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A Empresa Deste MilÊnio

A EMPRESA DESTE MILÊNIO
Revistas e artigos do final dos anos 90 focavam as tendências das novas empresas. O assunto tratava das necessidades dos trabalhadores, sociedade e empresas se reinventarem para a própria sobrevivência. E eis que a previsão se consolida atualmente, quando a pauta é assumir as novas tendências para continuar vivo.
Estamos na era do conhecimento e da criatividade. Onde estivermos, deve fazer sentido para a nossa pessoa e para a Organização que nos contrata. Trabalho agora incorpora prazer, busca de significado e ambição.
Durante boa parte da Revolução Industrial o homem se dividia em homo faber e homo ludens, isto é, 8 horas de trabalho, quando a natureza do trabalho era eminentemente física e o restante lazer. A separação era nítida. Isto hoje já não é mais possível. As Empresas pedem a entrega, a inteligência e a criatividade nas suas tarefas rotineiras e talvez por entrega total do indivíduo esteja tão difícil estabelecer a linha do equilíbrio entre carreira e vida pessoal.
Se pararmos para analisar essa mudança de perfil dos trabalhadores, é bem vinda, pois estamos mais tempo ligados com nossa essência. A inteligência e criatividade são ao mesmo tempo próximas à linha tênue de desgaste mental, porque o tempo todo interagimos com o mundo de informações que chegam aos nossos olhos, ouvidos e cérebro na era da tecnologia. E que desgaste….
Há relatos que os antigos romanos designavam as profissões como “sórdidas artes”. Os gregos menosprezavam o trabalho. Os grandes expoentes valorizavam a contemplação como forma de criação de grandes obras explorando todo o seu potencial escondido na essência do seu ser.
Parece até que muitos já daquela época enxergavam o desperdício de energia criativa que um trabalho mal planejado causava no ser humano. O trabalho intensamente mecanizado causava também um stresss assim como com a evolução da tecnologia para amenizar o trabalho físico, acabamos por ganhar um estresse com a modernidade também.
Partindo do princípio que o trabalho faz parte da nossa existência, afinal se não fosse por ele, não teríamos nada daquilo que tanto almejamos quando não estamos trabalhando, vemos a necessidade de buscar-lhe uma nova forma, mais bem distribuída. Um formato mais leve e prazeroso. Uma transformação assim pode até ser feita em favor da produtividade.
E aí, concluo: Quem são os atores do “Trabalho”, esse grande fenômeno que jamais se extinguirá de nossas vidas…? Somos todos nós, então a responsabilidade cai sobre nossos ombros e cabeças…Seremos capazes desta inovação que os novos tempos já nos ameaçam? Subsídios nós temos. Milhares de informações, estudos e tecnologias. Estamos prontos pra digerir isso e devolver com sabedoria com um novo planejamento de gestão, atuação e etc..? Penso que o mais difícil é realinharmos os valores morais perdidos no tempo. Temos assistido tantas aberrações do ser humano e por isso acredito que toda mudança começa com as transformações de cada um.
Construir um novo solo :
-com a recuperação dos nossos valores éticos e morais
-foco na solidariedade e não na competitividade
-estar de bem com a vida, sua postura
-estar de bem consigo, sua obra

É isso que eu acredito, pois “O Universo é o nosso domicílio e a humanidade é a nossa família”.
(autor desconhecido-que deve conhecer muito de nós)

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