MITOS E CRENDICES NO CONTEXTO DA AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO TREINAMENTO
MITOS E CRENDICES NO CONTEXTO DA
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO TREINAMENTO
Por incrível que pareça,
ainda tem gente que acredita em duendes, mula sem cabeça, que chupar mangas e
tomar leite dá nó nas tripas, que é a cegonha que trás o bebezinho para
papai e mamãe...e que o Brasil ainda tem o melhor futebol do mundo! Verdade!
Com o respeito que se deve às
crenças das pessoas, mesmo que discutíveis, podemos sobre elas admitir que
cada um acredita no que quiser, porém não é licito exigir que as demais
venham a acreditar nas mesmas coisas, especialmente quanto às pessoas que
pensam pelos canais da inteligência e não pela assimilação das mentiras que,
de tanto ser repetidas, acabam se transformando em verdades universais.
Em nosso meio, gestão de RH,
existem mitos e crendices que, na verdade, apenas escondem a incompetência
intelectual e técnica, sendo utilizadas para tentar justificar a incapacidade
em mostrar e comprovar os resultados do investimentos em T&D.
Os principais mitos e crendices
que temos ouvido até de profissionais de destaque em RH são os a seguir
listados:
Não se pode avaliar
comportamentos
Não é o comportamento que
é avaliado e sim os efeitos do comportamento! Portanto, esse mito é daqueles
de lascar!
É muito complicado avaliar o
treinamento. Por isso não dá para fazer!
É complicado sim, porque é
assunto que requer conhecimento superior e competência de primeira linha. Quem
quiser fazer coisas fáceis, sugere-se um emprego do tipo carimbar papéis ou
recepção de empresa sem movimento de visitantes. RH é domínio para gente
capaz de enfrentar dificuldades de elevado grau de complexidade!
Não dá tempo para avaliar o
treinamento
Então, é melhor não fazer
nada em treinamento! Se não há tempo para comprovar os resultados do trabalho,
porque fazê-lo?
É muito caro avaliar o
treinamento
Não existe nada caro. Ou não
há poder aquisitivo ou não há justificativa para que algo seja feito.
Existem variáveis demais
interferindo na ação de treinamento
Ótimo! Quanto mais variáveis,
provavelmente maior será o acervo de dados e informações que podem ser
utilizadas como elementos ativos do processo de avaliação de resultados.
As gerências não dão apoio,
por isso é impossível avaliar o treinamento
Ora, se elas não dão apoio,
é porque nada lhes foi mostrado sobre a responsabilidade que é, afinal, delas,
no que se refere a gestão das suas equipes de colaboradores
Não da para tangilibilizar os
aspectos subjetivos e abstratos dos objetivos do treinamento
Se não der para tangibilizar,
ainda assim os aspectos subjetivos e abstratos de um evento de treinamento devem
ser ponderados por via, por exemplo, de uma analise, uma emissão de parecer.
Não dá para avaliar a relação
custo/beneficio dos eventos de treinamento
Como não? Se os indicadores
das carências estão disponíveis, o programa de treinamento foi executado
dentro dos padrões de excelência, o benefício é mera conseqüência. Então,
basta comparar um com o outro e teremos identificada a relação de custo/benefício.
Finalizando: deixemos esses
mitos de lado e vamos enfrentar o desafio da avaliação dos resultados do
treinamento, porque além de ser a nossa obrigação, é uma excelente
oportunidade para que possamos mostrar o nosso valor, para nós mesmos e para
quem nos paga!
Benedito Milioni, sociólogo,
administrador de empresas, escritor,
conferencista, profissional independente em Gestão de RH. E-mail
milioni@sti.com.br |