TREINAMENTO E (É) TRABALHO? Colocando o Treinamento a Serviço do Trabalho
TREINAMENTO E (É)
TRABALHO? Colocando o Treinamento a Serviço do Trabalho
Quanto mais fundo
mergulharmos no tema treinamento, mais claro fica para nós que um dos maiores
obstáculos ao pleno desenvolvimento da atividade reside no fato de que ela é
vista como uma concorrente do trabalho.
Concorre no sentido de, boa parte das vezes, as pessoas terem que optar entre ir
a um seminário ou executar determinada tarefa.
Na cabeça das pessoas, treinamento e trabalho são dois conceitos antagônicos
e não complementares; para a maioria delas treinamento não é trabalho (ou é
menos importante do que trabalho).
É evidente que essa pequena confusão não acontece por acaso, há inúmeras
posturas pessoais e organizacionais que reforçam esse antagonismo. Vamos
examinar alguma das causas que podem colocar os dois conceitos (trabalho e
treinamento) em campos opostos.
CAUSAS
ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO
- O treinamento não pode ser
visto como uma atividade apenas da área de RH; é por isso que nas
Universidades Corporativas mais bem sucedidas o grande patrocinador da
atividade é o próprio presidente da empresa.
- O público da atividade de
treinamento não deve ser apenas o cliente interno; se nos programas
participam os clientes externos, fornecedores, a comunidade, fica mais fácil
constatar e comprovar a contribuição da atividade de treinamento para o negócio
principal da empresa.
- O treinamento deve ser uma
responsabilidade de todos na organização, começando pela diretoria
(exemplo); a competência em desenvolver pessoas, compartilhar conhecimentos,
deve constar dos sistemas de avaliação de desempenho e ser cobrada
multidirecionalmente. A responsabilidade final do treinamento é do
profissional que, em última análise, deve escolher em que, como e quando
quer/deve ser treinado.
- A metodologia dos programas
deve contemplar o dia-a-dia dos participantes, na própria empresa; nada de
"brincadeirinhas" ou exemplos de outros tipos de empresa. O
participante deve se sentir "aprendendo" uma tecnologia, exercitando
alguma mudança comportamental e aplicando-a, em tempo real, ao seu mundo
funcional (e pessoal, quando for o caso).
- Os superiores dos
participantes devem atuar antes e após os programas; antes dizendo quais são
suas expectativas em relação aos subordinados, problemas a resolver etc e
depois cobrando a aplicação do que foi visto, os resultados conseguidos etc.
- Cabe também aos superiores
cobrarem dos subordinados a multiplicação dos conhecimentos que adquiriram
durante o treinamento. Quem sabe que vai ter que ensinar o que aprendeu,
certamente irá mais fundo no assunto e aprenderá mais. Está provado em
pesquisa do NTL, de 1977, que esta é a melhor metodologia para retenção de
conhecimento.
- As pessoas quando realizam um
trabalho que produz benefícios organizacionais normalmente anunciam isso aos
4 ventos; por outro lado, raros são os executivos e profissionais que fazem o
mesmo em relação ao treinamento. Um pouco de marketing não faz mal a ninguém,
especialmente se há um bom produto/resultado a divulgar.
Gostaríamos de encerrar com um
frase para reflexão dos leitores: " Na Sociedade Globalizada o Poder vem
do Compartilhamento e não da Posse do Conhecimento".
A mensagem dessa frase é
clara, o treinamento potencializa o conhecimento, acelera seu fluxo na organização,
contribuindo para uma maior rapidez no processo de mudança e inovação.
L A COSTACURTA JUNQUEIRA
VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA
COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO
Telefone: 0 _ _ 11 3171-1645 / 285-2438
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