E-commerce takes off
E-commerce
takes off
Em
bom português, “O e-commerce levanta vôo” é o título de uma reportagem
especial de 14 páginas da revista “The Economist” em sua edição de maio.
A revista é uma das mais conceituadas publicações dos Estados Unidos
na área de negócios e sua reportagem mostra com todas as letras a explosão
das compras on-line naquele país e como isso está alterando a forma de se
fazer negócios e o modo de vida das pessoas.
Algumas das conclusões apresentadas na reportagem são as
seguintes.
A
força do e-commerce. Dados do Departamento de Comércio norte americano
apontam para um aumento de 26% na compras pela Internet, o que levou as vendas
no varejo on-line ao patamar de 55 bilhões de dólares em 2003. Isso sem
considerar setores como bilhetes e serviços de turismo no qual uma única
empresa, vendeu 10 U$ bilhões, tampouco, mercadorias vendidas nos leilões
on-line, serviços financeiros, jogos, pornografia
e outros setores que fogem ao controle governamental. Em síntese, o e-commerce
já é grande e caminha para se tornar cada vez mais representativo como canal
de comercialização. É importante ter em mente que nos Estados Unidos o varejo
on-line ainda representa apenas 1,6% de todo o comércio e segundo estimativa de
Jeff Bezos, Ceo da Amazon, esse
percentual deve atingir entre 10 a 15% nos próximos 10 anos, fato que se
confirmado, levaria o e-commerce
puro a um patamar superior a meio trilhão de dólares somente nos Estados
Unidos.
O
consumidor é o grande vencedor. A Internet possibilita ao consumidor mais
informação sobre o produto e o mercado o que gera maior poder de barganha. As
pesquisas indicam que um percentual expressivo de pessoas que se dirigem ao balcão
de uma loja já sabem exatamente o valor do produto no mercado e quanto estão
dispostas a pagar por ele. É o caso de 20% dos clientes das lojas Sears, e 75%
dos compradores de automóveis. Na Europa, segundo dados da empresa de pesquisa
Forrester Research, metade dos consumidores pesquisa na Internet antes de
efetivar suas compras na loja tradicional. Outro dado interessante é que muitas
vezes o consumidor levanta informações sobre um determinado produto na
Internet, vai até a loja para conhecer e analisar o produto e volta para a
Internet para comprar na loja virtual que estiver oferecendo o melhor preço
naquele momento. Isso mostra que
existe uma disputa entre a loja virtual e a tradicional para ver quem pode
oferecer maior benefício ao consumidor. As armas da loja virtual são:
comodidade e menor custo na transação; a força da loja tradicional é a
possibilidade do cliente observar melhor e “sentir” o produto. Em paralelo
à competição, existe também a colaboração: as lojas tradicionais que
realmente oferecem valor ao cliente recebem cada vez mais
visitantes atraídos por meio do canal Internet.
É
entrar na Internet ou morrer lentamente.
O texto aponta que as empresas que não derem a importância devida ao seu
website podem estar cometendo suicídio. E isso é válido não somente para as
empresas de varejo. O website é cada vez mais a porta de acesso às empresas.
É onde ela fortalece sua identidade, consolida sua marca, interage com clientes
e fornecedores e vende seus produtos. Um site inútil sugere ao consumidor a
existência de uma empresa inútil e o concorrente estará sempre à espreita,
à distância de um clique no mouse.
Embora
a reportagem aborde mais profundamente o e-commerce nos Estados Unidos e a
Europa, as conclusões são válidas para todo o comércio global e podem ser
sintetizadas na seguinte frase pinçada do texto: “O grande poder do
e-commerce não é apenas a capacidade de se comprar coisas on-line e recebê-las
em casa, mas como ele pode modificar para melhor a maneira como as pessoas vivem
e trabalham”.
julho/2.004
Dailton
Felipini ,
Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas. Consultor e
Professor de Comércio Eletrônico na Universidade Ibirapuera.
Editor dos sites: www.e-commerce.org.br
e www.abc-commerce.com.br
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