Diferenciais Competitivos
Os clássicos diferenciais
competitivos (recursos materiais, financeiros e tecnológicos), reduzidos a
commodities pela globalização, perderam sua hegemonia como focos essenciais de
liderança de mercado, a partir do momento em que o Cliente passou a ser mais
importante que o Produto, requerendo relações de parcerias e negociações do
tipo ganha x ganha, em detrimento da “lei do mais forte”.
Em função disso, a valorização do Capital Intelectual das empresas, antes
uma prática secundária, assume papel estratégico e de necessidade prioritária,
tendo em vista representar hoje o fator principal de competitividade.
Daí decorre o grande desafio da gestão moderna de Recursos Humanos, cuja
responsabilidade compreende o gerenciamento dos talentos existentes, mediante
sua Identificação, Desenvolvimento e Fixação, de tal forma a criar ambiente
e condições de criatividade qualitativa, que assegure a liderança competitiva
na nova conjuntura de mercado.
Vencer a concorrência, portanto, não é mais uma questão apenas de “Poder
Tangível”, mas sim do Poder da Competência do capital humano, que deve gerar
o Encantamento do cliente através de ações que extrapolem suas expectativas.
Para tanto, faz-se necessário que essa competência seja representada por
valores focados no Interesse maior do Cliente (foco no foco), de tal forma a
possibilitar a antecipação às suas manifestações de necessidades. Assim
sendo, a valorização da “prata da casa” torna-se prioritária frente a
novas contratações, pela vantagem de já deter o domínio sobre o próprio negócio
e, portanto, ter também maior facilidade de interagir com o cliente segundo uma
relação de parceria.
Embora este desafio para o RH possa sinalizar práticas exclusivas das grandes
estruturas organizacionais, na realidade trata-se de uma sistemática gerencial
aplicável facilmente também nas pequenas e médias organizações. Nesses
casos a orientação de Consultoria especializada é fator decisivo, podendo
interagir com a empresa mediante custos confortáveis, com a utilização do próprio
staff da área de RH da organização que, após período de imersão no projeto
idealizado pela Consultoria, passa a coordenar e controlar a implantação do
mesmo, contando apenas com a orientação e supervisão externa.
Assim, essa estrutura de RH monitorada pela Consultoria poderá responder as
questões básicas de: Como eleger as competências essenciais requeridas pela
empresa? Como estabelecer o target de cada competência requerido por cada
cargo? Como identificar as competências individuais e como compara-las às
requeridas pelos cargos? Identificados os Gaps eventualmente existentes, como
montar as matrizes de capacitação, ou mesmo processos de job rotation, visando
os ajustamentos individuais? Estas e outras questões serão abordadas e
conduzidas, sem que seja necessária a montagem de estruturas organizacionais
novas e normalmente muito caras.
Rubens Panelli
brasileiro casado, 67 anos, graduado em Matemática e Psicologia pela
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP; Pós - graduado em Adm. de
Empresas pela FGV. Fundador e Diretor do CAPI - Centro de Aperfeiçoamento e
Preparação Intelectual e do Instituto Paulista de Psicologia - IPP.
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