Sistema de Informação de Recursos Humanos no Brasil
Sistema de Informação de
Recursos Humanos no Brasil
No Brasil, como em todo o
mundo, a atividade realizada pela área de Recursos Humanos vem se transformando
a cada dia.
Atualmente, seu principal
desafio é acompanhar a evolução na forma como se administram as empresas em
uma economia globalizada num mundo ligado pela tecnologia da comunicação.
O modo como se faz Gestão de
Recursos Humanos no Brasil está sendo modificado de maneira brusca. Se até bem
pouco tempo atrás o foco dos administradores do Departamento de Recursos
Humanos estava em realizar atividades burocráticas e de controle, atualmente, a
forma como se gerem as Pessoas passou a ser um diferencial estratégico
independentemente do porte ou nacionalidade da empresa.
Deste modo o foco do
Departamento de RH amplia-se. Além de continuar respondendo por questões de
cunho operacional, passa também a ser responsável direto por ajudar a empresa
a atrair, reter e desenvolver as pessoas que compõem o seu negócio.
Em muitas empresas brasileiras
estas preocupações começam a fazer parte de seu dia a dia, porém, muitas das
práticas empregadas no Departamento de RH atendem as necessidades de âmbito
operacional. Necessidades que podem ser melhor explicadas pelos acontecimentos
históricos que marcaram a relação de trabalho no Brasil, e que, sem dúvida
trazem reflexos até os dias de hoje.
A história dos Departamentos
de RH no Brasil inicia-se junto a legislação trabalhista na década de 30, com
o movimento sindical e a proteção aos trabalhadores que levaram às modificações
significativas nas relações de trabalho no Brasil, surgindo naquele momento a
proteção social aos trabalhadores.
Já nas décadas de 40 e 50 a
intervenção governamental nas relações trabalhistas se acentuaram mostrando
às empresas a necessidade de ampliação das funções do Departamento de RH.
Todavia, como marco principal nas relações de trabalho, tivemos em 1943, a
promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (a CLT,
legislação reguladora do trabalho no Brasil). Esta legislação criou a
Carteira Profissional, regulamentou horários de trabalho, definiu férias
remuneradas, instituiu as Comissões Mistas nas Juntas de Conciliação,
estabeleceu as condições de trabalho para menores, entre outras normas.
Nas décadas de 60 e 70,
tivemos a promulgação de leis de Segurança no Trabalho, Saúde Ocupacional e
Pensões.
Com a constante criação de
leis reguladoras por parte do Estado, e a necessidade das empresas implementarem
e administrarem estas leis, os Departamentos de RH se tornaram cada vez mais
valorizados e informatizados dentro das empresas.
Portanto, quando observamos as
atividades que são desenvolvidas pelo Departamento de RH, seja para dar
resposta as questões de formulação de políticas de gestão ou para realizar
a integração de processos, sistemas e pessoas ao negócio da empresa ou ainda
para realizar as atividades de cunho legal e burocrático, verifica-se a
necessidade premente do uso intensivo de tecnologia.
No entanto, para a realização
de atividades de cunho legal e burocrático do Departamento de RH é comum o
desenvolvimento de sistemas de abrangência puramente departamental, e não é
raro percebê-los como fragmentos quando se observa a Gestão de Pessoas como um
todo. Por outro lado, para dar respostas estratégicas de Gestão de Pessoas o
Departamento de RH necessita de soluções ( processos e sistemas ) corporativos
que sejam sincronizados e integrados.
Pensar na empresa hoje e no
futuro, significa entender que obter excelência empresarial deve ser um
trabalho realizado com e através das Pessoas. Ou seja, significa realizar a
gestão com a participação efetiva dos Gestores de Área, do Departamento de
RH e dos Colaboradores.
A globalização é uma
realidade, por isso temos empresas de todos os tamanhos presentes em
praticamente todas as nações do mundo realizando suas operações. E o
intensivo uso de tecnologias nas mais diversas atividades das empresas são uma
necessidade, que são supridas através de softwares diversos, planilhas de cálculo,
bancos de dados, sistemas de work-flow e correio eletrônico, e a tendência é
que fiquem cada vez mais complexos e integrados, cada vez mais amigáveis e flexíveis.
É a época dos sistemas em
ambiente cliente-servidor flexíveis, integráveis e íntegros; das intranets;
da integração e interligação dos mais diversos sistemas ( ERPs e
Best-inbreeds ), em fim, da comunicação aproximando extremos.
Dentro deste contexto surgem
algumas questões:
E os sistemas, em especial os
SIRH ( Sistemas de Informação de RH ), como se comportam frente a globalização?
Como gerenciar negócios, onde
o principal fator de sucesso são as pessoas que compõe a empresa? E se essas
pessoas estiverem espalhadas por todos os continentes?
