Vamos Questionar Nossos Programas Gerenciais?
Vamos
Questionar Nossos Programas Gerenciais?
Meu objetivo com esta apresentação é promover uma reflexão quanto à eficácia
de nossos programas gerenciais. Penso que devemos focar nossa atenção em 3
questionamentos básicos :
1 Por que
precisamos questionar nossos programas gerenciais ?
2- O
que nos falta ou que precisamos mudar nestes programas ?
3-
Como devemos fazer, para obtermos os resultados esperados ?
Desde 1980 trabalho com
DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS e com EDUCAÇÃO, num universo extremamente
abrangente: escolas, universidades, empresas familiares, empresas médias, de
grande porte, multinacionais e empresas públicas. Dentre estas , umas são
prestadoras de serviços ,outras indústrias e, apesar das diferenças de
cultura , alguns pontos acabam por serem comuns a todas elas: - a dificuldade de
obter mudanças comportamentais duradouras, - a dificuldade das pessoas
aplicarem os conceitos "aprendidos" ao seu dia a dia, - a dificuldade
de se avaliar os resultados obtidos nestas ações, devido à falta de
indicadores para se fazer follow-up;, - a expectativa mágica das organizações
quanto aos resultados, sem haver compromisso com qualquer tipo de acompanhamento
- enfim ,poderíamos enumerar muito mais, mas penso que estes pontos já nos
permitem iniciar nossa reflexão.
As
questões acima, não são preocupações só do profissionais de Recursos
Humanos , mas do empresariado de modo geral, pois, cada vez mais, temos de estar
focados em RESULTADOS. Na verdade, hoje, esta é uma questão que está sendo
levantada também em outros países. Na maioria dos países da EUROPA, para que
se concretizem estes resultados , os profissionais de treinamento são
obrigados a fazer um curso , com duração de aproximadamente 90 horas,
promovidos por entidades governamentais ou empresas credenciadas pelo governo,
para receberem um registro que os autorizem exercerem suas atividades. A
COMUNIDADE EURÓPEIA está investindo num projeto, do qual faço parte através
da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE RECURSOS HUMANOS. Este projeto envolve muitas
outras instituições e se destina a pesquisar, elaborar materiais , reciclar
e formar profissionais de treinamento em novas metodologia de
ensino-aprendizagem, que atendam às atuais necessidades das organizações.
Vamos
então retomar nossa primeira questão:
POR
QUE PRECISAMOS QUESTIONAR NOSSOS PROGRAMAS GERENCIAIS ?
- Num cenário de altíssima
competitividade, onde as organizações estão perseguindo a melhoria contínua
de seus resultados, e por isso , buscando através dos ensinamentos dos
gurus da administração e da educação continuada , soluções para seus
problemas e inspiração para vencer seus desafios, não podemos esperar
obter resultados diferentes do que tivemos até então, com os programas
convencionais.
- No momento em que
algumas organizações já começam a investir no autodesenvolvimento de
seus executivos e colaboradores, em educação corporativa, propondo levar
executivos para salas de aulas e transformar gerentes em verdadeiros
"treinadores", e a utilizar sofisticadas tecnologias de
treinamento à distância, temos de buscar em todas as novas correntes de
pensamento , especialmente na educação, alternativas para maior eficácia
do processo de ensino- aprendizagem de adultos. Autores como Knowles,
Legrand, Paulo Freire, Rogers, Donádio, Lesne, dentre outros, deram
expressivas contribuições para um ajustamento metodológico no trabalho
com adultos.
- Na revista EXAME de
junho passado, foi publicada uma entrevista com PETER SENGE, o autor de A
QUINTA DISCIPLINA, uma obra publicada há 10 anos atrás e que foi uma
verdadeira revolução no mundo da administração, propondo o conceito de learning
organization. Nesta entrevista , SENGE sugere que, para que as grandes
corporações possam se transformar em verdadeiras organizações de
aprendizagem e atenderem às demandas do próximo milênio, é preciso que
suas lideranças parem de pensar como MECÂNICOS e comecem a agir como
JARDINEIROS.
