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A Influência Do Comportamento Organizacional Na Criatividade Do Gestor De Projetos

O comportamento organizacional afeta diretamente no envolvimento do colaborador, sem envolvimento empresarial, o colaborador não estará engajado nas soluções dos negócios propostos. Esta realidade sistêmica é agravada quando o colaborador é gestor de projetos, pois neste caso, sem desmerecer aos demais, a criatividade poderá ser comprometida por aspectos relevantes trazidos no comportamento organizacional.

Assim como a inteligência, a criatividade é um fator genético, pois está atrelado aos traços de personalidade do indivíduo como abordada nas teorias de Bruno-Faria (1996), é um fenômeno multifacetado, envolvendo aspectos individuais (habilidades cognitivas, traços de personalidade) e do ambiente (aspectos facilitadores e inibidores), o que levou à formulação de uma grande quantidade de definições.

Neste contexto, é relevante observamos que a experiência também é um fator contributivo da criatividade, pois ao analisarmos uma situação peculiar, ou seja se o colaborador já vivenciou algo similar, a resolução da problemática e desenvolvimento de novas propostas inovadoras consubstânciadas, para este que o analisa, será mais simples.

O Brainstorming é uma estratégia tambem utilizada, subsidiando o resgate da empresa de idéias obsoletas, com o objetivo de balizar novos caminhos, com intuito de permanecer no mercado, estabelecendo um relacionamento próximo com o seu cliente e supreendendo em projetos inovadores.

Dito de outra forma, a geração de novas ideias é relacionar o conhecido com o empreendedorismo, buscando a orientação do mercado quanto a aceitação dos produtos em formulação.

A geranção de ideias é um processo que parte do conhecido para o desconhecido, na busca de uma ideia mais relevande e valiosa, que as já existentes no mercado.

Assim, “ser criativo é ver as coisas do mesmo modo que todo mundo vê, mas ser capaz de pensar de forma diferente sobre elas”. Na acepção de Sternberg e Lubart (1999), ela é entendida como uma “habilidade para produzir um ato que tanto é novo (original, inesperado), quanto apropriado (útil, adaptável às dificuldades das tarefas)”. Esse ponto de vista é também compartilhado por Amabile (GILSON; MAY, 1999) que a define como “a produção do novo e ideias úteis por um indivíduo ou um grupo pequeno de sujeitos que trabalham juntos”.

Empresas de projetos, atentas a esta realidade, implementaram novas ferramentas na seleçãos de seus profissionais, bem como desenvolvem uma cultura comportamental que favoreça o envolvimento do colaborador na geração de ideias empreendedoras.

Referências:
AMABILE, T. M. Como (não) Matar a Criatividade. São Paulo: HSM Management,ano 2, 1999.
BASTOS, A. V. B. Comprometimento no Trabalho: o estado da arte e uma possível agenda de pesquisa. Cadernos de Psicologia, 1, 1996.
BRUNO-FARIA, M. F. Estímulos e Barreiras à Criatividade no Ambiente de Trabalho de uma Instituição Bancária. Dissertação: Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília,1996.
STERNBERG, R. J.; LUBART, T. I. The Concept of Creativity: prospects and paradigms. Handbook of Creativity. Cambridge University Press (UK), 1999.

Professora Flávia Reis Sulz Gonsalves
CRA-DF – 018564
Doutoranda em Psicologia Social
Diretora – Excelência em Administração – Consultoria Organizacional
http://administrandocomex.blogspot.com/

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