A resposta é obvia: Os SIRH
ganham importância fundamental no processo de globalização, pois tornam-se
bancos de informações e base para o conhecimento, a decisão e o gerenciamento
efetivo das Pessoas que participam do negócio.
Uma vez que o gerenciamento dos
negócios da empresa ocorrem através de processos e sistemas integrados que se
comunicam, via Intranets versáteis, possibilitando ágeis tramitações de
dados entre os sistemas especializados que estão disponíveis na empresa e
através de work-flows onde Gestores e Colaboradores são agentes pró-ativos de
criação e mudança e ainda, através da consolidação de banco de dados
nacionais em um único e definitivo banco de dados mundial.
Ganha-se pró-atividade, gestão
participativa e individualizada, rapidez na tomada de decisão, economia,
conhecimento. E é só o começo.
Nesta onda, os principais
representantes do mercado mundial de sistemas de informação como ADP, BAAN,
SAP, PeopleSoft, ORACLE, IFS entre outros, percebendo a crescente oportunidade
que o mercado Brasileiro passou a representar após a sua inserção no mercado
global, direcionaram mais atenção e recursos para disputar uma considerável
fatia de mercado com as empresas nacionais, que por um lado oferecem produtos
mais adequados a realidade brasileira, mas por outro lado tendem a
disponibilizar produtos com abrangência e escopo mais limitados.
Confirma-se portanto, que o
gerenciamento informatizado e integrado dos Negócios não tem nacionalidade e
que as pessoas que compõem as empresas podem estar espalhadas por todos os
continentes, assim como podem ter as mais diversas origens.
E o Brasil, um país continente
que conta com 26 Estados e 1 Distrito Federal, possui área total de 8.547.403,6
Km2 – extensões de 4.320Km (Norte - Sul) e 4.336 Km (Leste - Oeste), e
aproximadamente 160 milhões de habitantes.
O Brasil está inserido dentro
do mesmo contexto mundial. Nossas empresas são multinacionais de origem alemã,
norte-americana, francesa, inglesa, espanhola, dinamarquesa, brasileira, entre
outras. E ainda, contamos com a criação de um mercado comum no Cone Sul – o
Mercosul, além de estarmos vivendo uma fase de estabilização econômica sem
precedentes nos últimos 20 anos.
Atualmente temos no Brasil várias
empresas de visão que já contam com SIRH para fazer a Gestão completa das
Pessoas que participam dos seus negócios, estes sistemas integrados ao
work-flow da empresa facilitam e ao mesmo tempo transformam a participação e a
integração na gestão empresarial de Gestores, Colaboradores e do Departamento
de RH viabilizando de fato a distribuição organizada das informações e da
decisão sobre pessoas e estrutura organizacional por toda a empresa.
As empresas, bem como os
Gestores de RH mais atentos, têm consciência de que é preciso ter soluções
integradas de Gestão de Pessoas que se comuniquem com os outros sistemas da
empresa. Eles sabem que as urgentes velocidades de decisão, de comunicação,
assim como a gestão do conhecimento e de processos, requerem antes de mais
nada, informações agrupadas, ordenadas e que gerem reflexões de e sobre dados
que todos os dias chegam das mais diversas formas.
Deste modo, fica a certeza de
que em alguns anos, as diferenças entre os SIRH no Brasil e nos mais diversos
países serão quase que exclusivamente legais.
O quadro situacional tende para
a formação de cidadãos e profissionais mundiais, para formação de informações
e conhecimento global. Não há espaço para peculiaridades regionais de cunho
restritivo.
Não se quer dizer, entretanto,
que é o fim de diferenças culturais e das nacionalidades. O que se pretende é
salientar a natureza global da economia e dos negócios, a natureza global do
gerenciamento, seja ele brasileiro, indiano, norte-americano, francês, inglês,
espanhol ou de qualquer outra nacionalidade.
Podemos concluir que os
Sistemas de Informação, em especial os SIRH por lidarem com o bem mais
precioso da empresa, ou seja o Ser Humano, tem hoje papel preponderante para a
consolidação das tendências de um mundo globalizado e que invariavelmente
trarão conseqüências decisivas no modo como se realizará o gerenciamento dos
negócios empresariais no próximo milênio.
Cezar Antonio Tegon é responsável
pela liderança da Unidade Gestão de Pessoas da ADP Systems ( Brasil ), sendo
sua principal atribuição a de promover e manter a visão de inovação dos
produtos e serviços de Gestão de Pessoas. Responsável pelo gerenciamento dos
trabalhos de RHMAP – Metodologia de Análise de Processos e construção
de software de Gestão. Tem mais de 15 anos de experiência na construção e
implementação de soluções informatizadas para Gestão de Pessoas. É
Graduado em Estudos Sociais, Administração de Empresas e Direito.
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