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ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM

 

É possível aprender num grupo de trabalho? E se for como?
Para responder estas questões não tenho a pretensão de dar uma resposta fixa e acabada, mas contribuir de maneira séria e crítica para o conceito de Organizações de Aprendizagem, uma definição que poderia ser dada para tais organizações seria:
São organizações nas quais as pessoas são estimuladas continuamente a expandir sua capacidade criativa e obter os resultados que realmente as satisfaçam, onde há uma promoção na maneira de pensar das pessoas, fazendo com que haja um pensamento sistêmico e abrangente e criando a interligação entre as partes com o todo organizacional de forma comunitária, ou seja, as pessoas transmitem seus novos conhecimentos ao grupo e também aprendem com ele.

Entretanto não é difícil encontrar empresas que são verdadeiras "prisões intelectuais", cerceando o próprio direito de pensar de seus funcionários, são frases como: "Aqui você não é pago para questionar e sim para executar", ou "Não invente, faça somento o que está previsto", que refletem um pensamento mecanicista e inviável atualmente, tais empresas precisam urgentemente perceber que o grande diferencial nas organizações é seu capital humano, pois a tecnologia cada vez mais fica acessível a todos.

Estudos atuais mostram que no Brasil mais da metade das pessoas acham mais atrativo ter o próprio negócio a trabalhar numa empresa, e não é só pela questão salarial, mas também pela liberdade que almejam alcançar no trabalho, liberdade de fazer o inusitado e se dar bem sem que o chefe oualgum colega o recrimine por ter feito algo"não previsto"nos manuais ou que não seja costumeiro, independente do bom resultado que trouxe. Além desse existem outros entraves que dificultam o aprendizado num grupo de trabalho e conseqüentemente o desenvolvimento do mesmo, por exemplo: comportamentos rotineiros que podem produzir a incompetência pela falta de questionamento, criação de rotinas defensivas que procurem evitar ameaças ou surpresas (como se isso fosse possível), inflexibilidade de normas (os funcionários públicos que o digam), o perigo de não se aperceber de mudanças lentas e graduais no ambiente externo e interno e também o mito de que é a equipe administrativa que toma as decisões e define metas

As melhores organizações já descobriram que vale a pena despertar o empenho e a capacidade de aprender e tomar decisões em todos os níveis organizacionais.

A resposta para o futuro das organizações é aprender, mas para aprendermos conceitos novos por vezes precisamos nos livrar de alguns que já estão ultrapassados e não servem mais atualmente. Devemos mudar nossos paradigmas com vistas ao autodesenvolvimento, mesmo em períodos de turbulência. Um
assunto primordial para desenvolvermos organizações que aprendem é a formação de equipes, que são um grupo de pessoas que se preocupam entre si, são abertas, enfrentam e resolvem conflitos, ouvem novas idéias, onde há liberdade de expressão e tem um bomnível de confiança mútua. E por falar em confiança, certo dia um rapaz contou-me que precisava realizar uma pesquisa científica na organização na qual trabalha sobre sua cultura organizacional, mas teve uma resposta negativa de seu chefe que disse que esta pesquisa poderia ser inconveniente (os questionários não seriam identificados), pois temia que seus funcionários registrassem o que realmente sentiam trabalhando naquela organização, imaginem o nível de confiança naquele local de trabalho, visto que o chefe negou-se a comprovar a verdade sobre o clima em seu próprio ambiente de serviço.
Este é um exemplo a não ser seguido por uma organização que pretende desenvolver-se
no aprendizado, abaixo os chefes e organizações da Era Paleozóica !

Mas o que se deve fazer para se alcançar uma organização que aprende na prática? Eis algumas sugestões úteis:

* Deve-se reduzir ao mínimo as tarefas que não envolvem raciocínio.
* Eliminar burocracias desnecessárias e disputas internas improdutivas
* Usar ao máximo o conhecimento das pessoas e estimulá-las a produzir novos
* Criar um clima democrático livre de hierarquias rígidas
* Desenvolver células de apendizado no trabalho.

Uma organização que aprende deve estimular a ampliação dos conhecimentos de todos de forma democrática e as pessoas devem ser valorizadas por suas contribuições independente de sua posição hieráquica, coexistindo uma política participativa. O comportamento de todos na organização deve ser ético, não apresente portanto um projeto de um subordinado como sendo seu, deve-se respeitar opiniões e individualidades, isto gera um clima de confiança e respeito proporcionando um ambiente agradável. Ninguém deve ter
medo de inovar e assumir riscos, é assim que se aprende.

Cláudio de Oliveira Cabral
Consultor em RH, pós-graduado em
Comportamento Humano nas Organziações
Cláudio de Oliveira Cabral - Tel/fax : (021)331-5508
claudiococ@bridge.com.br

 

 



 

 

 

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