Relações Produtivas No Cenário De Competitividade compremetendo As Bases
As relações de trabalho, que envolvem o
conceito de relações produtivas, vêm sendo pautadas há tempos, pelo foco no
resultado e na produtividade.
Na medida em que a globalização exige das
empresas um perfil onde a produtividade, a contemporaneidade e a qualidade são
premissas, é fundamental uma revisão imediata dos parâmetros e mecanismos
balizadores destas relações.
Sem necessariamente abandonar o caminho do
resultado, pelo contrário, incentivar os agentes internos a colocá-lo
permanentemente sob suas miras, as organizações hoje dependem, de forma
contundente, de qualidade que permeie suas relações internas.
O corpo de colaboradores de uma organização
competitiva deve apresentar um conjunto de características capazes de
identificar, em suas atitudes e comportamentos, uma base de insumos para a geração
de resultados efetivos – eficientes e eficazes.
Esta exigência desencadeia uma
"onda" de percepções e atitudes cuja meta é provocar na cadeia
produtiva um volume de sinais suficientemente consistentes para alterar os índices
internos relativos a produção, produtividade e qualidade, através uma
contaminação positiva, de engajamento e comprometimento.
A partir das lideranças internas, onde, desde
as gerências de nível estratégico e até as lideranças diretamente
comprometidas com o chão de fábrica, sem abandonar os preceitos de Robert
Katz, onde existe um conjunto de premissas a ser preservado:
ONDE:
- – GERENCIA ESTRATÉGICA
- – GERENCIA DE NÍVEL MÉDIO
- – SUPERVISÃO
A –
HABILIDADES TÉCNICAS
B –
HABILIDADES SOCIAIS
C –
HABILIDADES CONCEITUAIS
Esse conjunto de premissas
envolve:
- os líderes internos são direta ou
indiretamente (na medida de seu maior ou menor envolvimento com as bases
operacionais, representantes do pensamento organizacional, junto a essas
bases;
b) os líderes internos, também,
na mesma medida são os decodificadores dos anseios e expectativas das bases
junto aos níveis estratégicos de decisão;
Esta decodificação não os
torna representantes das bases, na medida em que seu vínculo é com a instituição
e não com as bases.
Esta aspecto torna-se mais
relevante ao dirigirmos nosso foco para o "chão de fábrica" . A
primeira linha de liderança, que se encarrega da supervisão vive,
historicamente, um dilema: ser patrão para seus subordinados e ser percebido
como comprometido com as bases pelas áreas de gestão estratégica e média da
empresa.
Percebe-se, a partir da
constatação, uma necessidade de redesenho das relações internas – as relações
produtivas de trabalho, visando uma requalificação dessas lideranças,
aproximando-as de um perfil identificado e mais confortavelmente situado no
"momento" empresarial, e não no "momento" laboral.
Peter Senge afirma que o nível
de envolvimento e de comprometimento das bases pode ser classificado em grupos
de pessoas:
- as engajadas, cujo nível de adesão se
enquadra no comprometimento criativo e contributivo;
- as obedientes genuínas, onde o
comprometimento, embora assumido, não é contributivo, é basicamente
operativo.
- As obedientes formais, onde embora haja
envolvimento, o compromisso, e não o comprometimento é a tônica (não há
a obrigação, e sim a constatação do que deve ser feito).
- As obedientes relutantes, onde o
envolvimento é pragmático (se não fizer, perco o emprego.
- As desobedientes, que não se envolvem, não
se comprometem, não se compromissam, a não ser que haja forte razão
pessoal (movida por objetivos e/ou interesses).
- As apáticas, que não se movem, a não ser
sob forte pressão, ou coerção motivadora.
Entender a complexidade do
papel da liderança, a partir da necessidade de dominar os códigos que lhe
permita gerenciar cada um desses grupos, leva a conclusões importantes, para
esses líderes internos:
- fundamentar o exercício dos ocupantes de
liderança próxima as bases;
- trabalhar institucionalmente o uso da
autoridade, mostrando as razões básicas do comprometimento com a instituição;
- transmitir às lideranças de base o
sentimento de representatividade de seu papel de agentes de transformação
da empresa, junto as bases;
- qualificação das lideranças de base para
o desempenho pleno de gestores de seus próprios recursos humanos;
- consolidar a ocupação de espaços junto a
base operacional, com o objetivo de identificá-la com a organização:
- internalizando a necessidade de atingir,
quando não superar, resultados institucionais;
- mostrar às lideranças de base a
necessidade de investir no desempenho cobrado das bases operacionais;
- reeducar as bases, via liderança, no
sentido de que agreguem valor aos resultados de suas atitudes e
comportamentos, na consecução de resultados:
- custos
- qualidade
- tempo
- redimensionar as variáveis capazes de gerar
motivação entre as lideranças de base e as bases operacionais:
- interferindo em seus valores
- introduzindo componentes cognitivos
- impactando necessidades e afetividade
A organização, portanto,
deverá se aproximar, via gerências estratégicas e médias, das lideranças de
base, vencendo seus preconceitos em admitir esses personagens em seu "clube
seleto", entender a decodificação de anseios e expectativas sob a ótica
das bases, sem reduzir os níveis de cobrança em relação a: resultados,
produtividade e qualidade.
A gestão das relações
produtivas de trabalho são a tradução literal da visão contemporânea da
gestão de recursos humanos, onde a otimização dos recursos disponíveis
pressupõe:
- administrar os talentos
- gerenciar os conhecimentos
- maximizar os resultados
Essa contrapartida é
fundamental, para a consolidação da organização, no espaço competitivo e
contemporâneo.
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- Consultor - SÉRGIO
DUARTE VELASCO - VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA
ESTRATÉGIA E HUMANISMO
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