"O
desafio mais universal que estamos enfrentando agora é deixar de enxergar as
instituições como máquinas e passar a enxergá-las como ORGANISMOS VIVOS ,
O
modelo de companhia- máquina corresponde à maneira como as pessoas encaram a
proposta de mudanças: você tem uma empresa quebrada e precisa consertá-la.
Você contrata um mecânico, ele troca as peças velhas que estiverem
quebradas , pelas novas. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que
precisamos é CULTIVÁ-LAS. Mesmo a natureza não muda as coisas de forma mecânica."
"...Uma planta não
morre para ser substituída por outra, simplesmente. O que acontece é que a
nova vai crescendo e acaba por tomar o lugar da velha. O mesmo ocorre com o
comportamento. Se um comportamento novo é mais eficaz do que o antigo, então
o novo acaba conquistando espaço."...
"Na
empresas que fazem parte do nosso Centro de Estudos, diz Senge, identificamos
pessoas que atuam como transportadoras de sementes. Eram pessoas que agiam como
criadoras de redes internas, que sabiam promover a comunicação entre as outras
e sabiam construir comunidades informais. Estas pessoas caracterizam um outro
tipo de liderança. Os líderes – executivos devem agir como treinadores ou
mentores, por isso a nossa definição de liderança é a capacidade de gerar
mudanças. Por isso a aprendizagem organizacional diz respeito a cultivar algo
novo".
Enquanto SENGE reforça
a visão do líder como o que sabe "gerar as mudanças", numa
entrevista à Revista HSM, também de junho, o professor RONALD HEIFETZ, de
Havard, defende que os líderes atuais devem identificar as mudanças e fazer
com que a organização se adapte a elas.
O
trabalho de adaptação consiste em aprender a lidar com os conflitos já
existentes entre as crenças e a realidade a ser enfrentada. Em um mundo cada
vez mais competitivo, mobilizar a organização para que adapte seu
comportamento e possa ter um sucesso em um novo ambiente de negócios é um
ponto crítico.
Para não cairmos num
perfil de liderança altamente idealizado, onde o líder deve ser SUPER-HOMEM,
que resolva todas as situações, devemos pensar se existe algum elemento comum
a todas estas visões sobre a liderança que sirva de porto seguro para quem está
à procura de líderes ? O "pai da inteligência emocional", Daniel
Goleman, afirma que sim: um alto grau de inteligência emocional. Nos últimos
anos, Goleman e sua equipe estudaram os modelos de competência de 188 empresas,
a maioria de grande porte, tentando identificar como funcionava a inteligência
emocional no ambiente de trabalho, especialmente entre os líderes, examinando a
relação entre este conceito e o bom desempenho. Este estudo levou o grupo a
analisar os cinco principais componentes da inteligência emocional: - autoconhecimento,
autocontrole, automotivação, empatia e sociabilidade.
Um dos
resultados mais interessantes deste estudo foi constatar que a capacidade
intelectual e os aspectos – como uma visão do todo e pensamento a longo prazo
- apesar de especialmente importantes para um desempenho acima da média das
lideranças, são proporcionalmente duas vezes, menos importantes que os
ingredientes da inteligência emocional.
No
entanto, o que vemos hoje nas organizações, é que o desconhecimento de uma
forma humanizada de lidar com as emoções e o amor têm gerado profundas crises
e perda de potenciais energéticos dos seus componentes.
Como tornar o trabalho
uma fonte de prazer e auto-realização humana; as relações entre empresas e
empregados uma verdadeira parceria; as organizações um ambiente de
aprendizagem e de inovações, se não conseguirmos ensinar os homens a se
relacionarem de forma mais profunda e verdadeira?
Entendidos
alguns "porquês" e , na medida em que o assunto é de extrema
complexidade e envolve muitas outras variáveis, nossa segunda questão é : O
QUE NOS FALTA OU O QUE PRECISAMOS MUDAR EM NOSSOS PROGRAMAS GERENCIAIS ?
- As organizações,
movidas pela constante necessidade de melhoria de seus resultados, acabam
por contribuir para que as pessoas se tornem mais frias, fechadas,
excessivamente competitivas, desconfiadas. Por isso, nossos programas
precisam valorizar o afeto, que sempre se procurou destituir das relações
de trabalho.
