Gênio Indomável
GÊNIO
INDOMÁVEL
Coaching - Uma lição de
Amor à liberdade
Acabo de
assistir esse excelente filme, com a benesse do controle remoto, que permite
voltar a fita e ouvir os seus diálogos impagáveis... Permiti-me colocar neste
artigo o subtítulo “Coaching – uma lição de Amor à liberdade” e, para
tanto, vou tentar trazer esta lição para o contexto do nosso cotidiano.
Segundo Ane Araújo, autora do livro ‘Coach- um parceiro para o sucesso’, o
“coach é um líder, um líder de bastidor, que não está diante dos
holofotes. Ele está por trás, fazendo a equipe atingir o pódio, ajudando a
equipe a alcançar determinado resultado”. A palavra coach vem dos esportes
(em inglês significa “técnico esportivo”) e é, também, o termo antigo
usado para carruagem. Este significado se aplica, de certa forma, ao papel do
coach porque ele ajuda alguém a “transportar” seu sonho para a realidade e
a se “transportar” de um determinado lugar para o outro, de um padrão de
competência para outro, como diz a autora.
O que vemos em “Gênio Indomável” (além das maravilhosas atuações de
Robin Williams como terapeuta e de Matt Demon como o cliente), é uma perfeita
lição de compromisso com o outro, de paciência, de respeito ao ritmo natural
de maturação do outro, sem querer fazer prevalecer a nossa própria vontade e
ritmo pessoal.
Eis a lição de amor do terapeuta como Coach – mesmo enfrentando a rejeição
inicial de Will, ele consegue colocar limites e explicitar o seu propósito –
o de criar uma base de confiança e responsabilidade para poder ajudá-lo a
crescer. É clara a diferença entre o papel do terapeuta e do Professor de
Matemática. Enquanto o Professor vê no Will basicamente o potencial de
tornar-se uma celebridade no campo das fórmulas e equações e, assim, superar
o seu próprio sucesso; o terapeuta age para que ele elimine seus bloqueios e
descubra por si mesmo o prazer de viver e de realizar seus sonhos.
Nas organizações, o entendimento do papel de coach e do processo é
fundamental na obtenção de resultados e na modernização da cultura. Podemos
nos perguntar: “O quanto desempenhamos bem este papel? Queremos que o outro
(meu filho, cônjuge ou colega) seja o que quiser ser ou aquilo que não
conseguimos ser? Deixamos que ele escolha livremente o seu caminho,
oferecendo-lhe o suporte necessário, ainda que sua escolha frustre algumas de
nossas expectativas? Afinal de contas, não é aquele sorriso nos lábios e
aquele ar de satisfação pessoal o troféu maior que podemos levantar?
Autor: Antonio Amorim é Consultor Associado à Marcondes & Consultores Associados (SP).
Atualmente é Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos- ABRH-BA e Diretor da Universidade Internacional da Paz- UNIPAZ- BA, e possui 08 livros publicados, entre poesias, contos e artigos voltados para a área de consultoria. |