ASSINATURA

   Assine Gratuitamente    

   DESTAQUE 

   Revista RHPortal Grátis 
   Guia de Fornecedores   
   Testes Auto-avaliações 
   Agenda e Cursos           
   Livros e Apostilas           
   Vídeos p/ Treinamento   
   Forum RH                       
   TOP 10 de Artigos         

    ARTIGOS 

   TOP 10 de Artigos         
   Carreira e Negócios      
   Liderança e Motivação  
   Mkt, Vendas e Atend.   
   Qualidade de Vida         
   Recrutamento Seleção 
   Relações Trabalhistas   
   Remuneração e Benef. 
   RH na Prática                
   Tendências e Tecnologia 
   Treinamento e Desenv. 

    CONTEÚDO

   Consulte um Especialista 
   Palestrantes                    
   Listas de Discussão        
   Enquetes                        
   Dicionário de RH             
   RH Notícias                     
   Relações de Trabalho     
   Cargos e Salários           
   Encargos Trabalhistas    
   Downloads                      
   Parceiros RH                   
   Links RH                          

    CURRÍCULOS 

   Incluir Currículo               
   Buscar Currículo               

    ENTRETENIMENTO 

   Sala de Bate Papo       
   Hora do Café               
   Cartões Virtuais          

    APRESENTAÇÃO 

   Quem Somos              
   Anuncie Aqui              
   Fale Conosco             
   Mapa do Site              
 

 

www.rhpro.com.br
Sistema de Identificação
de Perfil Profissional

 

Aja Como O Piloto Do Avião E Conduza O Leitor à Ação

Nova pagina 1

Tentar encontrar bodes expiatórios e responsabilizá-los por ações desastrosas, ou promover intermináveis reuniões – invariavelmente maçantes e improdutivas – para apontar culpados até que não é tarefa das mais penosas.

Pensando bem, é muito mais fácil responsabilizar alguém por não se empenhar o bastante para decifrar nossos enigmas.

Tarefa mais proveitosa – e certamente bem mais árdua – é tentar descobrir nossos gaps, rever o que foi dito, preencher eventuais lacunas de pensamento, encontrar novas pistas que conduzam o leitor – dessa vez – a um porto seguro e revelar, de forma inequívoca, às ações que se deseja desencadear.

 

Lembre-se:

Ninguém é obrigado a adivinhar intenções comunicativas. Caso alguém tenha que fazê-lo, o resultado pode ser desastroso, seja porque o leitor fica passivo e confuso – por não saber como agir corretamente diante do problema apresentado – seja porque o leitor passa a trilhar caminhos desencontrados – e passa a se comportar de maneira diversa à que pretendíamos.

 

Cuide para que o leitor tenha a clara percepção das ações que você deseja ver executadas.

E não tema ser invasivo: para o leitor, é extremamente reconfortante saber o que está acontecendo, o que se está fazendo para solucionar o problema e quais as ações que cabe a ele, leitor, executar.

 

Tome as rédeas de seu texto e aja como o comandante do avião.

 

Atenção, senhores passageiros,

Quem vos fala é o comandante.

Detectamos um problema na parte elétrica da aeronave e, portanto, teremos que suspender a decolagem.

Retornaremos agora, a fim de que os técnicos da manutenção verifiquem a natureza do problema e estimem quanto tempo levarão para os devidos reparos.

Permaneçam sentados, com os cintos de segurança atados.

Se nada de grave for constatado, os senhores serão imediatamente informados do tempo de espera para iniciarmos nova decolagem; se houver necessidade de reparos demorados, os senhores terão que desembarcar para troca de aeronave.

Desculpem-nos pelo transtorno, mas entendam que não podemos, em momento algum, descuidar da segurança.

Aguardem novas instruções.

Pela sua atenção, nosso muito obrigado.

 

O script é absolutamente transparente, e as ações se desenvolvem em seqüência cronológica:

 

Identificação dos Protagonistas da história:

  • O autor da mensagem – no caso o comandante – e a sua platéia – representada pelos passageiros do avião.

