ASSINATURA

   Assine Gratuitamente    

   DESTAQUE 

   Revista RHPortal Grátis 
   Guia de Fornecedores   
   Testes Auto-avaliações 
   Agenda e Cursos           
   Livros e Apostilas           
   Vídeos p/ Treinamento   
   Forum RH                       
   TOP 10 de Artigos         

    ARTIGOS 

   TOP 10 de Artigos         
   Carreira e Negócios      
   Liderança e Motivação  
   Mkt, Vendas e Atend.   
   Qualidade de Vida         
   Recrutamento Seleção 
   Relações Trabalhistas   
   Remuneração e Benef. 
   RH na Prática                
   Tendências e Tecnologia 
   Treinamento e Desenv. 

    CONTEÚDO

   Consulte um Especialista 
   Palestrantes                    
   Listas de Discussão        
   Enquetes                        
   Dicionário de RH             
   RH Notícias                     
   Relações de Trabalho     
   Cargos e Salários           
   Encargos Trabalhistas    
   Downloads                      
   Parceiros RH                   
   Links RH                          

    CURRÍCULOS 

   Incluir Currículo               
   Buscar Currículo               

    ENTRETENIMENTO 

   Sala de Bate Papo       
   Hora do Café               
   Cartões Virtuais          

    APRESENTAÇÃO 

   Quem Somos              
   Anuncie Aqui              
   Fale Conosco             
   Mapa do Site              
 

 

www.rhpro.com.br
Sistema de Identificação
de Perfil Profissional

 

Sempreviva

Sempreviva

“O que vem primeiro: o jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, cedo ou tarde, um jardim vai aparecer. Mas, um jardim sem jardineiro, cedo ou tarde, vai desaparecer”.
Bertold Brecht, escritor e dramaturgo alemão.

Benedito Henrique de Oliveira vive só em uma chácara na cidade de Pinhalzinho, próxima a Bragança Paulista, há mais de 30 anos. Ele trabalhou como metalúrgico em São Paulo por mais de 35 anos. Aos 68 anos de idade está aposentado e adoentado. Sua chácara é freqüentada por parentes e amigos que lá vão, nos fins de semana, para assar churrasco e beber cerveja. E lá fica ele, de longe, circunspecto, só observando as pessoas. Somos amigos. Gostamos de conversar. Ele me chama de professor; mas, na verdade, o aluno sou eu.
Outro dia, ele me mostrou, chorando, uma Sempreviva, plantada pelo pai dele em 1975, bem ao lado de um canteiro de couve e alface. A Sempreviva é uma flor que dura até meio século. Seu nome já indica longevidade. Mesmo assim é surpreendente ver uma Sempreviva!

No romance Sempreviva, do escritor Antonio Callado, o personagem Quinho, exilado político, volta ao Brasil clandestinamente para descobrir detalhes do assassinato de duas ativistas políticas, durante a ditadura militar. Atormentado pela lembrança da mulher amada, também presa e morta pela repressão militar, tenta, ao mesmo tempo, refazer sua vida pessoal qual uma Sempreviva que se refaz. 

Mauro Mug, jornalista de O Estado de São Paulo, especializado em Meio Ambiente, fez um detalhado levantamento do Projeto Pomar, implantado em 2001, ao longo das margens do rio Pinheiros. Mauro conta que antes havia ratos, mato e muito lixo por lá. E, de vez em quando, capivaras e garças. Hoje há gaviões, corujas, sabiás e pica-paus. Sessenta tipos de aves disputam espaço entre 400 mil mudas de gramíneas, arbustos e árvores de mais de 200 espécies. Dos 30 quilômetros de terra das margens do rio Pinheiros, 22 quilômetros viraram um jardim graças ao Projeto Pomar, desenvolvido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente em parceria com o jornal O Estado de São Paulo. 
Helena Carrascosa, Coordenadora do Projeto, conta que as primeiras mudas de 60 espécies foram plantadas num trecho de 2 quilômetros. A partir daí, o Projeto Pomar deslanchou. E mudas de Semprevivas estão presentes, também, por lá. Ela explica que os canteiros na margem esquerda, sentido Interlagos, são em linha reta para driblar torres de alta tensão, ventos e deslocamentos de ar causado pelos veículos que trafegam na Marginal Pinheiros. 

Tem aumentado, por lá, o número de capivaras e gambás. Chegam a quase 200, apesar de serem caçados. Peões de obras da região fazem armadilhas. Mesmo quando conseguem escapar, o arame provoca ferimentos e eles morrem de infecção após fugirem para dentro do rio Pinheiros. – É a voracidade e a ausência de civilidade do ser humano predador! O braço humano mata mais animais hoje do que se matava no tempo de meu avô Augusto Botelho. E com mais pressa. Ainda hoje o boi morre com marretadas na testa ou de sangria na carótida!

O problema, tanto do rio Pinheiros como do Tietê, continua sendo os pneus. Eles não chegam para dentro desses rios rodando sozinhos! Pneu é lixo indesejável e altamente tóxico. É um dos principais focos de mosquito da dengue; contamina o solo, a água e os lençóis freáticos. - E pode levar até 100 anos para se degradar. 

As pessoas têm sido limitadoras da construção da civilidade, bem-estar, harmonia e paz. Exceto aquelas que se refazem e irradiam vida como a Sempreviva. - Benedito, Helena, Mauro e Quinho são os jardineiros de que fala Brecht!

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. Membro da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. www.paulobotelho.com.br

 

 



 

 

 

Divulgue
Gratuitamente
Seu Evento, Curso
ou Treinamento

Divulgue
Gratuitamente
seus Produtos
ou Serviços

 

 

 

Cadastre-se  Revista RH Portal  Forum  Artigos  Fornecedores  Agenda  Links  Anuncie  Fale Conosco  
RH Portal - 2007  /   Todos os Direitos Reservados

O RH Portal é o maior portal brasileiro para profissionais de Recursos Humanos. São milhares de atigos para Gestores de RH: seleção e contratação de pessoas, Manager Online, Testes, Avaliações Comportamentais e Treinamentos, Currículos e material variado para Departamento de Pessoal. Útil para Head Hunter, Administradores, Psicólogos e Gerentes.