- As tradicionais técnicas
de exercício de poder recomendam que "os chefes" mantenham distância
de seus subordinados para que esses não percam o respeito à autoridade.
- A comunicação
humana, as relações interpessoais, as motivações, a criatividade, a
qualidade de vida, o trabalho de equipe, o estresse dos executivos são
circunstâncias que dependem diretamente das relações afetivas e
emocionais. Não há afeto sem emoção, portanto , devemos estudar as
formas de integrar os comportamentos emocionais aos sistemas produtivos
visando a aumentar a produtividade e a qualidade de vida no trabalho.
Sabemos que a
dificuldade de trabalhar em equipe, a perda da criatividade gerencial, a baixa
qualidade do processo decisório, a pouca integração dos vários setores, a
competição interdepartamental e os conflitos interpessoais são alguns dos
subprodutos indesejáveis dos bloqueios afetivos e emocionais nas organização.
Face às
grandes tensões do mundo contemporâneo e à crescente desumanização tecnológica
dos sistemas produtivos, seremos obrigados a refletir sobre a nova visão do
homem nas relações de trabalho. Nosso trabalho deve ser procurar desbloquear o
potencial positivo das emoções e dos laços de afeto e ternura que estão
latentes em todas as organizações humanas.
Apesar
da descrença e da resistência de alguns participantes no início dos
trabalhos, temos de descobrir a forma certa de atuar para que os resultados
sejam efetivamente positivos.
Num
momento onde se fala tanto em encantar cliente, em conquistar novos mercados, em
que precisamos de pessoas mais criativas e que estabeleçam relações
interpessoais mais saudáveis, precisamos trabalhar dentro das organizações de
forma, a integrar o amor, e outros afetos às demais competências técnicas,
eliminar as emoções negativas e valorizar as positivas que existem,
potencialmente, em todos os grupos humanos
Precisamos
superar um dos mais antigos preconceitos nas relações de trabalho - aquele que
afirma que um bom dirigente tem de ser distante, frio, pouco emotivo e racional,
e que os ambientes devem ser impessoais . Para isto, temos de conscientizar
nossos alto executivos a respeito da necessidade de mudarem suas crenças básicas
com relação ao ser humano e, conseqüentemente, suas posturas gerenciais.
Peter
Senge, em sua obra já citada anteriormente, a Quinta Disciplina, analisa que
"as melhores organizações do futuro serão aquelas que descobrirão como
despertar o empenho e a capacidade de aprender das pessoas em todos os níveis
da organização". Para o autor, as empresas deverão converter-se em
organizações de aprendizagem. Para isto , existem cinco pontos que são básicos
para a implementação desse desenvolvimento:
- Raciocínio sistêmico
( visão de globalidade );
- Domínio pessoal (
"A essência do domínio pessoal está em aprender a gerar e manter uma
tensão criativa em nossa vida);
- Mudanças de modelos
mentais ( "É por isso que a disciplina de administrar modelos mentais
– trazer à superfície, testar, melhorar nossas imagens internas do mundo
– promete ser uma grande inovação na formação de organizações de
aprendizagem".)
- Objetivo comum ( Um
objetivo compartilhado, ou comum, não é uma idéia, mas uma força
inculcada no coração das pessoas , uma força de poder
impressionante"...) Poucas forças nas relações humana têm o poder
de um objetivo que é de todos."
- .Aprendizagem em
grupo ( equilíbrio entre diálogo e discussão): aprendizado em grupo é o
processo de alinhamento e desenvolvimento da capacidade de um grupo de criar
os resultados que seus membros realmente desejam".
De pleno acordo com o
autor, devemos procurar através do nosso trabalho desenvolver nas organizações
uma mentalidade de aprendizagem contínua. No entanto, o tradicional conceito de
ensinar é diferente do conceito de aprender: ensina-se transmitindo informações
e APRENDE-SE COM AS VIVÊNCIAS. No primeiro, usamos somente o pensamento; no
segundo, usamos os sentimentos e pensamentos. Nossa tradição racionalista nos
faz crer que as boas informações através de seminários, livros, artigos,
etc. são suficientes para mudar o comportamento das pessoas. Só que a
realidade nos mostra que as mudanças comportamentais baseiam-se nas
aprendizagens feitas através das vivências e experiências. Ou seja, " a
aprendizagem humana é o resultado dinâmico de complexas relações entre as
informações e relacionamentos interpessoais."
