A CRIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA COMO FONTE DE SUCESSO
A CRIAÇÃO DA
CONSCIÊNCIA CRÍTICA COMO FONTE DE SUCESSO
Temos a
consciência que o mundo está em constante mutação. O avanço assustador da
tecnologia não vem sendo acompanhado pela maioria dos profissionais, sejam eles
a nível operacional, técnico e absurdamente atinge até o nível gerencial. A
única solução para este problema é o investimento maciço em educação.
O
desenvolvimento tanto pessoal como organizacional somente acontecerá tendo como
base o processo educacional.
Entendemos que
um processo educacional é um instrumento estruturado e muito bem planejado para
transmitir valores organizacionais e conteúdos "teóricos-práticos"
que visam aumentar a qualidade e a produtividade dos funcionários.
No futuro,
subsistirão apenas as organizações abertas a aprendizagem, onde seus
principais executivos iniciarão um processo educacional visando o
auto-desenvolvimento de seus profissionais capacitando-os para um futuro cada
vez mais competitivo e tecnologicamente avançado.
Mas afinal como
poderemos definir educação para um ambiente organizacional? Ato de transmitir
conhecimentos que visem atingir as necessidades e objetivos da organização,
criando consciência crítica para avaliar os processos e os ambientes
organizacionais em que se encontram.
Para a organização
a educação é de extrema importância, pois, o funcionário que possui essa
consciência crítica se torna mais participativo e assim, pode influenciar no
futuro da organização.
É de
fundamental importância cultivar a educação como mola propulsora do
desenvolvimento da consciência crítica e das potencialidades humanas e,
cultivar o trabalho não como produtor de alienação, mas sim, como fonte de
prazer de e de significação para o homem.
Henry Peter
Broughman descreve de forma perfeita como a educação pode favorecer tanto a
vida pessoal e a organizacional do indivíduo. "A educação torna a pessoa
fácil de ser liderada, mas difícil de ser conduzida, fácil de se governar mas
impossível de escravizar".
Fácil de ser
liderada, pois o líder
não manipula as pessoas e sim conta com elas para atingir resultados cada vez
melhores. Difícil de ser conduzida, pois cada pessoa possui sua posição
perante uma determinada situação e não se deixa conduzir por opiniões de
outras pessoas. Fácil de se governar, quem governa precisa de apoio e de
sugestões para melhorar a cada instante, e isso somente uma pessoa com consciência
crítica pode agir assim. Impossível de se escravizar, uma pessoa com
consciência crítica, movimenta-se contra qualquer atitude que venha a
escravizar e a manipular as pessoas e muito pior movimenta outras pessoas em seu
favor para ir contra a escravidão.
Assim, deixo um
recado a todos os gerentes e diretores das empresas, o aumento da
competitividade aliado ao contínuo e assustador avanço da tecnologia, devem
fazer com que as empresas passem a se preocupar com o freqüente aperfeiçoamento
de seus colaboradores.
Sendo assim, os
executivos atuais voltados para o futuro competitivo deverão transformar as
empresas em verdadeiros "educandários", onde o gerente será o
educador, e os seus funcionários serão os educandos. Trazendo a tona o
verdadeiro sentindo da educação, que é de desenvolver a capacidade física,
intelectual, e moral do ser humano, levando este a se integrar e interagir com o
meio que o cerca, podendo refletir criticamente sobre as mudanças ocorridas a
sua volta e dessa reflexão tomar uma decisão e rumo a seguir.
Logicamente
esta postura não será alcançada de uma hora para outra nas organizações,
cabe aos profissionais de Recursos Humanos e verdadeiros agentes de mudança,
fazer desse princípio uma realidade imprescindível para o sucesso das
empresas.
Jorge Eduardo de
Vasconcellos
Pós-Graduando em Gestão de Recursos Humanos - UGF
Graduado em Administração de Empresas – UGF
E-mail: ed.rh@mailbr.com.br
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