Afinal Como São Os Seus Modelos Mentais?
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No feriado passado estava lendo o artigo do Eugênio
Mussak na revista Vencer! do mês de abril sobre percepção, onde explica que
de acordo com os livros de psicologia a percepção é o processo de selecionar,
organizar e interpretar estímulos oferecidos pelo meio .Refletindo senti a
necessidade de escrever sobre modelos mentais, assunto este que tenho tratado
intensamente nos programas de criatividade. Ressalto que é complicado pensar em
ferramentas para estímulos da criatividade e inovação, sem tratar dos modelos
mentais.
Nosso comportamento é regido por eles, que são nada mais do que imagens,
experiências que nos guia, que interferem na nossa percepção do mundo como
agimos, eles moldam a nossa forma de agir e está ligada aos processos
educacionais, forma de criação etc. Quem nunca escutou a frase: Cada um vê as
coisas com os olhos que tem?
A nossa personalidade foi formada pela forma como fomos criados, modelos
ensinados, preconceitos, e padrões de comportamento. Os modelos mentais são
naturalmente modelos em evolução, através da interação com o meio, as
pessoas formulam novos modelos.
Tudo isso pode parecer simples, mas na prática não é bem assim, pois na
maioria eles são inconscientes.
Eles são naturalmente modelos em transformação é algo dinâmico e através
da interação com o meio as pessoas vão reformulando suas concepções e isso
é fundamental para viver no mundo em transformação.
Muitas vezes deixamos de ter boas idéias e perdemos grandes negócios por causa
dos modelos mentais vigentes, experiências passadas por vezes não bem
sucedidas, bloqueando-nos, amedrontando-nos. Eles funcionam como anteparos invisíveis
que nós mesmos criamos, ou criam por nós, e sem perceber nos tornamos escravos
dos nossos pensamentos. Este aspecto é cada vez mais percebido nos programas de
treinamento que tenho realizados. Há pessoas que acreditam que precisam ter e
uma grande idéia e que somente o amigo as possui. Sempre reforço, nos grupos,
não precisamos ter uma grande idéia e sim uma pequena idéia de grande valor.
Outro aspecto percebido é a ordem de mando: Inovar sem gastar.
Para impedir o processo criativo, listei uma série de argumentos, que bloqueiam
a criatividade e que fazem parte dos modelos mentais de algumas pessoas.
Aproveite e marque quantas das frases abaixo que você tem escutado ou até
mesmo as que fazem parte do seu vocabulário.
. Isso nunca vai dar certo.
. Não sou criativo.
. Criatividade é coisa de artistas.
. Já tentei e não deu certo.
. Não vão gostar.
. Time que está ganhando não se mexe.
. Sempre foi feito assim, porque mudar.
. Isso não é lógico.
. Isso é óbvio, acho que já pensaram.
. Alguém já pensou e não deu certo.
. Se fosse bom já teriam inventado antes.
. Vão te chamar de louco, de ridículo.
. Isso é bobagem, pare de inventar.
. Você deve estar brincando?
. Isso cria mais problemas do que solução.
. Semana que vem vamos criar.
. Vamos ser realistas.
. Você pensou nisso a fundo?
. Temos que acertar logo.
Cuidado com o excesso, veja se não está utilizando demais as frases acima, ou
também não está escutando demais, elas poderão bloquear a criatividade.
Quebrar esses modelos requer esforços e leva a mudanças de pensamento e,
conseqüentemente, de comportamento, despertando-nos para uma vida melhor.
As mudanças fazem parte da vida e ocorrem quando sentimos necessidade de ser o
que somos, tirando crenças e preconceitos, agindo criativamente, transformando
ameaças em oportunidades.
O despertar da criatividade faz com que as pessoas aprendam a ver as coisas com
novos olhos, percebendo oportunidades, possibilitando vária soluções para os
mesmos problemas, tornando-se mais sensíveis aos estímulos da sociedade,
favorecendo a geração de idéias e a capacidade de dar respostas prontas e
argutas, para isso é preciso rever os seus modelos mentais.
Eugênio diz no mesmo artigo: O mundo sorri para os “perceptivos” e ri dos
“desligados” .
Saibam os que criam e inovam são curiosos, utilizam da percepção, para
identificar seus próprios modelos mentais e da sociedade, transformando o que
era visto como risco em oportunidades, ou o que era pouco percebido em
verdadeira obra de arte.
Maria Inês Felippe
Psicóloga, pós-graduada em Adm. de Rec. Humanos e Mestre em Desenvolvimento do
Potencial Criativo pela Universidade de Educação de Santiago de Compostela –
Espanha.
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