Neste ponto, penso que
podemos partir para a nossa terceira questão: COMO DEVEMOS FAZER PARA OBTERMOS
OS RESULTADOS ESPERADOS COM NOSSOS PROGRAMAS GERENCIAIS, OU COMO FORMAR UMA NOVA
LIDERANÇA?
A
experiência tem mostrado, que a questão principal da eficácia das ações
educacionais dentro de empresas, não depende necessariamente da definição de
objetivos adequados ou do conteúdo programático que se julga necessário
desenvolver, mas fundamentalmente, a questão está focada na forma, ou melhor
na metodologia que se utiliza para esta finalidade.
As
novas teorias penetram no mundo das coisas práticas quando são traduzidas em método
e ferramentas. Método vem do grego méthodos – um meio de perseguir
objetivos particulares. Gradualmente a palavra evoluiu para chegar ao seu
significado atual: um conjunto de técnicas e procedimento sistemáticos para
lidar com tipos particulares de questões ou problemas.
A
metodologia tradicional, baseada em técnicas expositivas, que só valorizam os
sentidos e as habilidades relacionadas ao desenvolvimento intelectual,
certamente não atenderão às reais e atuais exigências deste novo século.
A busca
de uma dinâmica para ensinar adultos em uma empresa, além dos debates acadêmicos,
está embebida na responsabilidade de influir no projeto de vida de pessoas,
embora os nossos empregos e os delas , muitas vezes dependam do aumento da
rentabilidade dos negócios em que trabalham.
Quando
as pessoas têm a chance de vivenciar situações-problemas e resolvê-las com
os recursos que têm, verificando os resultados de suas decisões, a reformulação
de procedimentos é facilitada.
A aprendizagem
vivencial é um ciclo que ocorre quando uma pessoa se envolve com uma
atividade, analisa a atividade criticamente, extrai algum insight útil
dessa análise e aplica seus resultados. Este processo é vivenciado
espontaneamente na vida normal de qualquer pessoa. Este ciclo envolve um
processo indutivo, partindo da simples observação, mais do que , de uma
verdade apriorística.
O ciclo
da aprendizagem vivencial passa pelas seguintes fases:
- VIVÊNCIA (
atividade );
- RELATO (
compartilhar sentimentos, reações e observações com o grupo );
- PROCESSAMENTO ( Análise
da experiência vivenciada );
- GENERALIZAÇÕES (
Inferência de princípios sobre o mundo real );
- APLICAÇÃO
(planejamento de comportamentos mais eficazes, e da utilização dos novos
conceitos no dia- a- dia de sua atividade profissional).
Na
etapa vivencial precisamos utilizar mais técnicas de sensibilização, dinâmicas
de grupos, simulações, jogos lúdicos, jogos de empresa, técnicas
experimentais ao ar livre, estudos de caso, enfim, todas as atividades ,que além
de trabalharem os conceitos, ou seja, o hemisfério esquerdo do cérebro, possam
também trabalhar as experiências e o afeto das pessoas envolvidas, de forma a
promover verdadeiras mudanças de comportamentos.
Por
diversas vezes, ouvi e li severas críticas, quanto ao uso destas técnicas, no
entanto, o que percebo, e que tais críticas descontextualizam o trabalho,
evidenciando apenas uma etapa do ciclo de aprendizagem, que é a VIVÊNCIA., e
ignorando as demais fases.
