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A Ética Na ProfissÃo

A ÉTICA NA PROFISSÃO

RESUMO

A finalidade deste artigo é abordar uma noção básica sobre Ética na profissão.Propomos a apresentar um trabalho que pudesse clarear a mente de quem o examina no sentido de que possa compreender que os valores éticos são de vital importância para a nossa sociedade e que eles precisam ser preservados. Para tanto, são elencados diversos assuntos relacionados à mesma: seus conceitos fundamentais; seu campo de atuação; suas principais fontes; bem como a noção do que seja o comportamento ético. Levando em consideração que está profundamente ligada aos atos humanos e sua moralidade.
Palavras Chave:Ética, Moral, Profissionalismo.

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INTRODUÇÃO

A força da Ética se faz absolutamente necessária na relação de duas pessoas, na estrutura familiar, no relacionamento dentro de uma comunidade religiosa, esportiva, cultural, empresarial, militar e qualquer outra. Até comunidades criminosas só sobrevivem por longo tempo quando, infelizmente, conseguem fazê-la prevalecer (a seu modo, é claro). Não há sociedade que progrida com firmeza por muito tempo, que se mantenha politicamente consistente, nem profissão que se imponha pelo produto do seu trabalhosem que esteja a Ética a servir de cimento a fortalecer sua estrutura. O homem vive em sociedade, convive com outros homens, interage metabolicamente com a natureza para prover as necessidades relacionadas à sua existência, impactando positivamente e/ou negativamente sobre a mesma e sobre si mesmo. Portanto, cabe-lhe se dispor a pensar e a responder às seguintes perguntas: Como devo agir perante os outros homens? Como devo agir sobre a natureza? Obviamente estas questões são fáceis de serem formuladas, mas difíceis de serem respondidas por que são perguntas centrais da Ética.Aristóteles (384 a.C.* 322 a.C.†), filósofo grego, ao se referir à Ética afirma “o estudo da ética deve enfatizar o preparo do indivíduo para que o mesmo possa viver em sociedade. Há, portanto, um campo comum entre ética e política. A ética deve estabelecer o princípio de ação virtuosa; a política deve enfatizar os homens como um ser social procurando estabelecer os princípios de sua ação racional”. Todas as profissões têm seu próprioCódigo de Ética, trazendo benefícios recíprocos a quem pratica e a quem recebe preservando condutas condizentes com os princípios éticos específicos.

DESENVOLVIMENTO

Comecemos informando que Ética (palavra latina ethica) é um campo de reflexões filosóficas que busca conhecer as relações entre os seres humanos, entre estes e a natureza e seu modo de ser, de pensar e de agir. O seu estudo teve inicio com os filósofos gregos, e hoje abrange várias áreas do conhecimento como sociologia, psicologia e outras mais. Historicamente, as doutrinas éticas fundamentais nascem e se desenvolvem em diferentes épocas e sociedades como resposta aos problemas básicos apresentados pelas relações entre os homens e de seu comportamento moral afetivo.
Neste sentido afirma Aquino que:

“Essa ideia tão disseminada de” descompasso ou desarranjo das instituições parece sinalizar um paradoxo: se, por um lado, as múltiplas e rápidas transformações sócias históricas das últimas décadas propiciaram uma vivência civil mais democratizante e pluralista, por outro lado, elas têm sido tomadas, não raras vezes, como motivo de instabilidade e, portanto, exasperação para esse homem de fim de século. No dia-a-dia, o que desponta, quase sempre é um tipo de indagação comum: nos dias de hoje, o que é exatamente ser um bom pai, um bom companheiro, um bom profissional, e assim por diante?

