Como Melhorar O Desempenho Da Sua Empresa
Como Melhorar o Desempenho da Sua
Empresa
Você pode contribuir significativamente para
melhorar o desempenho econômico-financeiro da sua empresa
Se você é Diretor ou Gerente e tem responsabilidade por
resultados, então o texto abaixo é do seu interesse.
Melhorar o
desempenho dos profissionais e da organização como um todo é um objetivo a que
pouca gente se oporia. Pelo menos de forma explícita. No entanto, o que se
observa na prática é que os resultados obtidos não fazem justiça aos esforços e
empenho de todos na organização. Os resultados ficam muito aquém dos esforços
que foram feitos.
Há muitos
anos estudando o assunto, identifiquei alguns gargalos e armadilhas que
atrapalham a plena utilização do "poder de fogo" das equipes e dos profissionais
individualmente.
Criação das capacitações
O enfoque
aqui está mais no perfil e estilo dos integrantes das equipes e como cada
profissional poderá aplicar seus conhecimentos e habilidades da forma mais
eficaz. Qual a química, que reagindo no interior da equipe e do ambiente, pode
potencializar os resultados da aplicação dos conhecimentos e habilidades
individuais? "Estrelas" solitárias podem obter reconhecimento e aplauso, mas uma
contribuição isolada pode influir pouco no resultado global. O segredo está na
formação e "escalação" das equipes em função da situação e dos objetivos
desejados. A formação exige ações de médio e longo prazo, a "escalação" exige
decisões de curto e médio prazo.
Ajuste das táticas operacionais
Estratégias
são imprescindíveis. Mas a implementação dos planos para atingir os objetivos
estratégicos tem recebido pouca atenção. É na implementação dos planos de ação
que serão exigidas, no mais alto grau, as competências de cooperação, solução de
problemas, habilidade de decidir e disposição para correr riscos. A definição do
papel de cada profissional é uma decisão que não pode ser deixada de lado. Esse
é um ponto crítico que normalmente não é discutido. Não se trata de redefinir o
cargo ou a função de cada profissional, mas definir o papel que cada funcionário
deverá desempenhar, em função de suas habilidades especiais. O papel está ligado
ao estilo e postura do profissional, e não à sua descrição de cargo.
Acompanhamento, avaliação e correção de rotas
Apesar de
todos os planos previrem acompanhamento, pouca atenção tem sido dada à correção
de rotas. Aqui parece que todos entram num "piloto automático", acreditando que
o plano de ação tem vida autônoma, que é "pecado" mudar o que foi planejado.
Temos aqui outra armadilha que impede que o resultado final esperado seja
atingido. Mudanças de rota são mais fáceis quando existem planos de
contingência, ou pelo menos disposição para discutir o que fazer se alguma coisa
sair errada no plano. Afinal, planos são apenas isso: planos. Pilotar o plano,
dando resposta adequada a situações imprevistas, é o grande desafio. Em toda
organização há pessoas com habilidades especiais, que podem dar uma contribuição
também especial nesta parte.
Incentivos
Em algumas
situações, pode ser produtivo introduzir ou melhorar o sistema de incentivos ou
de remuneração. Esse é um passo que precisa estar extremamente afinado com os
objetivos estabelecidos. O potencial de ganhos aqui é enorme. Mas há também a
possibilidade de ocorrer aumento nos custos com a folha de pagamento, sem a
contra-partida do retorno em resultados. O assunto merece muita reflexão.
Perfil da empresa
Há alguns
traços interessantes do perfil e cultura da empresa que são determinantes para o
desenho de um plano destinado a melhorar o desempenho econômico-financeiro da
organização, no que depender da competência de seus profissionais.
Idade da empresa. A idade cronológica da empresa é um
indicador importante para se entender como e por que ela funciona do jeito que
funciona, bem como a influência da sua cultura no desempenho dos seus
profissionais. Mas o indicador crítico é a idade "psicológica" ou "maturidade"
da empresa, se assim podemos dizer. A empresa pode ser jovem em idade
cronológica, mas estar passando por um processo de "envelhecimento precoce". A
empresa pode ser antiga, mas estar com o "pique total" em termos de capacidade
de adaptação e resposta aos desafios do mercado.
Vitalidade futura da empresa. Hoje a empresa pode
estar economicamente bem, mas alguns sinais na sua cultura podem mostrar se ela
está perdendo vitalidade. A competência global da empresa pode estar ameaçada.
Isso é muito difícil de se perceber e, por motivos óbvios, geralmente não é
questionado pelos profissionais e executivos da empresa. No entanto, é uma
análise que pode garantir o emprego de todos e maiores lucros para os sócios por
muito tempo.
Vocação para o negócio. Ao longo do tempo,
silenciosamente, a empresa pode estar perdendo sua capacidade empreendedora.
Isso é natural. A necessidade de organizar, sistematizar, controlar, em certo
momento é crítica. O perigo surge quando todos pegam muito gosto por atividades
de controle e acabam perdendo o gosto pelos negócios.
Esses são
apenas alguns dos tópicos que normalmente não são considerados no processo de
elaboração dos planos táticos de ação e dos sistemas de acompanhamento e
avaliação de desempenho. No entanto, são questões fundamentais para a definição
dos planos de ação, formação das equipes, divisão de papéis e responsabilidades,
treinamento e desenvolvimento e outras atividades de apoio.
Vanderlei Silva é consultor, especializado em ajudar empresas a selecionar, organizar, remunerar, incentivar e melhorar o desempenho de seus profissionais. Para contatá-lo, envie e-mail para vsilva@promerito.com.br ou ligue para 31-3285-0120, em Belo Horizonte,MG. |