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A importância de administrar a cultura emocional

Ao pensar sobre cultura corporativa, existem dois pontos que devem ser tratados coma mesma importância: cultura cognitiva e cultura emocional. A maioria das empresas prestam pouca atenção à cultura emocional, isto é, quais os sentimentos as pessoas têm e/ou deveriam ter com relação ao trabalho. É essencial que as organizações dêem ênfase à importância de monitorar e tentar administrar os sentimentos das pessoas assim como sua mentalidade, pois as emoções influenciam diretamente no comprometimento, a criatividade, tomada de decisão, qualidade do trabalho. Uma vez que se controla a cultura emocional existente na empresa, pode-se moldá-la de várias formas.

Para a construção de uma cultura emocional particular, é necessário que os colaboradores sintam as emoções valorizadas pela organização e para isso os autores enumeram três métodos: explorar o que as pessoas já sentem, modelar as emoções que se desejam cultivar e faça com que as pessoas finjam até que sintam.

Inúmeras pesquisas mostram que nos locais de trabalho, onde os funcionários se sentem à vontade para expressar seus sentimentos, tendem a ser mais produtivos, criativos e inovadores. Um grande fator que determina essa sensação é o “afeto do empregado” – um termo que abrange estados de espírito e emoções. As organizações que lidam com os sentimentos e sentimentos dos funcionários superam aquelas que ignoram as emoções ou forçam as pessoas a suprimir as negativas.

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É importante ressaltar que é impossível bloquear as emoções negativas do local de trabalho – nenhuma organização está imune aos altos e baixos das pessoas. No entanto, a maioria dos executivos só quer ouvir notícias de bens, não param para entender a realidade de suas equipes. Muitos gestores reclamam que lidar com a negatividade drena muito tempo e energia. Outros se preocupam que sua intervenção possa piorar as coisas. Muitos relatam que não tiveram treinamento sobre como lidar com emoções negativas nem modelos eficazes. As organizações devem estar conscientes da dissonância emocional – um sentimento negativo que se desenvolve quando uma determinada emoção entra em conflito com a identidade da pessoa. Falsificar emoções provoca estresse e esgotamento.

Diante deste fato, uma empresa que negligencia sua cultura emocional abre espaço para que pequenos transtornos diários acabem gerando grandes problemas. As emoções influenciam a forma como as pessoas vêem a empresa, o seu trabalho, o seu relacionamento com os colegas. Elas podem tornar o dia a dia mais leve ou exaustivo. A maturidade emocional permite que os colaboradores administrem suas emoções e as transforme em propulsores de realizações positivas.

A consequência de uma boa gestão da cultura emocional pode ser percebida nos resultados financeiros do negócio. Isso porque ela melhora a produtividade, a criatividade, a qualidade de vida no trabalho e o desempenho individual e coletivo.

A implementação da cultura emocional deve-se dar em todos os níveis dentro da organização, porém as lideranças ainda não estão plenamente cientes de sua responsabilidade na estruturação deste processo de alto impacto em toda a cadeia corporativa. Apesar de moldada por todos, cabe à alta direção estabelecer quais emoções contribuíram para o crescimento da organização e assegurar, através de mecanismos eficazes, que esses valores emocionais estão sendo praticados por todos.

A ausência de uma cultura emocional forte pode transformar a empresa em um sistema desprovido de emoção, tornando o ambiente de trabalho um espaço extremamente indiferente e, em alguns aspectos, até mecânico. As emoções são inerentes ao ser humano, por isso, é preciso levar essa vivacidade para dentro do negócio e administrá-la para gerar bons frutos. Emoções são poderosas, por isso as organizações devem buscar equilibrar sua cultura cognitiva e emocional, a fim de que as pessoas estejam motivas e engajadas com as estratégias corporativas de forma natural.

Por: Jânio Bianchi Junior

Experiência na área de RH em empresas de grande porte como: Contax TNL., Facility Group, Hope Recursos Humanos e Casa & Vídeo. Formado em Gestão de Recursos, Pós-graduando em Educação Corporativa e Gestão do Conhecimento. Facilitador em programas de treinamento e desenvolvimento de times e lideranças.

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