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A Segurança e Saúde no Escritório Influenciam a Produtividade e Resultados

O bem estar físico e psicológico do trabalhador reflete diretamente em sua satisfação e produtividade no trabalho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estado de saúde é o que se expressa como o de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade. Dessa forma, promover a segurança e saúde do trabalhador, nos mais diversos aspectos, significa manter os profissionais em plena condição de produzir o seu máximo, além de demonstrar que a empresa se preocupa com a sua saúde física e mental.

Agindo contra a manutenção da saúde no trabalho existem diversas formas de acidentes, que são comuns nos diversos setores em que atuam as empresas. É essencial que se tome medidas preventivas para que a dinâmica do trabalho ocorra de maneira mais fluida, evitando-se imprevistos indesejáveis que possam vir a impossibilitar o funcionário de exercer suas funções plenamente.

Ao se pensar em prevenção de acidentes, automaticamente vem à mente a figura que equipamentos como¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬ capacetes, botas, cintos de segurança e uma série de outros itens de proteção individual contra acidentes. Geralmente, não se lembra que no ambiente do escritório, por exemplo, existem determinados riscos, relacionados principalmente à exposição contínua e inadequada a algumas situações. Esses riscos se referem, principalmente, à ergonomia da atividade específica realizada. A avaliação ergonômica inclui fatores como: iluminação, exposição a ruídos, postura com relação ao uso de equipamentos ou mobiliário, entre outros fatores que tenham influência no comportamento e rendimento do trabalhador.

O computador, por exemplo, pode ser uma máquina bastante nociva à saúde física e mental do trabalhador, caso utilizado de modo inadequado, apesar de sua aparente relação amigável com seus usuários. No uso do computador, devem ser levadas em conta questões como: posicionamento do monitor, interface (dos softwares) agressiva ou não à vista, posicionamento das mãos e braços, apoio para os pés, ajuste dos móveis de acordo com estatura e peso do usuário, longos turnos ou jornadas sem interrupção, entre outros.

Muitos dos problemas aparecem de maneira gradativa como o resultado de contínua exposição inadequada a pequenos fatores que acumulados podem vir a se tornar problemas mais graves. A aplicação dos estudos em ergonomia tem o objetivo evitar um cansaço desnecessário que venha a trazer, no dia-a-dia, problemas como: dores de cabeça, stress ou fadiga física e mental, irritação nos olhos e dores musculares.

Dentre as enfermidades ocupacionais identificadas entre os profissionais de escritório a mais conhecida talvez seja a LER – Lesão por Esforço Repetitivo (Repetitive Strain Injuri – RSI). Esta diz respeito à repetição contínua de grupos musculares feita com postura inadequada. Uma secretária que trabalhe digitando o dia todo com o pulso mal posicionado pode vir a lesionar tendões e músculos dessa região do corpo.

Dentro desse cenário amplo de riscos a que os profissionais estão expostos, conhecer e controlar os riscos são as palavras de ordem para se manter a segurança e saúde no ambiente de trabalho. Para tais fins é que existem padrões de normas previstas pelo PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Cada programa é desenvolvido de acordo com a atividade em que atua a empresa. Médicos e engenheiros do trabalho são os profissionais diretamente envolvidos no desenvolvimento do plano.

Ao médico cabe o seu papel preventivo de identificar elementos no local de trabalho que podem vir a ser possíveis causas de alguma enfermidade ocupacional. O engenheiro seria o responsável pela rápida intervenção em termos de adaptação das eventuais irregularidades a fim de minimizar riscos de possíveis acidentes ou conseqüências negativas no que envolve a saúde do trabalhador no curto, médio e longo prazos. A engenheiros e médicos cabe a análise de projetos de novas instalações e a modificação dos já existentes com o objetivo de identificar todos os riscos possíveis de acidentes e minimiza-los da melhor forma possível.¬

O fundamental para trabalhadores e empresa é estarem cientes dos riscos envolvidos na atividade em que atuam. Ao empregador cabe a adoção de medidas que venham construir um ambiente seguro e prover os equipamentos adequados para melhor aproveitamento da sua mão de obra, assim como evitar excessos que venham a culminar em doenças ocupacionais mais graves. Os empregados por outro lado devem se policiar para seguir as medidas propostas em seu trabalho a fim de não dar abertura para que acidentes ocorram. Investir na segurança e saúde no trabalho é, afinal, sinônimo de lucros – diretos e indiretos – uma vez que gera maior satisfação e produtividade ao trabalhador e conseqüentemente melhores resultados à empresa.

*Bruno Vilela é Jornalista formado pela Universidade Federal de Viçosa e Assessor de Comunicação do Grupo Solides ltda, empresa desenvolvedora de tecnologia em Gestão de Pessoas. bruno@solides.com.br / 31-2526-5652

Por: Bruno De

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