A Chefia Eficaz
Enquanto não se encontrar um
conceito melhor, as organizações formais continuarão a existir nas empresas e
sempre haverá chefes e subordinados em todos os organogramas. O Chefe poderá
ser um líder de sua equipe, aceito e seguido pelo time ou poderá ser um
feitor, detestado pelo seu grupo; poderá ser eficaz na sua função de buscar e
alcançar os objetivos de sua unidade com a ajuda de sua equipe ou ser incapaz
de realizá-los; mas com melhores ou piores resultados deste ou daquele chefe,
é assim que a coisa vem funcionando e não parece, por enquanto, que irá
mudar.
Sabemos todos que existe uma
relação bilateral de dependência entre o Chefe e os Subordinados; o Chefe,
para o seu sucesso, depende em muito dos Subordinados, mas a dependência dos
Subordinados perante o Chefe é muito mais evidente: o Chefe controla a permanência
no emprego, as promoções, os salários, as avaliações, o prestigio e o
status, a reputação profissional e todo um conjunto de satisfações pessoais
e sociais que os Subordinados buscam no trabalho.
Na organização formal, por
tudo isso, o Chefe é sempre uma ameaça potencial à segurança dos
Subordinados, uma vez que pode prejudicar o atendimento das necessidades que
eles buscam alcançar no ambiente de trabalho. Não é por outra razão que o
velho ditado organizacional diz: quem é chefe manda, quem tem juízo
obedece.Compreendendo essa sua condição de agente ameaçador eventual, o
Chefe, que pretende buscar o apoio e a motivação dos seus subordinados para
colaborar consigo na realização dos objetivos de sua unidade, precisa, antes
de mais nada, afastar essa sombra amedrontadora, da relação com o seu pessoal.
A condição original não muda, mas pode ser em muito amenizada de modo a não
contaminar demais a relação.
E como o Chefe pode fazer isso?
Douglas McGregor, o emérito mestre do M.I.T, em seu clássico artigo “Condições
de uma Liderança Eficaz”, publicado em Balcão e Cordeiro “O Comportamento
Humano na Empresa” nos ajuda, lembrando que o Chefe Eficaz deve:
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desenvolver, no
ambiente de trabalho e na relação com os subordinados, uma atmosfera
de aprovação preliminar, demonstrando sua confiança na motivação
e no engajamento dos membros de sua equipe e fazendo com que se sintam
mais seguros;
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dar, aos seus
subordinados, informações importantes e suficientes para que se
sintam seguros no trabalho e na relação com o Chefe: o conhecimento
sobre as políticas e filosofia administrativa da empresa; sobre as
normas e regras de conduta na empresa; sobre o que a empresa e ele -
Chefe - esperam de cada um, em termos de direitos, deveres e
responsabilidades; sobre como cada um vai indo no seu trabalho; e,
antecipadamente sobre as mudanças a ocorrerem no ambiente de trabalho
e que irão afeta-los individualmente e como grupo.
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praticar, como Chefe,
a chamada disciplina coerente, que nada mais é do que sempre apoiar
positivamente as ações “corretas” dos subordinados, aplaudindo e
ficando ao seu lado quando se conduzirem bem. Alternativamente, sempre
punir a conduta inadequada, quando esta ocorrer. Os subordinados para
se sentirem seguros em relação ao chefe precisam de disciplina
coerente nos dois sentidos.
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Nenhuma organização e nenhum
Chefe, porem, buscam apenas criar uma segura e confortável relação
superior-subordinado. Embora fundamental, o clima dessas relações deve também
ser o ponto de partida para se conseguir o que McGregor chama de “independência
ativa”, quando os subordinados, mais seguros na relação com o Chefe podem,
então, efetivamente contribuir com todo o seu potencial e aplicação ao
trabalho, dando mais de si e alcançando os resultados previstos.
Para conseguir esse objetivo e
desenvolver os subordinados, o Chefe Eficaz deve criar, ainda, mais algumas
condições adicionais, importantes para o sucesso e a eficácia da sua relação
com seu time, entre as quais:
Só então, estabelecida uma
atmosfera de aprovação e segurança e conseguida a sensação de “independência
ativa” nos subordinados, o Chefe, Presidente, Diretor, Gerente ou Supervisor,
poderá confiar que sua atuação levará a empresa ou a unidade organizacional
ao sucesso de seus planos e programas de trabalho.
Por muito tempo, ainda, as
organizações terão chefes e subordinados e da qualidade dessa relação,em
todos os níveis, surgirá muito da base do sucesso de cada empresa. Aquela que
não atentar para a importância da eficácia da atuação dos seus Chefes nesse
aspecto, poderá estar cavando seu próprio buraco negro.
Um abraço do,
Laerte Cordeiro
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