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A Chave Do Sucesso: O Capital Humano

Os cursos de Administração nos ensinam, nos seus fundamentos, que todas as organizações começam com uma idéia e um objetivo ou missão e se estruturam e compõem de agrupamentos integrados de recursos, incluindo o Capital Financeiro, o Capital Físico, o Capital Tecnológico e o Capital Humano. Bem gerenciados e combinados esses fatores, teremos uma organização atuante, capaz de buscar êxitos e resultados.

Nenhuma dúvida quanto à importância do Capital Financeiro; qualquer pessoa menos informada sabe que para se criar e manter uma empresa, de fins lucrativos ou não, é preciso dinheiro para começar, sustentar os primeiros tempos, adquirir os outros tipos de Capital necessários e realizar investimentos próprios do tipo de negócio.

Salvo exceções pouco práticas, é normal que se entenda necessária, para a maioria das organizações, a disponibilidade de recursos físicos como plantas, escritórios, prédios, móveis, máquinas e equipamentos, veículos e todo um conjunto de itens de infraestrutura, essenciais para que a organização possa desenvolver seus produtos e serviços e abrigar sua gente. É o chamado Capital Físico.

O Capital Tecnológico é o acervo de conhecimentos, experiências e metodologias próprios de cada negócio, também chamado de “know-how”, fundamental para que a missão possa ser cumprida e os resultados alcançados. Nesse conceito, haverá um Capital Tecnológico para uma indústria de computadores, para um laboratório farmacêutico, para uma Universidade, para uma Agência de Propaganda, para uma ONG e assim por diante. Dinheiro, instalações e “know-how” formam a base sobre a qual toda e qualquer organização se institucionaliza.

Até Taylor e seus trabalhos nos tempos da “administração científica”, esses três tipos de Capital - Financeiro, Tecnológico e Físico - eram vistos como o necessário para que qualquer organização funcionasse e, se bem conduzida, fosse sucesso. Não se percebia maiores preocupações com as pessoas, no trabalho, entendendo-se, estas, apenas como integrando os recursos “físicos” e em parte “tecnológicos” sem outras considerações. As pessoas eram vistas apenas como peças dos processos produtivos e todos os estudos e preocupações eram voltadas para assuntos como ergonomia e eficiência.

Os antigos, mas fundamentais estudos e pesquisas de Elton Mayo e seus seguidores há mais de 50 anos, vieram dar nova ênfase ao papel das pessoas no ambiente de trabalho. Concluiu-se, então, o que hoje não impressiona mais ninguém, que as pessoas não eram apenas uma máquina, uma peça ou um material útil, de atitudes e comportamentos intrinsecamente mensuráveis e controláveis e de motivação exclusivamente voltada para valores de remuneração e ganho. Os clássicos estudos da Hawthorne, nos Estados Unidos, abriram as portas para uma nova visão das pessoas e dos grupos no cenário das empresas e organizações, gerando inúmeras outras pesquisas e mostrando a importância das relações humanas, das reações das pessoas e do estudo de temas como motivação, liderança, mudanças, clima, desenvolvimento organizacional e tantos outros.

Mais e mais, a experiência prática vai confirmando os postulados da Escola de Relações Humanas e mostrando que as pessoas que compõem uma organização, de fins lucrativos ou não, representam em verdade um novo tipo de Capital sem cuja boa administração o empreendimento não alcança sua missão. Fala-se já, hoje em dia, nas empresas, do Capital Humano, o qual se soma aos outros Capitais necessários para o bom sucesso do negócio e que, sem que se lhe dê o devido destaque, poderá levar a organização ao fracasso.

Zelar por esse delicado, difícil e estratégico Capital patrimonial é tarefa indelegável da cúpula da organização, a qual deve liderar de perto e com grande envolvimento o contingente de pessoas que o compõem. O Conselho, o Presidente, o Gerente Geral, devem ser vistos, pelas pessoas de sua equipe, como sendo sensíveis e capazes de entendê-las, motivá-las, engajá-las e envolvê-las no negócio. Se historicamente sempre se cuidou bem do Dinheiro, das Máquinas e do “Business”, a hora agora é de se cuidar bem de Gente. E não estamos falando pelo lado romântico e sim pelo lado de resultados!

Na busca de aperfeiçoar a nomenclatura, muitos profissionais e empresas têm buscado, recentemente, outro nome para Recursos Humanos (que ainda leva um cheiro de Taylorismo). O título de Diretor ou Gerente de Recursos Humanos, embora usado ainda pela maioria das empresas e entidades, já conta com muitos críticos e o termo Capital Humano começa a ser utilizado por algumas empresas e profissionais; esse título, a nosso ver, caracteriza melhor o objetivo de cuidar de Gente, que é na verdade o que importa.

Aos empresários fica o conceito de Capital Humano, que pode leva-los a entender e lidar melhor com esse importante fator do êxito de suas empresas de uma forma mais estruturada e eficaz. Trata-se, em verdade, da Chave do Sucesso!

Um abraço do,

Laerte Cordeiro

 

 



 

 

 

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