É interessante notar que a identificação do autor como comandante confere à personagem o necessário status e a imprescindível autoridade para falar em nome de toda a tripulação. Observe o tom solene (Quem vos fala é o comandante), formal (os senhores terão que desembarcar da aeronave), impessoal (Pela sua atenção, nosso muito obrigado) e imperativo (Permaneçam sentados / Aguardem novas instruções) que o comandante imprime ao seu discurso. Esse tipo de postura é essencial para quem necessita passar firmeza, transmitir segurança e demonstrar controle absoluto da situação.

 

Identificação imediata do problema:

  • Pane no sistema elétrico do avião.

Explicitação das decisões tomadas:

  • Suspensão imediata da decolagem;

  • Solicitação prioritária de check-up, para identificação da natureza do problema.

Especificação das alternativas para solucionar a questão:

  • Reparo imediato do defeito;

  • Troca de avião.

Recomendação quanto às ações pertinentes a cada passageiro:

  • Atar o cinto de segurança;

  • Permanecer sentado;

  • Aguardar novas instruções do comandante;

  • Trocar, se for o caso, de avião.

 

Observe ainda que o autor tem o cuidado de explicitar o porquê da comunicação, já prevendo – e eliminando de antemão – qualquer possível reação negativa de seus interlocutores. O parágrafo a seguir constitui argumentação decisiva e incontestável:

"Desculpem-nos pelo transtorno, mas entendam que não podemos, em momento algum, descuidar da segurança".

 

Se o esquema proposto é de eficácia comprovada, porque não nos dispomos afinal a identificar as ações que desejamos ver executadas, quando sabemos que, no mundo dos negócios, decisões equivocadas representam perda de tempo e dinheiro?

A resposta é simples. E há muito medo envolvido nessa história.

 

Se alguns temem ferir suscetibilidades – o leitor pode sentir-se tolhido em sua liberdade de decidir por si mesmo – outros nutrem verdadeiro pavor de parecerem óbvios demais.

Para um número nada desprezível de pessoas, o olhar crítico e a possível rejeição do outro deixam o redator simplesmente travado – e algum comando interno passa sistematicamente a bloquear toda e qualquer exposição de intenções comunicativas.

Desculpas esfarrapadas e justificativas inconscientes são inevitáveis para afagar egos e sublimar culpas:

 

"Conheço meu lugar. Quem sou eu para dizer ao chefe o que ele tem que fazer?";

"Se eu disse para não faturar X, Y e Z é mais do que óbvio que era para faturar o resto. Ou não?";

"E se o leitor julgar que estou menosprezando sua inteligência, só porque fui claro e específico demais?";

"Exijo que sejam tomadas todas as providências necessárias. E os senhores devem naturalmente saber quais são as providências necessárias".

 

Sabemos que dizer a alguém como deve se conduzir diante de determinado problema é questão problemática.

No entanto, melindres e suscetibilidades são incompatíveis com a postura que se deseja para o bom redator de Business Writing.

Deixe de se preocupar tanto consigo mesmo e pense um pouco mais em atender às expectativas de quem vai receber a informação.

Identifique clara e inequivocamente as ações que você deseja ver desencadeadas.

Essa atitude só vai resultar em benefícios.

Para você e para o leitor.


José Paulo Moreira de Oliveira

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 



 

 

 

Divulgue
Gratuitamente
Seu Evento, Curso
ou Treinamento

Divulgue
Gratuitamente
seus Produtos
ou Serviços

 

 

 

Cadastre-se  Revista RH Portal  Forum  Artigos  Fornecedores  Agenda  Links  Anuncie  Fale Conosco  
RH Portal - 2007  /   Todos os Direitos Reservados

O RH Portal é o maior portal brasileiro para profissionais de Recursos Humanos. São milhares de atigos para Gestores de RH: seleção e contratação de pessoas, Manager Online, Testes, Avaliações Comportamentais e Treinamentos, Currículos e material variado para Departamento de Pessoal. Útil para Head Hunter, Administradores, Psicólogos e Gerentes.