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A Lei do Menor Esforço

Tenho observado, principalmente em agências de emprego, que muitas vezes, no processo de R&S, a lei do menor esforço está sendo empregada até com certa ênfase.

Eu explico: às vezes a empresa nos manda uma vaga para Auxiliar de Limpeza. Alguns candidados aparecem e, muitas vezes, só porque o potencial recrutado não tem o cargo em sua CTPS (às vezes está como Faxineiro) ele é previamente descartado.

Tudo bem, esse foi um exemplo até meio grosseiro. Mas é muito frequente algumas agências dispensarem um Coordenador de Qualidade só porque a empresa está nos solicitando um Supervisor de Qualidade. Qual a diferença? Os dois não são cargos de comando em Qualidade?

Indo um pouco mais à fundo, tem alguns candidatos que não possuem não possuem a experiência registrada em CTPS, mas já exerceram a função por anos a fio em determinada empresa. Por que, via de regra, rejeitamos o candidato sumariamente? Por preguiça de pedir referência a empresa? Ou talvez para abreviar o processo? Quantos bons candidatos já não rejeitamos em nossos processos seletivos por causa disso?

Alguns podem até justificar que, se a empresa não foi ética em colocar o cargo correto na CTPS do candidato, a culpa não é nossa. Mas então vamos continuar com o mesmo erro ético com o candidato?

Está em nossas mãos mudar isso. Nas mãos tanto dos selecionadores de agências, como das empresas que fazem as solicitações a essas empresas.

Afinal, o esforço a ser feito não é assim tão grande. Basta ouvir um pouco mais o candidato. Existem pessoas que tentam se candidatar a cargos que nem sequer sabem como é? Claro que existem, sabemos disso! E é esse o nosso trabalho, como selecionadores: sendo um pouco clichê, é preciso separar o joio do trigo. Ao contrário, qualquer um faz seleção.

Rogério Pelegrim – Tem 35 anos. É Consultor em Qualidade e nos processos de R&S e T&D, além de Gestão de Competência.

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