A Parceria Professor - aluno
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No
contexto de uma sociedade globalizada é senso comum que não se pode sobreviver
sem a colaboração de parceiros; no âmbito educacional onde o compartilhamento
do conhecimento se torna o objetivo principal, a importância ainda é mais
significativa.
Por
que algumas pessoas têm mais facilidade para atrair parceiros, fazer networking,
enquanto outras parecem ter a habilidade de afastar as pessoas?
Nossa
tese é que algumas têm mais habilidades de que outras para criar o que
chamamos clima de parceria.
O
entendimento do que seja clima de parceria deve ser o mais amplo possível,
englobando as relações professor/aluno, as ações de um executivo que deseja
buscar novos relacionamentos, de um vendedor que necessita mostrar os benefícios
de seu produto para o cliente etc. Tudo o que implicar em colocar a outra parte
mais disposta a nos ouvir e, portanto, aceitar com mais facilidade o que vai ser
dito, se enquadra em nosso conceito.
Como
então criar esse clima?
O
primeiro passo consiste em aceitar que tudo o que for dito e feito antes e
durante as relações com a outra pessoa influenciará negativa ou positivamente
o clima de parceria. É preciso pois planejar o que vai ser dito/feito e como
isto acontecerá.
A
partir daí quais seriam as ações, comportamentos, estratégias que
facilitariam esse processo?
Ouvir
Quem
vai se relacionar com alguém deve primeiro, mostrar que está disposto a
aprender. Aprender o que o outro precisa/necessita aprender. A solicitação de
feedback ajuda bastante nesse processo. O que facilita então a criação do
clima é passar para o outro que estamos dispostos a nos orientar pelas suas
expectativas, necessidades.
Ser
flexível
Nossa
capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, aceitar diferenças na forma de
pensar da outra parte é também muito importante.
Estar
presente/disponível sempre
Em
alguns cursos já ouvimos dos participantes que o maior aprendizado ocorre
durante os intervalos, almoços etc, nos contatos com o professor. O problema é
que muitos professores usam estes intervalos para se ausentar do grupo, contatar
terceiros, criando distância e não proximidade com as pessoas. Será que isso
também não acontece nas reuniões que temos com possíveis parceiros!
Ter
humildade
Para
efeito de nosso conceito, ser humilde é não usar/mostrar seu conhecimento posição,
etc, em qualquer relacionamento. A relação precisa ser de igual para igual, já
que existem objetivos e interesses comuns.
Gerar
confiança
O
processo de geração de confiança pode ser decomposto em 4 dimensões:
-
Credibilidade:
cumprir o que promete
-
Coerência:
dizer o que pensa e sente
-
Abertura:
dividir com os outros o seu conhecimento
-
Aceitação:
aceitar que o outro seja/pense diferente, evitar preconceitos/pré
julgamentos
Ser
empático/carismático
Empatia
e carisma são características de uma pessoa para a qual o relacionamento com
os outros é fundamental; de certa forma ela se coloca à disposição de todos
para ser o porta voz do grupo. Identifica-se com o problema dos outros. Para ela
o "eu" não existe, é sempre o "nós" que conta.
Ter
paciência
Os
ritmos de pessoas diferentes, são diferentes; a velocidade do relacionamento
deve ser, sempre, sob medida e ter em vista o ritmo da outra parte.
Trabalhar
os fatos
Os
fatos aproximam as pessoas, as opiniões podem afastá-las. Fatos, dados têm
uma natureza informativa, enquanto que opiniões são, por definição,
avaliativas. Evidentemente que ambos devem ser abordados e colocados, mas por
que não começar pelos fatos?
Evitar
subterfúgios
Agendas
ocultas, táticas em demasia, cartas na manga certamente não contribuem para
criação de um clima de parceria.
Abrir
novas janelas
Ajudar
a outra parte a ver um problema/situação por um ângulo diferente daquele
normalmente visto.
Interessar-se
pelo negócios (do outro)
Nada
conquista mais as pessoas e as coloca "In the mood for partnership"
do que falar sobre o que elas já sabem, acrescentando coisas que elas não
sabem.
A
esta altura do texto Você deve estar pensando que esquecemos de mencionar
algumas aspectos importantes relativos à criação de um clima de pareceria.
Com toda certeza algo foi esquecido. Nossa tese é que o importante talvez seja
não buscar o perfeccionismo, mas praticar a operacionalização dos conceitos/ações
aqui colocados.
Boas
parcerias
L.
A. COSTACURTA JUNQUEIRA
Vice-Presidente
do MVC
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