É claro que o uso
destas, ou de qualquer outro tipo de técnicas, de apenas dinamizar o processo
de ensino-aprendizagem , acaba de fato, não agregando nenhum valor ao grupo, a
não ser o de, viver algumas horas, possivelmente, divertidas. No entanto, toda
e qualquer técnica, não pode ter o objetivo, em si mesma, deve estar
relacionada ao conteúdo e, fundamentalmente , aos objetivos do programa, no
sentido de possibilitar o desenvolvimento de determinadas habilidades
gerenciais. Na minha experiência, na fase do relato, onde estimulamos as
pessoas a falarem de seus sentimentos, é muito freqüente que a maioria não
consiga exprimir tais emoções, partindo para a racionalização, falando do
processo em si, e não do que sentiu. E é exatamente nesta etapa , e nas
seguintes, que estão localizadas as principais mudanças de como fazer os
programas gerenciais. Precisamos trabalhar de forma mais profunda estas
questões dentro dos grupos, o que exige muito mais do que consultores bem
preparados em termos de conteúdo e didática, mas profissionais que sejam
facilitadores, e extremamente bem preparados para lidar com estas questões
interpessoais e até pessoais, que acabam por aparecer no convívio do grupo
durante os dias de seminário.
O que
ocorre é que, quando algumas organizações desenvolvem programas gerenciais,
ficam muito preocupadas com os conteúdos e , às vezes, os próprios aspectos
do grupo, como : dificuldade de ouvir os colegas, de trabalhar em equipe, de
comunicar-se de forma clara , de dar e receber feedback, enfim, quaisquer destas
habilidades importantes ao perfil gerencial, emergem nos grupos e não são
trabalhadas, pois os assuntos são tratados "teoricamente" ou
relacionados à prática do dia- a- dia dentro da empresa, mas não são
trabalhados no próprio grupo, como forma de crescimento pessoal.
Na fase
de processamento devemos estimular as auto-avaliações , os exercícios de
feedback entre o próprio o grupo, enfim, uma possibilidade de ampliar a
capacidade de autoconhecimento, cada vez mais importante como base da inteligência
emocional.
Na generalização e na
aplicação, devemos estar ainda mais focados nos resultados esperados com o
programa e nos resultados da própria organização; devemos estar relacionando
os conceitos e atitudes às mudanças que precisam ser implementadas no dia –a
- dia do trabalho. Por isso é que, ao término dos nossos seminários, levamos
nossos participantes a se comprometerem com um PLANO DE RETORNO AO
TRABALHO.
Como FACILITADORES DA
APRENDIZAGEM, devemos criar um clima de abertura, de confiança, de interesse em
dar / receber feedback dos parceiros sobre o seu comportamento e provocar o
desejo da mudança. É preciso estar comprometido com os resultados do outro, a
ponto de "falar a verdade com amor" ! Acho que o que nos falta, como
"consultores" , é planejar e desenvolver nosso trabalho ,pensando,
verdadeiramente, nas necessidades dos clientes e não nas nossas necessidades de
demonstrar o que sabemos. Precisamos deixar de ser o protagonista do
"show" e dar, aos participantes de nossos programas, o papel de ATORES
PRINCIPAIS.
Se conseguirmos
perceber a real diferença entre ensinar e aprender, conseguiremos
compreender que os programas gerenciais só atingirão os resultados esperados,
se forem trabalhadas as relações interpessoais do grupo, através de um
trabalho integrado, global , levando as pessoas a lidarem com as suas emoções.
Como aprender as lidar com as tensões e problemas próprios do exercício do
poder, se não passar por eles?
Para educar adultos , o
correto será partir não apenas de exemplos perceptíveis, ou mesmo
motivadores; devemos apoiar-nos nas experiências anteriores do educando. A
finalidade deveria ser o ordenamento de todos os seus conhecimentos e
antecedentes profissionais.
Outro
aspecto que precisa ser questionado nos nossos programas gerenciais, é a falta
de continuidade dos processos - não existe acompanhamento, espera-se que o
programa realizado em " uma única dose" faça milagres. E é obvio
que isto não ocorre . Devido às próprias características da mente e do
comportamento humano, precisamos de um processo que "cultive os novos
comportamentos". Temos de criar condições para que as organizações se
transformem em verdadeiras organizações de aprendizagem, para que as atitudes,
crenças e valores trabalhados nos programas gerenciais, continuem a ser
mantidos no ambiente de trabalho e no dia a dia das empresas.
DENIZE DUTRA
CONSULTORA DO INSTITUTO MVC
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