A Busca Do Novo Emprego
O mundo não vai ficar
cor-de-rosa de repente. 2005 foi uma previsão brilhante que não se realizou,
mas nem por isso foi um ano trágico. As primeiras semanas de 2006, estão sendo
oneradas pelo calendário das festas de fim de ano, mas todo mundo espera que a
coisa pegue, já, já.
O importante para os executivos
e profissionais que estão disponíveis no mercado ou para aqueles que aguardam
a oportunidade de um novo emprego para crescer hierárquica e salarialmente, é
estarem preparados para o momento em que todas as notícias positivas que correm
pelos noticiários se tornem - oxalá - realidade e as empresas voltem com seus
recrutadores ao mercado de trabalho, buscando profissionais qualificados para as
novas posições em aberto.
A sugestão é que cada um use,
este começo de ano ainda um pouco morno, para desenvolver seu projeto de
recolocação, seja com seus recursos e conhecimentos pessoais, seja contratando
serviços de uma boa empresa de consultoria de orientação e apoio
especializado.
Em qualquer hipótese, a
corrida aos seus “padrinhos”, componentes do seu “network”, deve começar
já, para que haja tempo para que seu nome e candidatura já estejam sobre as
mesas certas e nos adequados bancos de currículos, quando a busca intensa começar.
Claro que para divulgar a
candidatura tem-se que elaborar um currículo que descreva corretamente os seus
ativos profissionais e reflita adequadamente a sua busca no mercado. O currículo
é um instrumento importante para se colocar o “pé pra dentro da porta” nas
empresas de interesse, ainda que todos nós devamos lembrar que o melhor currículo
não dá, por si só, emprego para ninguém, mas que um currículo mal posto,
pode eliminar boas chances.
Não nos devamos esquecer, também,
que os executivos e profissionais de nível que estarão competindo no mercado e
sendo avaliados, todos eles já entrevistaram dezenas de pessoas em suas funções
no passado. Só que agora, como candidatos, sentam-se à frente da mesa do
entrevistador e precisam ser tranqüilos, estáveis, bons comunicadores, não
cometer gafes maiores e saber contar bem suas histórias para os avaliadores.
Essa transição de posições nem sempre é fácil naturalmente e é preciso
também se preparar para essas situações de tensão.
Se bastassem estes cuidados
para que os empregos chovessem, não haveria mais com que se preocupar; só que
até aí foi realizada apenas a tarefa preparatória, que organiza a entidade
Candidato, para poder se apresentar ao mercado.
Daí para frente há toda uma
estratégia mercadológica a ser desenvolvida a partir de ações táticas que
devem chamar a atenção das empresas-alvo para o Candidato. Além do
“network” do qual já falamos, há os “headhunters” que recrutam para
seus clientes e que precisam ser contatados, os anúncios de jornais que
precisam ser verificados a cada semana, os portais de emprego da Internet para
expor currículos e saber de vagas e a “velha” mala-direta para as empresas
de interesse do Candidato.
Dá pra perceber que quem está
no mercado em busca de emprego ou de alternativas ao emprego que tem, janeiro não
é mês de férias. É a hora da batalha, da competição, do investimento
pessoal, do esforço de cada um. É, se tudo correr bem, a madrugada do momento
em que as forças do mercado irão se entrechocar. Empresas buscando,
profissionais também.
O importante, a esta altura, é
que cada executivo ou profissional verifique seus apetrechos de busca, refaça
ou aperfeiçoe suas ferramentas de procura e saia para a luta. Se deixar pra
depois, pode-se chegar atrasado e as coisas boas acabarem nas mãos dos outros.
Como já dissemos há algum tempo atrás, pode-se correr o risco de perder o
bonde do mercado.
Um abraço do,
Laerte Cordeiro
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