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Cartão Vermelho - O Que Não Fazer Nas Apresentações Em Público

Nova pagina 1 Pense rapidamente: nesses dois últimos anos quais foram os erros cometidos por consultores/comunicadores em aulas, palestras, reuniões e programas de TV, que mais aborreceram você? Que pecados foram esses que se tornaram uma barreira às informações veiculadas?

Como você se sentiu sendo testemunha de deslizes que, muitas vezes, significaram o comprometimento da qualidade do trabalho ali exposto?

Organizamos uma lista de algumas muletas verbais e não verbais, que costumam destruir as apresentações em público, enfraquecendo o poder da mensagem e impedindo uma sintonia eficaz com a platéia.

A idéia é que você leia o texto, assinalando aqueles erros que mais se encaixam em sua atuação no papel de comunicador

 

Comunicação Verbal

Evitar:

  • Falar muito baixo ou muito alto;
  • Pronunciar mal as palavras;
  • Falar muito depressa ou muito devagar
  • Não pronunciar corretamente os termos estrangeiros;
  • Utilizar vícios de linguagem: tá?, Né?, OK?, Certo?, Entendeu? Percebe? É isso aí!, Tipo assim..., a gente ...., acho que....,...
  • Falar de forma robotizada;
  • Cometer erros gramaticais;
  • Comer os "esses" e "erres";
  • Falar de forma estridente;
  • Pronunciar as palavras atropeladamente;
  • Falar em tom monocórdio;
  • Ser prolixo ou monossilábico;
  • Coordenar as idéias de forma inadequada;
  • Exprimir-se sem objetividade e clareza;
  • Fazer uso de termos técnicos para público leigo;
  • Não considerar o momento, local e meio mais oportuno para transmitir a mensagem;
  • Respirar mal;
  • Utilizar argumentos inconsistentes;
  • Perder-se no exagero de detalhes;
  • Diminuir o volume da voz nos finais das frases;
  • Não utilizar bem a pontuação;
  • Não enfatizar as idéias principais;
  • Abusar do excesso de citações;
  • Usar vocabulário inadequado;
  • Organizar mal a apresentação;
  • Falar com voz áspera;
  • Estruturar mal as idéias.

Achou a lista muito extensa? Vamos à segunda parte...

 

Comunicação Não-Verbal

Evitar:

  • Usar gestos que transmitam nervosismo e inibição;
  • Mexer na gravata;
  • Brincar com chaveiros e canetas;
  • Ficar ajeitando os cabelos e os óculos;
  • Coçar as orelhas, cabeça, nariz, etc.;
  • Pigarrear;
  • Bocejar;
  • Descansar o corpo, deixando-o pender para o lado direito ou o esquerdo.
  • Olhar todo o tempo para o sapato;
  • Olhar através das pessoas;
  • Postar-se como estátua;
  • Movimentar as mãos em excesso;
  • Postar-se como se tivesse peito de pombo;
  • Mastigar qualquer tipo de alimento
  • Mascar chicletes ou chupar bala;
  • Roer unha;
  • Deixar os braços cruzados;
  • Colocar as mãos para trás;
  • Ficar com as pernas abertas como se fosse uma forquilha;
  • Ficar de costas para a platéia;
  • Torcer as mãos demonstrando ansiedade;
  • Curvar o corpo para a frente ou para trás, desnecessariamente;
  • Andar sem motivo;
  • Balançar o corpo de um lado para outro;
  • Olhar só para uma pessoa da platéia;
  • Deixar o corpo torto;
  • Colocar as mãos nos bolsos e não tirá-las mais;
  • Olhar para o vazio;
  • Adotar a posição de xícara, as duas mãos agarradas à cintura;
  • Deixar os braços cruzados;
  • Ficar piscando;
  • Apoiar-se nos móveis do cenário;
  • Assoar o nariz
  • Utilizar gestos teatrais fora de hora;
  • Olhar para o chão ou para o teto;
  • Olhar várias vezes para o relógio demonstrando pressa;
  • Utilizar inadequadamente os recursos audiovisuais;
  • Fazer do ponteiro ou da caneta "laser" armas contra a público;
  • Carregar nas mão canetas ou lápis;
  • Esconder-se atrás dos recursos audiovisuais;
  • Ficar com olhar assustado ou expressão de tédio;
  • Falar palavrões e gírias;
  • Perder a interação visual com o público.

 

Agora vamos tratar da dimensão interpessoal ....

Comunicação Interpessoal

Evitar:

  • Demonstrar egocentrismo exagerado;
  • Utilizar a comunicação como forma de poder;
  • Mostrar-se arrogante e prepotente;
  • Demonstrar subserviência;
  • Manipular a platéia;
  • Não prestar atenção às perguntas da platéia;
  • Não utilizar empatia;
  • Ser irônico e sarcástico;
  • Não saber ouvir
  • Revelar preconceitos;
  • Apresentar-se sem estar preparado;
  • Ignorar a etiqueta empresarial.
  • Chegar atrasado;
  • Demonstrar preferências pessoais;
  • Ser incoerente quanto aos gestos, atos e palavras;
  • Ser inflexível;
  • Não saber administrar os conflitos interpessoais;
  • Humilhar a platéia;
  • Receber as perguntas da platéia como se fossem uma ofensa pessoal;
  • Dizer que irá roubar o tempo dos espectadores;
  • Não saber administrar o tempo da exposição;
  • Querer enganar a platéia, falando sobre o que não conhece;
  • Ignorar a linguagem corporal dos espectadores.
  • Subestimar a importância do processo de sinergia;

E agora, pensemos novamente: em que medida nós também estamos cometendo diariamente esses mesmos erros e desacertos, que tanto criticamos nos outros?

Quais serão os nosso pequenos vícios e manias, que roubam o interesse do espectador, anulando a possibilidade de uma comunicação receptiva?

Seria primordial que nos propuséssemos uma análise criteriosa de nossas apresentações. Isso poderia representar um instrumento importante para a construção de uma comunicação fluente, segura e objetiva, sem tantas interferências, que prejudicam substancialmente a interação com a platéia.

É preciso deixar emergir em cada um de nós a humildade, para que essa avaliação possa nos dar um feedback dos pontos fortes e vulneráveis de nossa atuação, permitindo-nos a correção de rotas.

O nosso público, com certeza, irá nos agradecer por isso!


EUNICE MENDES

Consultora Sênior do Instituto MVC

 

 



 

 

 

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