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A Prata Da Casa Vale Ouro – Por Marcinéia Oliveira

Existem algumas maneiras de recrutar e selecionar os profissionais para ocupar determinada vaga em uma empresa. Uma delas é por meio do recrutamento interno, onde se busca entre os colaboradores da empresa, candidatos qualificados para concorrer à vaga disponível, tanto para cargo de chefia quanto para transferência de áreas.

De acordo com Idalberto Chiavenato, em seu livro Administração de Vendas, o maior benefício do recrutamento interno é “proporcionar oportunidades de carreira e desenvolvimento para os próprios funcionários, motivando-os continuamente a se preparar, desenvolver, para concorrer a futuras promoções”. Além de ser uma excelente maneira de a empresa reconhecer os esforços de sua equipe.

Obviamente uma empresa não tem como promover todos seus colaboradores, “mas é essencial que saiba que existem oportunidades para os indivíduos que trabalham bem”, afirma Peter Drucker, em seu livro “Prática da Administração de Empresas”.

Para que uma pessoa desenvolva-se profissionalmente, é preciso mais do que apenas interesse de sua parte, é preciso que seja liderado e incentivado. E isto é o que sempre Danúbio Passos, gerente da livraria Saraiva do shopping Rio Sul, faz com maestria. Além de incentivar sua equipe para atender bem e superar as expectativas dos clientes, mostra a sua equipe como eles podem crescer dentro da empresa e coloca-se à disposição para ajudá-los a conseguirem isso.

Em uma conversa, Danúbio me disse:
“Durante as reuniões com minha equipe, pergunto quem deseja ser um supervisor ou um gerente. Quando vejo interesse em um profissional, procuro orientá-lo sobre o perfil de líder que a Saraiva precisa e mostro como conseguir alcançar essas metas.”
Karen Muniz tem 28 anos e há dez começou a trabalhar na livraria Saraiva como vendedora temporária. Ela comenta:
“De temporária a Gerente Trainee não foi fácil. É muito amor pelos livros, pela cultura e pelo ambiente de trabalho. Quando vi a possibilidade de me tornar uma Gerente Trainee depois de uma avaliação positiva e corretiva, foi bem mais fácil contornar e melhorar os pontos em desenvolvimento. Considero-me uma mulher tigre, que agarrou todas as oportunidades oferecidas pela empresa”.

Sou testemunha ocular de que esta postura é verdadeira. Há vários anos sou cliente da loja onde Danúbio é Gerente e acompanhei o crescimento de dois profissionais. Ricardo Jardilino, que há alguns anos foi promovido a líder de vendas e mês passado foi escolhido para participar de um processo de seleção para gerentes de loja e Karen Muniz, participou do mesmo processo para seleção de gerentes. Os dois foram para a sede da empresa em São Paulo, onde participaram de cursos, palestras e fizeram uma prova. Fiquei imensamente feliz ao saber que os dois passaram. Atualmente, Ricardo está como trainee de gerente na loja da Rua do Ouvidor e Karen permaneceu na Loja do Rio Sul, onde está sendo treinada por Danúbio. Em breve os dois assumirão uma das livrarias da rede Saraiva. A promoção dos dois encorajou toda a equipe, que viu que os esforços não foram em vão.

Antes, porém, de iniciar um processo de recrutamento interno é preciso analisar e acatar o conselho do professor Idalberto, que diz que “o recrutamento interno exige um sistema de avaliação de desempenho do pessoal capaz de proporcionar informações seguras sobre cada funcionário e suas condições de promovabilidade.” Este alerta é importante para evitar que um profissional que não tem condições reais de ser promovido participe de um processo de seleção interna e fique desmotivado.
Transparência em todo processo e imparcialidade garantem o sucesso. O processo deve ser bem divulgado em toda a empresa, bem como os critérios para participar e quais são os requisitos necessários. E ter bem definido o que a empresa espera dos profissionais que participarão do processo.
Vale ressaltar que os profissionais que desejam crescer em uma empresa precisam seguir o conselho de Karen Muniz, quando ela diz: “Notificar ao seu gestor que você está disponível e capaz de assumir responsabilidade, é necessário para que tenha um acompanhamento diferenciado. A motivação para crescer está nas nossas mãos e podemos conduzir positivamente ou negativamente. Claro que ‘um tapinha nas costas’ não faz mal a ninguém”.
Em muitas empresas, a prata da casa vale ouro, por isso reconhecem os esforços e o comprometimento por dar a oportunidade a cada um de ir além

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