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A inclusão do deficiente no mercado de trabalho

Há alguns anos, antes do estabelecimento da Lei 8.213/91 do ano de 1991, conhecido por Lei de Cotas para empresas, o profissional com deficiência conseguia ingressar no mercado de trabalho por ações do governo ou então terceirização através de Associações ou ONGS.

Após o estabelecimento desta lei as empresas não tinham visão de como viabilizar a contratação desses profissionais, de como inseri-los no mercado de trabalho. Então lançavam vagas que eram praticamente impossíveis de serem preenchidas, muitas delas na época exigiam pós graduação e um período mínimo de experiência de 36 meses de experiência na função. Como não conseguiam preencher as vagas recorriam aos órgãos fiscalizadores e recebiam uma certidão negativa, um documento que comprovava que houve o lançamento da vaga e também o insucesso na contratação devido a falta de profissionais com o perfil desejado. Assim, após todo este procedimento as empresas recebiam dos órgãos um prazo maior, mais de 60 dias para adequação da lei.

Com o passar do tempo as pessoas portadoras de deficiência foram se conscientizando de que precisavam continuar progredindo nos estudos para então se tornarem profissionais qualificados para o mercado de trabalho.

Atualmente, no ambiente organizacional esta situação tem se invertido. Hoje muitas empresas procuram esses profissionais e quase não exigem experiência. Tal atitude, por um lado, limita o acesso de profissionais qualificados e graduados ao mercado. Entre os profissionais contratados, aqueles com ensino médio completo foram os que mais se destacaram alcançando um número maior de vínculos empregatícios em todas as modalidades.

A cada dia, mais empresas buscam se enquadrar na chamada Lei de Cotas, que obriga a contratação de 2% a 5% de funcionários com deficiência. O descumprimento da lei tem sido foco de intensa fiscalização da Delegacia Regional de Trabalho.

Este desafio está sendo superado por empresas que aprendem diariamente a localizar, contratar e treinar pessoas com deficiência, além de preparar os seus locais de trabalho e seus funcionários para a atuação em equipe. Deste modo as chances e oportunidades de trabalho se igualam e os diferentes se tornam iguais, fazendo com que possam desenvolver suas aptidões e habilidades, podendo permanecer nas organizações dentro dos critérios de desempenho desejados.

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