Por que temos mais gerentes do que líderes?
Por
que temos mais gerentes do que líderes?
Muita
coisa mudou no país dos anos 80 para cá. A competição está muito mais
acirrada,
a pressão por resultados
então, nem se fala. As telecomunicações e a tecnologia da
informação passaram a
influenciar os processos e a tomada de decisões.
Problemas!
Esse é o dia-a-dia do gerente brasileiro – solucionar problemas.
Durante
a convivência com muitos gerentes, de diversos tipos de empresas,
percebemos
que a maioria deles não está interessada em reconhecer que
existem
verdadeiros problemas nas áreas deles. Ignoram que a função de um gerente
é
resolver problemas.
Quando
trabalhamos na função de treinador e conselheiro de alguns gerentes, eles
ficam
perplexos quando apontamos verdadeiros problemas. Eles deveriam ficar
contentes.
Porque só assim mostrariam suas competências.
A
visão imediatista, talvez por serem pressionados, causam várias anomalias em
pessoas
e processos.
As
guerras e os jogos de poder são tão notórios, que as forças da organização
são
minadas
e a saúde organizacional fica comprometida.
Essa
tipologia de gerentes não tem o apoio e respeito por parte dos profissionais
com
quem trabalha.
Precisamos
de líderes para mudar essas situações. Líderes que tem visão de futuro,
que
formam uma comunidade da visão e que conseguem levar a empresa a
resultados
de longo prazo, formando outros líderes.
O
líder ressonante (que estimula o comportamento das pessoas de modo positivo)
sabe
que a excelência se faz com método. Sem método, os gerentes ou líderes
dissonantes,
atacam os problemas pelos efeitos e não pelas verdadeiras causas.
Líderes
ressonantes precisam das pessoas, portanto são treinadores constantes.
Não
é com bom senso que as metas são atingidas.
Líderes
ressonantes têm formulação estratégica definindo e negociando
metas.
Alias, são excelentes negociadores, porque essa competência
nos
dias atuais é uma das ou senão a mais importante. Fazem com que as metas
sejam
atingidas treinando as competências necessárias,
controlando-as
e avaliando-as permanentemente com o time sem descuidar
da
motivação, digamos, reconhecimento, na dose certa.
A
maior matéria-prima da motivação para resultados chama-se conhecimento e o
líder
ressonante sabe disso. Ele potencializa o conhecimento como ninguém.
Um
dia sem aprendizado é um dia perdido. Como disse um colega, “trabalhar numa
empresa
com líderes que levam as pessoas a aprender diariamente é uma benção
divina”.
Faltando
gente competente não podemos enfrentar um mercado acirrado e
extremamente
competitivo. Os líderes dissonantes estão sendo muito criticados
abertamente
para mudar seus comportamentos. E poucos estão mudando ou
querem
mudar. Alguns, humildemente pedem ajuda, conselhos e tem a convicção
íntima
e espontânea que podem se desenvolver e mudar hábitos por meio da
aprendizagem
constante. Sabem que o gerenciamento nos moldes tradicionais
os
torna ineficazes.
Um líder inteligente faz
tudo isso no momento certo, da maneira certa e com as
pessoas certas.
Cria um ambiente de
entusiasmo revigorando as pessoas com quem trabalha.
Nós estudiosos do
comportamento humano temos muito que fazer pela frente
e as empresas precisam ter
a consciência de que são líderes e não gerentes
que fazem a diferença.
Marco Antonio Lampoglia –
Diretor da Active Educação e Desenvolvimento Humano,
psicólogo, analista do
comportamento humano, consultor e conferencista.
Especialista que adota
metodologias científicas de Liderança, Coaching e Negociação Personalizada. marcoactive@terra.com.br
www.guiarh.com.br/active.htm
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