Existem, porém, outras situações que
podem afetar diretamente os Seres Humanos e a construção de um mundo
melhor e de uma sociedade mais justa. No entanto, muitas vezes,
colocamo-nos numa posição de "impotência", que, na maioria das
vezes, é uma ilusão que ameniza nossa irresponsabilidade, nosso comodismo,
nossa covardia, nosso pessimismo, nossa apatia… Em muitas situações
podemos agir produtivamente ou, até que seja, reagir, mas preferimos as
brilhantes explicações, justificativas e desculpas… Preferimos esperar
que o outro comece, mude…
- Neste início de ano, década, século, milênio,
cabe-nos, como profissionais, refletir de que forma temos contribuído para
tornar as empresas melhores. Antes de iniciar cada dia, cada um pense, pelo
menos, por 3 minutos: - O que eu posso fazer, hoje,
por uma empresa melhor ?
Denize
Dutra
Consultora
do Instituto MVC
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