O Preço Da Globalização
O PREÇO DA
GLOBALIZAÇÃO
Nesta virada
de milênio, estamos presenciando um ritmo de mudanças em nível de abrangência
jamais experimentado pela humanidade. Sejam políticas, sociais, econômicas ou
tecnológicas, tais mudanças estão nos conduzindo a uma outra era, que anseia por
novos paradigmas, objetivando o aprimoramento da espécie humana através do auto
conhecimento e do questionamento do seu papel no planeta.
A globalização da economia, que vem derrubando e enrijecendo
barreiras alfandegárias, estabelece novos padrões de competitividade para as
empresas, determinando como principais diferenciais, o conhecimento e a
competência na sua aplicação.
É dentro deste cenário conturbado, que uma variedade de
tecnologias gerenciais vão sendo criadas e implantadas nas empresas, conduzindo
sucessos e fracassos, sendo estes, causados muitas vezes por falta de uma visão
sistêmica que englobe a administração estratégica, a administração de recursos
humanos e essas tecnologias.
A globalização é um processo irreversível, quem não conseguir
acompanhar esse processo de desenvolvimento acelerado, vai ter dificuldades de
se adaptar aos novos rumos econômicos e a nova (des)ordem mundial.
As mudanças sempre existiram deste o inicio do mundo, mais
atualmente de forma mais constante e com uma velocidade cada vez maior. Devemos
estar preparados e atentos para esse momento, que está alterando de forma
significativa o pensamento de todas as pessoas em relação ao presente e ao
futuro, nessa era onde a dinâmica das mudanças assusta o ser humano e
fazem parte do nosso cotidiano.
Nesse cenário globalizado, com dólar subindo, guerra do golfo,
terror, falta de petróleo, eleições, mudanças de governantes, fenômenos
climáticos, falta de reformas estruturais, entre outros eventos, as empresas e
pessoas, precisam ajustar-se rapidamente para não serem engolidas pelos
concorrentes mais bem informadas e todos precisam estar conectados a essa
realidade.
Em meio a essa turbulência estão as pessoas, bombardeadas por
informações cada vez mais pessimistas em relação a sua existência nesse mundo
globalizado, divulgadas a todo momento, quer pelos meios de comunicação ou mesmo
pelo seu semelhante.
Também vivemos um processo de transição de modelos
administrativos em muitas empresas, onde os "dinossauros corporativos",
burocráticos, pesados, extremamente hierarquizados, estão dando lugar a um
modelo mais moderno de administração, mais ágil, rápido e flexível, com poucos
níveis hierárquicos, focado no resultado, com revisão permanente nos processos e
com melhorias continuas.
Bem ou mal, muitas empresas passaram por processos de
reengenharia, qualidade total, entre outros modelos, com redução de recursos
humanos e com valor agregado altíssimo de tecnologia inserida no meio.
A força do trabalho braçal, deu lugar ao trabalho intelectual,
colaboradores multifuncionais e proativos são requisitados e preservados nas
organizações, para manutenção e sobrevivência das empresas.
Novos paradigmas surgiram nesse cenário globalizado, a pouca
competitividade foi substituída por competição global, estabilidade pela
mudança, previsibilidade pela incerteza, individualismo pela parceria, rigidez
hierárquica pela flexibilidade, crescimento da população pela diminuição da
população, segurança no emprego pela empregabilidade, diploma pela educação
continuada, entre outros paradigmas.
O conhecimento e a informação são moedas correntes de altíssimo
valor, porém só possuí-las não basta, é preciso saber utilizá-las, por em
prática, pois só assim as soluções aparecem. Para isso as empresas precisam
criar programas de treinamentos eficazes para seus colaboradores, com o
propósito de gerar qualificação, focada para otimizar os recursos necessários à
gestão dos negócios e motivar o ser infeliz com o processo de globalização.
O mundo não pertence só a tecnologia, mais também as pessoas,
aos animais, as plantas, as futuras gerações que deverão perpetuar a nossa
espécie e esse pensamento está muito implícito no conceito da
globalização.
O governo brasileiro, reedita a todo momento, as mesmas
políticas e receitas, que perpetuam a injustiça, a fome, o desemprego, a má e
péssima distribuição de rendas, preservando dessa forma a geração de riquezas
somente para o capital especulativo internacional.
As diferenças sociais e econômicas vão prosseguir, pois o mundo
realmente não está e nunca estará globalizado. Os países ricos, continuarão
ricos e os pobres, apesar do esforço que fazem, ainda vão continuar pobres,
principalmente depois da implantação em quase que todo o mundo do sistema
capitalista ou "neo-liberalismo".
O que podemos concluir é que a Globalização ao mesmo tempo que
tenta reunir, fragmenta, exclui do processo aqueles que ainda não conseguiram
alcançar um determinado índice de desenvolvimento e de tecnologia, que os torne
aptos a embarcar nesse "trem" do final e início do século.
Os países historicamente colonizados é que terão mais
dificuldades de acompanhar o crescimento rápido que está acontecendo no mundo.
Apesar dos meios de comunicação e de transportes, aparentemente ligarem quase
todos os espaços mundiais, o principal fator que impede esse crescimento é a
falta de capital, a industrialização tardia, a dificuldade de acesso às novas
tecnologias, que ficam restritas a um número reduzido de países incluindo o
Brasil.
É difícil dar uma resposta definitiva e sensata à pergunta:
Qual o preço da globalização??? Diante do quadro de incertezas que pairam
no mundo, somente as futuras gerações poderão responder esta pergunta!!!
Enquanto isso, todos nós devemos
estar atentos e mobilizados a esse processo, buscando conhecimento, reciclando
conceitos, preservando o que é necessário e descartando aquilo que não mais nos
atende, buscando interação e adaptação a esse novo ambiente, a essa "nova
era".
Artigo
elaborado por: Geraldo Aguiar - Responsável por Recursos Humanos da COLBRAS
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