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5 Dicas De Recrutamento E Seleção

Mas por que isso ocorre e como podemos tornar esse processo mais eficiente, sem gastar fortunas ou reformular totalmente nossas empresas e negócios?

Há muito o que pode ser feito para melhorar esse tipo de processo dentro de uma organização, qualquer que seja seu tamanho, mas algumas dicas essenciais podem levar a melhores contratações de forma razoavelmente rápida, além de reduzir o tempo gasto por seus profissionais de recursos humanos nos processos seletivos, garantindo não apenas um recrutamento que possa encontrar os melhores candidatos, mas também um processo mais fácil e ágil em sua empresa.

Redigir bem é um dos segredos da coisa

Bem, se a descrição e o anúncio das vagas que você veicula não passam corretamente as informações, restrições, exigências e o que de fato se espera do candidato, é pouco provável que você consiga muitos deles com o perfil que você realmente deseja.

Embora isso possa parecer uma questão menor, é notória a dificuldade de algumas empresas em especificar e detalhar exatamente do que se trata o emprego ou vaga que foram abertos e também descrever o tipo de profissional que esperam contratar. No Brasil, geralmente anúncios de vagas são curtos e trazem pouca ou nenhuma informação.

Ninguém está dizendo para você escrever páginas e mais páginas no anúncio das vagas, mas algumas informações precisam estar claras e colocadas de forma objetiva e direta:

Cargo a ser preenchido pelo candidato escolhido.
Condições mínimas para concorrer à vaga, dentre elas formações específicas, residência em determinado local, experiências anteriores e exigências formais, como registros de classe ou certificações diversas.
Breve listagem das incumbências que esse profissional terá dentro da empresa, de preferência em formato de lista, com itens curtos e rápidos, que permitam ao candidato julgar se ele possui a experiência e as habilidades necessárias para cumprir com tais tarefas e também se elas são algo que ele realmente gostaria e quer fazer.
Localização da empresa e detalhes a respeito do local de trabalho. Muitos candidatos hoje, especialmente aqueles com melhor formação, valorizam características de conforto, ergonomia, bem-estar e saúde no local de trabalho.
E mais uma coisa: evite “falar bonito”. O conteúdo e das descrições de uma vaga precisam de objetividade, não de formalidade descartável. Evite termos da moda e formalismos que somente tornam o texto complexo e desinteressante.

Descrições intermináveis também são desnecessárias – quando finalmente o profissional for escolhido, você terá a chance de treiná-lo, mostrar suas tarefas e funções e relacionar cada aspecto de seu preparo e habilidades a algo que possa ajudar no dia a dia de sua empresa.

Facilidade de candidatura

Se você for usar um processo de recrutamento que envolva a web, como é o caso na maioria das vezes hoje em dia, tente manter o processo de seleção e inscrição rápido e ágil. Muitos processos seletivos acabam perdendo bons candidatos simplesmente por excesso de burocracia na inscrição ou falhas em sistemas de coleta de dados.

Os formulários devem ter poucos campos – atualmente é possível importar dados do LinkedIn, por exemplo, com um único clique, ou mesmo permitir que o candidato anexe em sua candidatura arquivos com seu currículo, portfólio ou cartas de apresentação.

Ainda assim, é comum vermos online processos de seleção cuja inscrição envolve quatro ou cinco páginas de formulários para preencher – os poucos candidatos que têm paciência para tanto ainda precisam contar com a conexão de internet (se cair, têm de começar do zero) e com a competência da plataforma (muitos formulários de inscrição dão erro em vários campos, irritando o candidato, que nunca consegue terminar de preenchê-los).

Em suma, faça uso das redes sociais e dados que já estão na internet e podem ser usados com um clique e tente manter apenas os campos necessários para seu controle. Afinal de contas, você irá testar e entrevistar esses profissionais depois, não é mesmo?

Não seja hipócrita

Pode parecer agressivo, mas o fato é que diversas empresas são de total hipocrisia no Brasil. Reclamamos com frequência a respeito do quanto os candidatos mentem em seus currículos, mas empresas também pedem coisas que jamais serão utilizadas, são excessivas para as vagas que divulgam e que compreendem habilidades e requisitos que nem mesmo seus mais altos executivos são capazes de avaliar.

