O Gerente E O Profissional De Rh
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Os períodos de crise e retomada de
crescimento têm sido extremamente duros para quem trabalha na área de RH: posições
ameaçadas, orçamentos diminuídos e status reduzido passam a fazer
parte do cotidiano da função Recursos Humanos.
Parece-nos importante colocar algumas sugestões
para que o gerente e/ou profissional de RH possam ser mais eficazes e sobreviver
aos períodos de crise:
- Preocupação voltada fundamentalmente para
resultados, produtos tangíveis, custo/benefício dos programas e não para
aspectos processualísticos.
- Atitude de assunção de riscos, buscando
programas inovadores que envolvam conflito potencial ou real, mas que visem
melhorar o status quo, e não uma atitude conservadora, tradicional,
escolhendo apenas os programas que já deram certo em outras organizações.
- Mentalidade de prestador de serviços,
buscando sempre atender customizadamente às necessidades de sua clientela,
permanentemente avaliando a qualidade e oportunidade dos serviços que
presta, preocupando-se com o follow-up dos programas e com o grau de
satisfação de sua clientela. Ter sempre presente que RH é meio e
não fim.
- Comportamento proativo em face dos
problemas, procurando antecipar as soluções para aqueles que ocorrem
periodicamente, buscando acabar com eles ou minimizar seus efeitos
negativos, evitando trabalhar na base da crise permanente, do
"remendo" ou tratamento reativo aos problemas (deixar acontecer
para depois agir).
- Valorização da atividade de RH, não
sufocando a organização com programas em demasia, estando sempre presente
na abertura/encerramento dos eventos, instando a Diretoria a fazer o mesmo,
responsabilizando as chefias pela implantação do que foi desenvolvido,
proferindo palestras internas e externas sobre o que sua empresa está
fazendo em treinamento etc.
- Preocupação com a disseminação da
tecnologia como parte da função de RH, divulgando aos usuários o que
observar em congressos, convenções, revistas técnicas, empresas
concorrentes etc.
- Orientação para a aquisição de
tecnologia própria em determinadas áreas, especialmente naqueles em que a
necessidade de conhecimento da organização é muito grande – treinamento
de supervisores ou mentoring, por exemplo –, buscando absorver ou
comprar tecnologia, utilizar instrutores internos, transformando as próprias
chefias em multiplicadores de treinamento.
- Adoção de um processo de relacionamento
com os subordinados mais na base do homem/grupo (reuniões) do que do
homem/homem (entrevistas). Tomada de decisões via critério participativo e
não individualista.
- Respeito permanente aos objetivos e metas
estabelecidos, preocupação com a observância de prazos, custos etc.,
conseguindo cumprir pelo menos 80% do que foi planejado.
- Disposição para assumir a responsabilidade
pelos erros e acertos de sua unidade, principalmente pelos primeiros,
evitando a busca de culpados, caça às bruxas etc. Usar os erros como uma
oportunidade para treinamento, dando aos subordinados o direito de
errar.
- Em seu relacionamento com a chefia imediata,
preocupação em levar não só problemas, mas alternativas de solução
(mais de uma, se possível).
- Equacionamento dos problemas da unidade de
RH ou de outras com os usuários de seus serviços, sem necessidade de
intervenção de autoridade superior, sempre na base de negociação.
- Gosto pelas tarefas relativas à gerência,
tais como contatos com usuários, consultores, atividades de planejamento,
controle de resultados etc., e evitar usar mais de 30% do seu tempo no trato
de problemas técnicos, em nível de execução.
- Raramente conviver com um problema por mais
de uma semana sem resolvê-lo; somente adiar a sua solução quando não
possuir informações suficientes. As soluções que apresentar devem ser
predominantemente na base do compromisso e não da imposição.
- Possuir um substituto eventual formalmente
designado, com autoridade para resolver 90% dos problemas quando de sua ausência.
Tirar férias regularmente, sem que com isso decresçam o ritmo e a
qualidade do trabalho de sua unidade.
Ao escrever este artigo, não foi nossa meta
alinhar todos os indicadores de eficiência/eficácia do gerente ou profissional
de RH. Procuramos colocar aqueles que nos parecem mais significativos e mensuráveis
na visão do executivo/diretor da empresa.
Cabe a você, leitor, adicionar aqueles
indicadores que sua experiência mostrou serem os mais definidores da
efetividade da área de RH, considerando principalmente o contexto da organização
onde trabalha.
LUIZ
AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA
VICE-
PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC
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