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A Ética como Instrumento de Construção Profissional

A Ética como Instrumento de Construção Profissional

Adriana Albano da Rocha

A ética profissional é definida por seus pesquisadores como um conjunto de normas e princípios que regula o desempenho do homem em sua profissão e orienta sua equipe de trabalho, clientes, fornecedores, concorrentes e as empresas a que servem.
Sabemos que a escolha por uma profissão é optativa mas, uma vez determinada, o conjunto dos deveres profissionais passa a ser obrigatório. Muitas profissões, inclusive, instituíram Códigos de Ética para nortear suas ações laborais, como no caso dos advogados, médicos e psicólogos. São normas estandardizadas, já comprovadas pela prática social como eficazes no estabelecimento dos direitos, deveres e atitudes morais consideradas adequadas e inadequadas ao desempenho das funções profissionais. Deriva de critérios de conduta de um profissional perante seus pares e o todo social, tendo como base as virtudes que devem ser exigíveis e respeitadas no exercício da profissão. O interesse no cumprimento do Código passa, portanto, a ser de todos. Seu exercício torna-se exigível a cada profissão e traz benefício geral, principalmente à sociedade que depende de seu serviço.
Desta forma, é fundamental ter em mente que a excelência profissional, além da adesão ao Código de Ética ou ao conjunto de regras que normatizam a profissão, além das competências e habilidades necessárias, é pautada em uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas são comuns a todas as atividades laborais. São atitudes de otimismo, generosidade, cooperação no trabalho em equipe, imparcialidade, pró-atividade, preocupação com as pessoas e a busca por um “adequado servir”.
Porém, como o homem é um ser uno, que exerce inúmeros papéis na sociedade, para ser profissional carrega consigo os princípios e valores adquiridos ao longo de sua vida e é influenciado pela sua ética pessoal.
Muitos autores afirmam que a ética profissional deve derivar da estrutura moral do homem, o que é fácil entender, por serem as normas laborais criadas por ele. Portanto, não obstante os deveres de um profissional, que são obrigatórios, devem ser levadas em conta as qualidades pessoais. A forma do homem ver o mundo, o grau de valor que oferece às relações, seus limites culturais e individuais e o conceito de certo e errado influenciam decisivamente no resultado de seu trabalho. Os questionamentos internos do ser humano sobre seu comportamento em relação aos seus deveres profissionais torna-se, assim, um hábito. Como estou cumprindo minhas responsabilidades? O que é certo e o que é errado fazer? Como devo agir em prol do bem comum? Estou sendo coerente com meus princípios? São perguntas cotidianas do ser que utiliza a ética pessoal como um instrumento de construção da ética profissional.
Para ter efetividade profissional cabe ao homem, inicialmente, realizar uma auto-análise. Concretizar o célebre conceito de Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, é o primeiro passo para a autocrítica necessária ao exercício ético-profissional.
A ética profissional coadunada à pessoal consiste, portanto, em uma forma de ser no mundo, que é aprendida e incorporada pelo homem e só assim posta em prática em casa, no meio social, nas organizações de trabalho e em todos os momentos de sua vida e não apenas quando for conveniente para resultar em benefícios particulares.
Portanto, competência técnica, aprimoramento constante, responsabilidade, confidencialidade, tolerância, flexibilidade, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas… são comportamentos eticamente adequados que, uma vez internalizados e transmitidos tornam-se indissociáveis ao sucesso profissional.

Por: Adriana

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