O inglês e outros idiomas são os campeões nesse quesito. Não adianta bater pé – a imensa maioria dos candidatos exageram em seus níveis de inglês no currículo. Um “avançado”, quando muito, significa um intermediário ou alguém com bom nível escolar em inglês. “Fluente” é qualquer um que tenha viajado algumas semanas para o exterior. E “básico” então… esse candidato não sabe escrever “delivery”.

Entretanto, reclamar é fácil: será que sua empresa precisa mesmo de alguém com inglês fluente? Por que incluir uma exigência no recrutamento que você jamais irá utilizar? Você tem algum executivo ou profissional capaz de avaliar profissionais com inglês fluente em uma entrevista?

O mesmo ainda ocorre com formações específicas e níveis de formação. Está na moda pedir mestrado ou pós-graduações específicas, embora esses cursos não contenham absolutamente nada que tenha relação com seu modelo de negócio.

Enfim – peça o que quiser, mas tente se concentrar naquilo que sua empresa realmente precisa e vai usar.

Não estabeleça limitações com base em preconceitos

Não necessariamente o preconceito passível de punições legais – nos referimos também a pré-julgamentos e suposições que atrapalham a escolha de um bom profissional. Isso pode ocorrer nos mais variados âmbitos e em vários departamentos em uma empresa.

Além dos tradicionais focos de preconceito – cor, idade, sexo, classe social – temos preconceitos ligados à formação ou experiência (querer apenas funcionários que já trabalharam em determinada empresa ou cursaram determinada universidade), preconceitos ligados a superstições e preferências arbitrárias (chefes que apenas trabalham com pessoas que se vestem bem, ou possuem automóvel, ou são comunicativas e barulhentas, ou tenham qualquer característica pessoal que, muitas vezes, pode até mesmo ser positiva para a empresa).

Excluindo parte dos candidatos por motivos e alegações sem qualquer ciência ou relação que esses profissionais e o que eles poderiam desenvolver em sua empresa, quem está perdendo é você. Deixando de lado a melhor opção para sua área de finanças, simplesmente porque o rapaz tem cabelos compridos, ou não contratando um vendedor excepcional simplesmente porque ele não compareceu de terno.

Avalie o profissional, não frivolidades – e para isso, aqui vai nossa última e mais valiosa dica.

Trace um perfil comportamental dos candidatos

Apenas levar em conta a formação técnica e a experiência dos candidatos em um processo de recrutamento e seleção pode ser um tiro no pé. Empresas ainda subestimam a influência do temperamento e da psicologia de cada candidato no trabalho que irão desenvolver e não forma com que irão se inserir no ambiente de trabalho.

Ferramentas como o Profiler, da Solides, ajudam você a compreender como alguns perfis comportamentais específicos podem fazer verdadeiros milagres em nome da produtividade na sua empresa.

Considerando quatro perfis básicos – comunicador, executor, planejador e analista – você pode ter uma ideia muito mais clara do que esperar de cada profissional e de como eles irão ou não se adaptar ao restante da equipe com quem trabalharão e até mesmo às tarefas que você pretende designar a essas pessoas.

Voltando lá em cima, na primeira dica, algumas pistas e referências podem ajudar você , inclusive, a já contar com alguns perfis comportamentais em maior número já na fase de triagem de currículos. Fugir um pouco do “proativo” e tentar coisas como “buscamos profissionais que apreciam trabalhos minuciosos” ou “pessoas que gostem de falar em público”. Pode parecer batido, mas isso orienta e muito o fluxo de candidatos com que determinados perfis – tente focar naqueles que você precisa.

É claro que não há o “perfil certo e exato”, contudo o recrutamento de profissionais é sim uma ciência: se você não faz uma boa triagem, acaba tendo milhares de currículos em mãos sem tempo de revisá-los todos, e com isso deixa passar oportunidades incríveis de conseguir o profissional que você precisa.

Do mesmo modo, exigência pedantes e desnecessárias e pedidos muito acima da realidade restringem a massa de candidatos a passar para estágios posteriores, muitas vezes cortando um candidato perfeito antes mesmo que o currículo e os dados dele possam sequer chegar à sua mão.

Quer mais dicas? Acesse: http://www.solides.com.br e veja em nosso blog

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