O Empresário Do Século Xxi
Nos
acostumamos a identificar diversas pessoas como empresários, mas na verdade são
confundidos com executivos ou administradores de empresas. Ser um empresário
significa assumir riscos que na maioria das vezes podem
comprometer o patrimônio pessoal, cometer erros, considerar os fracassos também
como resultados e possuir uma perseverança a toda prova.
Quando
o risco que se assume envolve bens de terceiros e não próprios, trata-se
verdadeiramente de acionistas, capitalistas, donos ou talvez executivos
gerentes, mas não de empresários. Todos eles constituem elos importantes na
criação de novas empresas, e no desenvolvimento econômico. Uns o fazem a
custa de ter sonhos novas idéias, com disposição para transformar o que não
existe num produto ou serviço que satisfaça a milhares de pessoas, outros
colocando em jogo seu prestigio profissional, capital ou seu cargo.
No
mundo dos negócios, tem surgido um novo tipo de empresário, o ENTREPRENEUR,
galicismo que identifica um tipo de criador, com maior tolerância a incertezas,
com detonadores automáticos perante as mudanças com uma ampla capacidade de
criar e assumir riscos. É o empresário do Século XXI, habilitado para
detectar os negócios através de "sintonia fina", que emergem na
sociedade do conhecimento em que habitamos. Esta nova filosofia de negócios,
conhecida como ENTREPRENEURSHIP, se ensina nas Universidades da vanguarda e
ainda constitui um paradigma novo nos negócios, pois se baseia em variáveis
como o risco, os erros, os fracassos e a paixão por uma idéia, que pode surgir
como algo absurdo ou impossível de acontecer, mas que constitui a nova essência
no estilo em que se esta forjando em nosso continente. Na verdade está
emergindo uma cultura de grandes proporções, onde muitas pessoas estão
optando por iniciar seus próprios negócios, fenômeno que se verifica mais
entre a gente jovem e numa corrente de ex-executivos e profissionais que estão
criando novas oportunidades em empresas de serviço, comércio, conhecimento,
informação e na área fabril. São gente sem historia empresarial, não
reconhecida pelos agentes financeiros tradicionais, trabalhando com recursos próprios
ou com capital de risco que é financiado por outros empresários ou
investidores, que apostam no sucesso dos seus empreendimentos.
O
berço do Entrepreneurship (desenvolvimento empresarial moderno) está no Vale
do Silício uma localidade a uns 15 quilômetros ao sul de São Francisco nos
Estados Unidos, onde um exercito de ENTREPRENEURS trabalha com participação
acionaria e geralmente em suas casas, criando novas idéias, produtos e serviços
que farão mais fácil a vida de muitas pessoas no mundo. Esses empreendedores
trabalham para empresas como Atari, Hewlett Packard, Apple Computer, Microsoft,
Intel, Xerox Corp, Digital Equipment, etc, nutridos pelos ensinos da
Universidade de Stanford. Steve Jobs criador dos computadores pessoais que todos
temos agora em nossos escritórios, nos resume no livro "Futuro-prepare-se
de Marco A.F.Vianna e Sérgio D.Velasco, seu ingresso no seleto clube do Vale do
Silício o Silicon Valley:
"Então
nós fomos até a Atari e dissemos: Olhem, nós conseguimos um aparelho
surpreendente juntando umas peças das suas máquinas. O que acham da idéia de
nos financiar? Ou, então, nós os damos a vocês. Paguem nossos salários e nós
trabalhamos para vocês. E eles disseram: Não. Então nós fomos até a
Hewlett-Packard e eles disseram: Olhem, nós não precisamos de vocês. Vocês
ainda nem saíram da faculdade. Steve Jobs e Steve Wozniak, tentando interessar
a Atari e a HP na produção de um aparelho estranho que eles tinham inventado
no garagem da sua casa, o
computador pessoal o microcomputador no ano 1968.
Foi assim que tudo começou ..........
DIRETOR REVISTA EMPRENDEDORES
(Chile)
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