A Escolha Da Profissão E Da Qualificação
A
ESCOLHA DA PROFISSÃO E DA QUALIFICAÇÃO
“Agradeço
profundamente ter escolhido Economia.
Quando terminei o curso e o estágio no banco, não
sabia o que queria fazer da vida, mas sabia exatamente
o que não ia fazer – ser Economista” -
Amyr Klink, navegador e escritor
O depoimento
acima é do navegador e escritor Amyr Klink. Sua declaração nos remete à
fragilidade do nosso modelo educacional...
É muito comum, na idade do pré-vestibular,
encontrarmos pais e alunos, aturdidos com a indecisão da escolha da profissão
(às vezes essa dúvida não é só do aluno...).
Enquanto isso, nas “celas de
aula”, estão todos muito preocupados com as notas e com a lista de presença.
Ainda nos deparamos com essa situação mesmo em conceituadas universidades e em
curso de pós-graduação!
O mais incrível desse modelo é
que as tão decantadas “habilidades e competências”, hoje valorizadas e
remuneradas pelas empresas, dentro das escolas são “niveladas por baixo”,
ou seja, você tem que ser “bom em tudo”, para só mais tarde poder dedicar
o tempo que lhe resta (!) ao que, efetivamente, deseja.
A lógica ensinada aos pais dos
nossos pais era aquela do “se você tem, você faz e você é” (ter, fazer,
ser).
O caminho sem volta do
auto-conhecimento (felizmente!) mostra que essa lógica precisa, urgentemente,
ser invertida: “você é, você faz e, por conseqüência, você tem”(ser,
fazer, ter).
Esse “sacrifício” que é
para muitos o trabalho, é na verdade um “sacro-ofício” para aqueles que se
identificam com a sua atividade profissional.
Como acreditamos que a revolução
é do individual para o coletivo, e não o inverso, há que ser feito algo sem
esperarmos que as escolas e universidades, tão a serviço do continuísmo e
interesses econômicos, modifiquem tudo isso que ainda vige.
E daí, cabe investigar-se,
conhecer-se, investir em si próprio, aos apelos da alma, para que a vida não
passe como para “Carolina, que via a vida e a banda passando pela janela”.
Já disse o filósofo Sócrates,
“conhece-te a ti mesmo”, e isso está muito distante de qualquer pieguice,
ou rótulos de auto-ajuda.
Há exatos 11 anos, conheci o
trabalho do Prof. Artemio Longhi, doutor em psicologia e parapsicólogo, criador
do laudo parapsicométrico (Método Longhi) de orientação profissional
Integral e dos 7 desenhos projetivos , que propõe que as profissões sejam
designadas com o termo ator e papéis a serem desempenhados. Mas, diz ele,
“para descobrir qual desses papéis você quer representar, só mesmo
conhecendo profundamente quem é você”.
Esse teste, visa definir não só
uma profissão, mas sobretudo descobrir as suas potencialidades, fraquezas (as
primeiras ajudando a eliminar as últimas) e conhecer a pessoa por completo, nos
seus aspectos dedutivos e intuitivos.
É um caminho, existem vários,
mas fundamental, é que cada um busque a si próprio.
Uma vez escolhida a profissão,
aquela que atende aos anseios da alma e até por isso, coerente com as suas
habilidades, o caminho está apenas começando...
É de fundamental importância o permanente aprimoramento, a Pós-Graduação, o
Mestrado ou MBA, as participações em Congressos etc.
As exigências das empresas ,
tem transcendido, ao que anteriormente era atendido, simplesmente, pela formação
em um curso Superior.
E essa é uma boa novidade:
Afinal, o diferencial competitivo de um país, passa necessariamente, pela Educação
e qualificação do seu povo!
O mercado tem oferecido inúmeras
opções e o fará cada vez mais, com a abertura de novas Faculdades e
Universidades Corporativas , treinamento à distância(“e-learning”), enfim
, oportunidades não faltam e não faltarão.
E voltaremos a cair na armadilha
da escolha: É muito importante obter informações sobre a credibilidade ,
profundidade dos cursos e palestrantes, não bastará o título, diplomas
pendurados em paredes viraram pingüins de geladeira!
A diferença estará no
conhecimento, na habilidade e na competência adquiridos e muito mais ainda se
você estiver apaixonado pelo que está fazendo, ou seja , se isso tudo estiver
vindo ao encontro do seu processo de auto-conhecimento.
Mas como toda sabedoria passa
pelo “caminho do meio”, não há como restringir-se a cursos e leituras
profissionais – o homem é um ser “simplesmente complexo” e o adágio
popular já sentenciou “nem só de pão vive o homem”.
“Tudo é uma questão de
manter
a mente quieta , a espinha ereta
e o coração tranquilo”
Com isso as decisões e escolhas
corretas, certamente acontecerão.
Autor: Antonio Amorim é Consultor Associado à Marcondes & Consultores Associados (SP).
Atualmente é Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos- ABRH-BA e Diretor da Universidade Internacional da Paz- UNIPAZ- BA, e possui 08 livros publicados, entre poesias, contos e artigos voltados para a área de consultoria. |