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A Redescoberta Do Caminho

A REDESCOBERTA DO CAMINHO

Era uma dessas empresas em que o poder era extremamente centralizado, e seu presidente acreditava ter o conhecimento e controle de tudo o que poderia acontecer com seus seguidores; alguns fiéis, outros apenas trabalhando por seu salário; porém, sempre seguidores. Nesta organização não havia nenhum espaço para a manifestação das pessoas, contribuições para melhorias ou estratégias- enfim, poder total e absoluto concentrado no “Poderoso Chefão”.

O tempo passou e, como a história nos tem mostrado, o trono dos poderosos tem, como tudo nesta passagem, seu prazo de validade para ser ocupado. Alguém precisava assumir o controle do barco, e, ao novo líder, parecia imprescindível compartilhar objetivos. Naquele momento, algo precisaria substituir o pensamento do comandante que acreditava saber todas as respostas- por onde começar a preencher o vazio de estratégias e planos que estava lá por tantos anos?

Em tempos de crise, apenas uma solução restou: inspirar as pessoas, e, principalmente, fazer com que elas se sentissem participantes de algo que realmente importasse: a idéia, o propósito, o caminho há tanto esquecido- sim, relembrar o propósito às pessoas!

As pessoas anseiam por objetivos, mas nem sempre sabem o que querem- por vezes, precisam que alguém lhes aponte a direção; mas elas sempre desejam participar da construção algo grandioso, algo que construa um ambiente melhor.

Portanto, a resposta estava nas pessoas, e pessoas são o negócio do RH de uma empresa- SIM, PESSOAS, especialmente AÇÕES que vão muito além de modelos rígidos, frios… Portanto, a primeira ação daquilo que era um DP e deveria tornar-se agora um RH, precisava ser ouvir as pessoas- mas OUVIR, de maneira realmente interessada! O que elas teriam a dizer, que tipo de pensamentos e idéias elas tinham guardadas consigo há tanto tempo? Quando as pessoas são ouvidas, elas sentem que participam de algo, e sentiram que, desta vez, a empresa realmente seria algo de que elas queriam fazer parte.

A partir daí, o caminho passou a ser visto por todos- critérios foram estabelecidos para que as pessoas soubessem a melhor maneira de progredir, méritos seriam dados para todos aqueles que realmente se esforçassem e dessem seu melhor para atingir os objetivos que há tanto estavam esperando para serem definidos e alcançados.

Houve aqueles que não acharam ser esta a melhor estrada, e, claro, procuraram outras, já que o mundo está cheio de tantas outras possibilidades… mas, aqueles que permaneceram, finalmente tinham um propósito a seguir e sentiam-se parte de algo.

O tempo passou e muitos outros desafios se apresentaram àquele Departamento de Recursos Humanos- podemos chamá-los de Avaliação de Desempenho, Plano de Carreira, Plano de Remuneração, a escolha dos Treinamentos necessários, e tantas outras ferramentas existentes- porém, seus integrantes hoje sabem que o mais importante é o propósito a seguir, e que o caminho ainda é longo, mas, ao menos, elas têm um caminho a trilhar.

Em que ponto do caminho, se é que o caminho existe, está a sua empresa? E se esse caminho ainda não existe, que tal começar a desenhá-lo?

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