Por Que Não Coaching Individualizado?
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Isolamento.
Constrangimento. Falta de um interlocutor com quem debater sem reservas. Testar
pontos de vista. Analisar e refletir livremente. Pensar, livre pensar. Falar,
livre falar. Insegurança. Dúvidas. Comportamento. Projeções. Ouvir por
inteiro. Liderança. Mudanças. Família. Amigos. Lazer. Viagens.
Algum
dos termos, palavras ou frases acima se aplicam a você na situação de
trabalho? Você, Presidente, Executivo Principal, Diretor, submetido tantas
vezes ao isolamento de seu cargo, às dúvidas de que se o que lhe dizem os
profissionais de sua empresa é o que pensam que você quer ouvir ou o que
efetivamente pensam; constrangido em pensar e falar livremente, deixando mente e
palavras fluírem sem ensaio ou formatação prévia; inseguro quanto ao acerto
de suas projeções, quanto à conveniência e efeitos de seu comportamento;
necessitado de testar seus pontos de vista, de debatê-los e rebatê-los;
"pisando em ovos" com relação às mudanças que você precisa fazer
acontecer e no que diz respeito a sua própria readaptação. Angustiado pelas
ausências freqüentes de casa e da família; por não ter podido acompanhar o
filho em seu primeiro jogo de futebol no time da escola; melancólico por ter
tido que declinar de um convite dos amigos para um encontro de que você tanto
gosta. E precisa, diga-se de passagem.
Pois
saiba que você não está sozinho nesta cena. Estes são os mundos entre os
quais circulam os altos executivos das empresas de hoje. O mundo da carreira
profissional, do sucesso, do poder, do status, das perspectivas, que
abrange passado, presente e futuro. O mundo dos amigos, do social, dos
fornecedores e clientes, dos relacionamentos políticos, dos acionistas, que é
mais imediato e, portanto, se insere quase que exclusivamente no presente. O
mundo pessoal, da família, do lazer, quase sempre pouco abordado por gurus e
literatos da administração, mas nem por isso menos importante, urgente,
crucial. Este também permeia passado, presente e futuro.
O
coach experiente e competente sabe disso, conhece bem e explora
adequadamente estes mundos, ajudando o executivo a transitar com competência e
eficácia por estes domínios, todos ou qualquer um isoladamente. Muda a
configuração dos projetos, rodam as equipes de trabalho, alteram-se os
objetivos da empresa, revisa-se sua missão e visão, reinventa-se a organização,
mudam-se, substituem-se e promovem-se pessoas. O foco do coaching, porém,
converge permanentemente para todas e cada uma destas situações, transformando
a relação coach – cliente em algo dinâmico, flexível, adaptável,
que pode acontecer ao redor de uma bela e moderna mesa de madeira de lei, numa
ampla sala de reuniões,numa sala de treinamento, a bordo de um jato particular
ou de um avião de carreira, na mesa de um bar ou de um restaurante sofisticado,
no assento traseiro de um automóvel – seria um táxi? – por telefone,
viva-voz, teleconferência ou por e-mail. Não importa o lugar ou o cenário.
O que realmente importa é a essência, o conteúdo, a qualidade e a
oportunidade desta relação entre coach e cliente.
Benvindo
ao mundo do coaching individualizado. Atividade que tem se expandido
rapidamente nos últimos anos, sobretudo nos Estados Unidos, tem como foco, em
palavras bem simples, ajudar executivos a se tornarem melhores: agregar
conhecimentos, habilidades e técnicas, melhorar o desempenho, readaptar
comportamento e até mudar a forma de pensar de um executivo.
Como
nossos pais acreditaram em nós nos primeiros anos de vida e através dos anos
seguintes, vislumbrando um futuro que sequer conseguíamos imaginar, também o coach
procura fazer com que os outros enxerguem os caminhos alternativos para uma
jornada de sucesso.
O
coaching individualizado não é para amadores. Tampouco para
espectadores. Exige experiência, vivência, maturidade, dedicação, equilíbrio
e competência do coach; e decisão, tempo, energia, vontade,
comprometimento, dedicação, participação ativa, do executivo cliente. Os métodos
clássicos de aprendizado, do treinamento massificado ou dos grandes grupos
heterogêneos, dos ambientes formais – salas de aula – e dos seminários e workshops,
é substituído pelo diálogo objetivo e franco, pela confiança mútua, por
ajudar a descobrir ao invés de ensinar, pela discrição e respeito à
individualidade, pela flexibilidade e adaptação às peculiaridades de cada
situação e às necessidades das pessoas envolvidas.
Trata-se,
ao fim e ao cabo, de uma mudança cultural, e como tal demandará tempo para ser
absorvida, entendida, valorizada e aceita pela comunidade empresarial.
SERGIO
W. HILLESHEIM
DIRETOR
DO MVC
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