Ajudando O Consultor A Ser Competente
Fala-se e cobra-se muito da competência do
consultor, nesse pequeno ensaio a idéia é analisar no que o cliente pode
ajudar o consultor a ser competente; estamos tratando, portanto, da competência
do cliente.
Perguntamos a 10 consultores; "O que o
cliente poderia fazer para ajudá-lo a fazer o melhor trabalho possível"?
As respostas de todos eles apresentaram uma
semelhança bastante grande.
Eis o que obtivemos:
- Nos contatos para elaboração da proposta
deveriam estar sempre presentes, no mesmo contato, quem procura o consultor
(normalmente RH ou T&D) executivos da área cliente (para quem vai ser
feito o trabalho)
- As pessoas que contatam o consultor devem
ser, de preferência, aquelas que têm competência (pelo menos técnica)
para aprovar o trabalho.
- Se a proposta deve necessariamente incluir
nomes de consultores específicos, deixar isso claro no primeiro contato;
isso vale para qualquer outra pré-condição, pois "as regras do
jogo" devem ser definidas antes de seu inicio.
- Liberar o consultor para contatos
posteriores (na preparação da proposta) com a área cliente.
- Procurar definir efetivamente o que deve
conter a proposta, quais as expectativas consensadas, evitando colocar o preço
como valor maior (como se fosse possível definir o preço antes de se
definir o trabalho)
- Sempre dar feedback ao consultor sobre a
proposta enviada, seja ela vencedora ou não.
- Se datas foram reservadas e a consultoria não
foi a vencedora, ou se, por qualquer razão, houve mudança nos planos,
liberá-las, de imediato, para o consultor.
- Todos trabalhos quase sempre possuem três
etapas: planejamento, execução, avaliação. Especialmente quando se trata
de treinamento, alguns clientes solicitam propostas apenas para a execução
(o seminário, a palestra etc). A idéia é que haja disposição de se
reservar uma pequena verba para o planejamento (customização, metas,
indicadores etc) e para a avaliação (revisão de metas).
- Respeitar o tempo do consultor e cobrar a
reciprocidade; nenhum lado é mais importante do que o outro.
- No convívio, durante o trabalho, adotar uma
postura de controle de resultados, finalística; controles processuais tais
como tempo, presença etc, não costumam ser benéficos para as relações.
- Toda e qualquer avaliação do trabalho do
consultor deveria ser global, isto é, ouvidos todos os interessados no
resultado: RH, clientes, executivos envolvidos etc. Se houver discrepância,
que se promova o consenso. É complicado dar um feedback negativo ao
consultor quando esse retorno não representa o ponto de vista do grupo
envolvido.
- Consultores gostam de feedback,
especialmente quando estes os ajudam a serem pró-ativos. Ë bom lembrar
alguns facilitadores da aceitação do feedback: quantificação,
exemplificação do problema, privacidade, desejo sincero de colaboração
etc.
- Reservar tempo para o consultor, ele só
poderá fazer um bom trabalho se conhecer bem sua empresa e o problema/situação
que motivou sua contratação.
Como pode ser observado, a qualidade do
trabalho do consultor depende muito do .......cliente
- Consultor - L A COSTACURTA
JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA
COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO
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