Você faz a diferença?
Você faz a diferença?
Na vida podemos ser escultor ou escultura.
Qual é a sua escolha?
Com metas claras e motivadoras, você pode fazer muita diferença
(*) Gustavo G. Boog
"Fazer a diferença"
é dar aquela contribuição única, no momento certo, que gera os resultados
esperados.
Em uma reunião de negociação, as pessoas caminham para um impasse. As condições
oferecidas pelos compradores são inaceitáveis pelos vendedores, que vão
perder dinheiro no curto prazo. Naquele momento, você apresenta um argumento
que compensa a pequena perda imediata, com ganhos substanciais no médio prazo.
Fica claro que aquela é a melhor solução para todos. A negociação entra num
estágio de "ganha – ganha" e logo o contrato está assinado.
Naquele momento, sua iniciativa e visão ampliada fizeram a diferença.
Num trabalho comunitário, por exemplo servindo refeições, a fila está
enorme, as pessoas estão reclamando, os que servem estão desorganizados e
perdidos. Aí entra você e com poucas palavras e muita competência, encoraja
os colaboradores e rapidamente organiza tudo, acabando com as filas e garantindo
que cada um tenha sua refeição. Você causou encantamento. Naquele momento, só
você tinha a competência para resolver aquela situação. Uma ação era
necessária e você não se omitiu. Você disse as palavras de estímulo que
incentivaram cada um a dar o melhor de si. Você orientou sobre quem faz o que e
em que seqüência. Naquele momento você fez a diferença.
Quem não faz diferença passa desapercebido, talvez não atrapalhe, mas com
certeza não contribui. Quem não faz diferença é apenas um rosto oculto e
enevoado no meio de uma multidão de desconhecidos.
Fazer a diferença significa
muitas coisas, por exemplo:
- Direcionar os seus potenciais e talentos a
serviço de uma empresa, entidade ou causa
- Comprometer-se com os resultados que
precisam ser alcançados, com um sentido claro de prioridades, de prazos e
finalização
- Assumir a liderança de uma atividade,
coordenando os esforços de muitos para assegurar o atingimento de objetivos
- Comunicar-se com clareza, equilibrando o
falar com firmeza com o ouvir ativamente
- Tomar a dianteira, assumindo iniciativas,
quando há paralisia
- Correr os riscos de oferecer a "mão
amiga", mesmo quando isto não foi solicitado
- Saber trabalhar em equipe, integrando as
necessidades de brilhar individualmente com a construção de uma belíssima
constelação
- Saber planejar para que as idéias se
transformem efetivamente em realidades concretas e palpáveis
Fazer a diferença é dar
aquela contribuição única, no momento certo, que gera os resultados
esperados. A pergunta básica é: você quer fazer a diferença? (muitos não
querem, pois é muito mais fácil!). Se você quer, então estabeleça as suas
metas.
O Terapeuta Jeff Binder,
Presidente da Living Light Essences, do Canadá, estruturou o "Sistema de
Cura" (Healing System), que tem como primeiro estágio o estabelecimento de
suas metas. A meta é um resultado futuro que você quer alcançar. Segundo
Jeff, algumas das características de uma "boa" meta são:
- Tempo do verbo no presente:
escreva
a meta como se ela de fato já estivesse ocorrendo. É melhor "estou
gozando de ótima saúde física" que "pretendo melhorar desta
gastrite"
- Linguagem positiva:
evite
o "não". Escreva "eu me lembro de todos meus
compromissos" ao invés de "eu não quero esquecer meus
compromissos"
- Ser clara, precisa e objetiva:
ao
invés de redigir "sou um bom profissional", é melhor escrever
"ocupo um cargo de gerência em minha empresa". Isto possibilita a
você mensurar o progresso
- Precisa ser realista e atingível:
se
tenho um cargo inicial numa empresa, ter uma meta de comprar um iate de US$ 2
milhões não é realista, pelo menos no curto prazo. Não há nada de errado
em querer metas ambiciosas, mas lembre-se de dar um passo de cada vez, pois
caso contrário o risco de se perder no meio do caminho é grande
- Deve ter um prazo associado:
toda
meta deve ter um prazo, que seja realista. Caso contrário, você cai na
armadilha "algum dia vou começar a fazer caminhadas matinais"
- Deve estabelecer a maneira pela qual você
quer atingir sua meta:
procure
colocar a maneira pela qual quer agir. Considere palavras como
"calmamente", "harmoniosamente",
"prazeirosamente"
- Direcionada a um propósito saudável:
metas
que sejam condenáveis éticamente, ou que prejudiquem outras pessoas acabam
tendo finais tristes. Não invista nisto
- Estar motivado/ ser desafiadora:
a
meta deve trazer em si a alegria, a energia (tesão), para que eu possa
mobilizar toda a minha vontade para a sua realização
- Poucas metas:
não
comece seu plano com muitas metas simultâneas
- Visualize sua meta:
com figuras, retratos ou símbolos do que quer alcançar
- Escreva e assine:
é fundamental assumir o compromisso consigo mesmo, escrevendo e assinando
Alguns exemplos de metas de
quem faz a diferença:
- Nossa empresa alcança agora harmoniosamente
o sucesso financeiro em todas as suas operações, em alinhamento com sua
missão estratégica
- Estou gerando com alegria neste próximo período
de 12 meses dinheiro suficiente para a aquisição de uma casa de campo
- Tendo concluído meu curso, estou ocupando
um cargo de Gerência de Departamento em nossa empresa
SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE DO
ARTIGO
Você faz a
diferença?
