“A
Qualidade não está nas coisas nem nas pessoas, mas sim na relação entre
elas”.
Robert
M. Pirsig, em Zen e a arte de manutenção de motocicletas
Esta
frase, um dos pontos altos da maravilhosa obra de Pirsig, traduz em sua essência
o significado do que é pensar e dirigir uma organização estrategicamente. Ao
mesmo tempo uma técnica e uma arte, conectando as “coisas” existentes ou a
construir no mundo com as particularidades da natureza e comportamentos humanos.
Vamos explorar um pouquinho cada um destes dois enfoques.
É
uma técnica porque apresenta certos métodos e abordagens que facilitam sua
compreensão através de um encadeamento com sutis fios de lógica, às vezes tênues,
mas suficientes para manter a teia de pensamentos interligada em um sutil jogo
cognitivo e com relações de causalidade explicáveis e até demonstráveis.
É
uma arte porque muitas vezes precisamos fazer “apostas” suportadas em cenários
ou sensações muito pessoais ou crenças que não são explicáveis pela razão
ou uma análise metódica, ou projetiva, de dados, mesmo em dimensão probabilística.
Um
outro aspecto a considerar é a dimensão “filosófica” referencial de
atitudes e comportamentos no âmbito organizacional: visão, missão, valores,
credos etc., que compõem declarações compreensíveis e motivadoras, mas que não
são necessariamente apelativas à razão, no seu sentido clássico.
Quando
falamos em Direção Estratégica, estamos partindo do pressuposto que há, ou
deveria haver, uma maturidade na compreensão do ambiente de negócios que
atuamos e também nas nuances do gerenciamento, da cultura organizacional, tendências
em suas diversas dimensões, nível de disposição para assumir riscos, enfim,
a capacidade que um grupo de gestores tem para enfrentar desafios, estimular a
“ocorrência do futuro”, de envolver os colaboradores e parceiros de negócios
e construir intenções e arquitetura estratégicas com influências em todo o
âmbito da organização.
Concluindo,
poderíamos afirmar que Pensar e Dirigir Estrategicamente exige arrojo,
maturidade, técnicas, percepções e confiança de que podemos fazer melhor,
ajudando a encontrar e “construir” o futuro.