Conhecer bem o "porto de saída" e fazer seu plano de ação
é o próximo passo para fazer a diferença!
"Fazer a
diferença" é dar aquela contribuição única, no momento certo, que gera
os resultados esperados. As metas a atingir são um referencial básico. As
metas são nossos sonhos impregnados de intenção de realização. Agora temos
que "construir os alicerces", que são a nossa competência.
Conhecer-se é a base desta etapa. Quem sou eu? Esta é uma pergunta
perturbadora para muitos, pois nos remete à essência do nosso ser. Neste mundo
em que todos ansiamos por mais qualidade de vida junto com sermos fortes e
competentes, conhecer nossos potenciais e áreas a serem melhoradas é
fundamental.
Cada um de nós trás um conjunto único de características: a nossa forma de
pensar, de sentir e de agir é única. E precisamos conhecer isto muito bem, na
busca de nossas metas, na busca de fazer a diferença.
Para você se conhecer, avalie como observador imparcial os diversos papéis que
exerce: pai ou mãe, filho, irmão, tio, amigo, chefe, aluno, professor,
esportista, pintor, músico, etc. Por que você exerce estes papéis, o que te
levou a cada um deles? Considere o que você realmente gosta de fazer e aquilo
que faz por obrigação, por "usos e costumes" ou por "sugestão/
imposição" de outros.
Penetre agora nas diversas dimensões de seu ser: você tem uma dimensão física,
o seu corpo material. Você também tem um dimensão emocional e espiritual.
Procure ver o que existe de potenciais e de dificuldades em cada uma destas
dimensões. Analise sua vida de relacionamentos e sua carreira profissional.
Como vai sua vida financeira, social e comunitária?
Se você fizer todos estes questionamentos de forma estruturada, vai ficar cada
vez mais claro quais são seus desafios de competência e seus potenciais, os
que você já está utilizando e os que ainda estão adormecidos. Com a meta você
tem o "porto de destino". Com estas análise ficará claro o
"porto de saída".
Mais uma "dica" para quem quer fazer a diferença: Não seja muito
apressado nesta busca! Nós estamos sempre descobrindo dimensões novas do nosso
ser. Não acredite muito quando alguém lhe disser que você não tem potencial
para determinada coisa: na realidade, os nossos potenciais são probabilidades
de no futuro colocarmos em ação tudo o que está dentro de nós. E esta é uma
imensa e inexplorada área. Portanto, confie em sua intuição e ... vá em
frente!
Temos metas claras e o ponto de partida. Agora é a hora de planejar cada passo.
Amyr Klink, o grande navegador, disse que seu grande medo é o "não
partir". Este é o grande risco.
Ao planejar suas ações considere bem que você está entre as polaridades
"onde estou hoje" e "para onde quero ir". Considere no seu
planejamento as atividades que você já realiza, as que vai terminar e as que
vai iniciar. Procure sentir se seu plano é viável, se você tem o tempo e os
recursos financeiros, tecnológicos e materiais para iniciar esta jornada.
Ajuste suas ações para que seu plano seja viável.
Eu gosto muito da imagem de cada um dos dedos da mão, onde temos os
referenciais para estabelecer e redigir bem nossas ações:
- Polegar:
é
a ação, representada por um verbo
- Indicador:
é
aquilo que pretendemos alcançar
- Médio:
é a situação atual, onde estamos hoje, o porto de partida
- Anular:
representa
o nosso compromisso, o resultado mensurável que queremos alcançar
- Mínimo:
é
o prazo, a data final para alcançar a meta
Alguns exemplos desta redação:
- Começar um curso de informática, com carga
de quatro horas por semana e o compromisso de um domínio básico de
processador de texto e Internet no prazo de oito semanas.
- Aumentar a base de clientes do meu negócio
próprio, hoje restrita a minha cidade, para uma atuação estadual, dentro
de quatro meses.
- Aumentar o tempo de lazer com meus amigos,
hoje muito reduzido, para dois sábados por mês, iniciando de imediato como
atividade permanente.
Há mais de dois séculos, o
grande pensador alemão Goethe disse que quando nós realmente nos comprometemos
com uma decisão, o Universo inteiro conspira para que dê certo. Se você quer
fazer a diferença, para valer, então dará certo!
(*) Gustavo G. Boog é
consultor de empresas e terapeuta organizacional e floral, em projetos de
energização de pessoas e empresas. É autor do livro "Faça a Diferença",
Editora Gente/Infinito, com lançamento em novembro/ 2000.
boog@sti.com.br
- www.boog.com.br |