Todas essas atitudes são consequências de uma ambição humana de querer sempre mais do que se tem, e de nunca estar contente com a sua situação, já que, alguém estará um passo a sua frente, e a obsessão de alcançar o topo, que é ilusório, acabam fazendo com que a pessoa não pense o que pode está causando na hora de ultrapassar certos limites, por isso, há necessidade de normas, que não se trata unicamente de uma questão legal, pois o ético precede o legal e tanto o conteúdo justo ou injusto das leis, como o seu respeito e acatamento, são de natureza ética.
Falar em ética atualmente está na moda, pois o que estamos vendo em todos os lugares é justamente a falta desta, tanto nas organizações privadas como nas públicas. Tudo isso acaba comprometendo a sociedade, que perde seus valores morais, afinal é muito difícil lutar contra um mercado cheio de imoralidades, corrupção e vícios.
Ultimamente, essa questão, emparticular, a da Ética nas profissões, tem merecido grande destaque na imprensa brasileira e internacional, com os recentes acontecimentos envolvendo Senadores, Deputados, Secretários Estaduais, Secretários Municipais, empresários, bancários e tantos outros profissionais liberais. Frequentemente, os alertas dessas notícias são divulgados pelas mídias jornalísticas de maneira alarmista, sem levar na devida consideração da discussão certas questões que estão no problema.Sabemos que pode haver uma grande diferença entre ser um bom profissional e ser um profissional ético. Também sabemos que é importante para uma ética das profissões, que esses dois termos não se configurem como uma disjuntiva: ser competente ou ser ético.Segundo Adolfo Sanchez Vázquez (1915) “a ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou melhor, é ciência de uma maneira específica de comportamento humano”.Isso significa que não existe um único conjunto absoluto de regras, princípios ou ideais relacionadas à melhor maneira de agir do homem que possa ser considerada a verdadeira ética.
E quanto a Ética nas Profissões? Um profissional comprometido com a boa ética não se deixa corromper em nenhum ambiente, ainda que seja obrigado a viver e conviver com outros indivíduos que praticam a má ética. O profissional tem o dever de ser honesto integralmente, pois transgredindo os princípios da honestidade, não prejudica só seu usuário, mas toda uma classe e até uma sociedade. As leis de cada profissão são elaboradas com o intuito de proteger os profissionais da categoria como um todo e os indivíduos que dependem desse profissional, assim, a ética profissional é um conjunto de normas de condutas que regem a prática de qualquer profissão.
A base de toda profissão está na virtude presente no profissional e em sua prática. Aristóteles enfatiza que a ação virtuosa é indissociável do caráter do agente, o que o levou a propor três condições para caracterizá-la como tal: fazê-la de modo consciente, deliberado e a partir da firmeza do caráter (1992, p.39). A ética e o mesmo valem de modo específico para toda ética profissional presume certas condições que devem brotar de dentro do próprio agente. Sempre que este se pautar apenas por fatores externos, sejam quais forem como o medo de sanções pela categoria ou de perder a clientela ou, ainda, a credibilidade o valor moral de sua ação ficará enfraquecido.Deve caracterizar-se como uma reflexão em condições de orientar as práticas das pessoas para serem bons profissionais em um duplo sentido: tecnicamente competentes e moralmente íntegros.
Os bens internos de uma prática profissional só podem ser realizados se os que a exercitam desenvolverem hábitos adequados para tal. O cultivo de determinados hábitos, para os gregos, era o que tornava virtuoso o caráter de uma pessoa. Nesse sentido, pode-se falar de um profissional virtuoso alguém que busca excelência no que faz. Isso não significa estabelecer uma competição desenfreada entre colegas de profissão – obviamente alguns sempre poderão ser mais excelentes ou “virtuosos” que os demais –, mas exigir de qualquer um deles que procure ser o mais competente possível ou que se empenhe ao máximo para obter um nível de excelência naquelas aptidões exigidas para alcançar a finalidade interna a essa prática (Cortina, 2005).
As práticas profissionais devem ser situadas a partir do pressuposto de que vivemos numa sociedade pluralista onde convivem ao mesmo tempo diferentes códigos morais. Esse pressuposto do pluralismo exige um conjunto mínimo de princípios e valores universais que estejam acima de códigos morais particulares. Nesse sentido, uma ética das profissões enquanto ética específica tem de reconhecer e colocar em sua base valores universais como a igualdade, a justiça, a liberdade, a solidariedade, a democracia, o respeito mútuo, etc. Por essa mesma razão, as práticas profissionais não podem ser legitimadas apenas a partir do âmbito interno de cada profissão. Nesse sentido, as práticas profissionais precisam ser entendidas como práticas mediadas. Elas têm de levar em conta um conjunto de agentes, tais como os usuários, os colegas de profissão, os outros profissionais, a sociedade. Em última instância, faz-se necessário contemplar o ponto de vista de todas as pessoas implicadas no e pelo trabalho profissional.A partir do momento em que se começa a exercer uma profissão, deve-se começar a praticar a ética.
“A ação ética ancora-se, pois, na intencionalidade da ação, na relação da consciência para consigo mesma, na integridade do ser humano frente a seus semelhantes. O sujeito moral é, por definição, aquele capaz de distinguir entre o bem e o mal; e, portanto, capaz de se desviar do caminho prescrito, capaz de decidir, de escolher, de deliberar […] A confluência entre o tema da ética e a matéria educativa que se coloca justamente nessa intersecção entre a autonomia da vontade e a possível formação pedagógica que a habilita.” (BOTO 2005)

A ética profissional não se esgota no âmbito dos deveres ou responsabilidades profissionais. Ela precisa ser coerente com as finalidades internas de sua profissão e com os valores universais próprios de uma ética geral, válida para todas as pessoas. Umas e outras finalidades internas e valores universais dão sentido e legitimidade às práticas profissionais. Esses dois aspectos, agregados à competência técnica, conferem excelência ao exercício profissional. No âmbito pessoal é importante também que na escolha da profissão a pessoa o faça levando em conta suas crenças e valores. Isso evitaria determinados conflitos pessoais, os quais se refletiriam também em sua realização pessoal e no serviço prestado às outras pessoas (Navarro, 2007, p.11).

PROBLEMAS MORAIS E ÉTICOS

O fato de as pessoas fazerem parte de uma mesma sociedade não implica que elas sejam iguais, isto é, que pensem da mesma forma, que acreditem nas mesmas coisas, que individualmente busquem o mesmo objetivo, que desejam atender às mesmas necessidades, etc. De modo geral, cada pessoa carrega seus próprios valores e suas próprias crenças. É natural, portanto, que adicionalmente à constatação de que cada sociedade tem seus interesses próprios, cada pessoa, de modo individual, tem interesses particulares.
A perseguição de objetivos diferentes por parte de pessoas que se comportam de maneira desigual, isto é, a busca de interesses distintos, intra e Inter sociedade, conduz ao surgimento de conflitos de interesses, algumas vezes entre indivíduos, outras entre o indivíduo e a sociedade, o que significa que em determinados momentos as pessoas precisam decidir qual interesse atender em primeiro plano, qual comportamento adotar diante de determinadas situações ou, de outro modo, decidir sobre o que é justo, o que é certo, o que é errado, o que é bom e o que é ruim.
Tais conflitos de interesses, em face do comportamento adotado pelas pessoas, individualmente ou pelas sociedades como um todo, podem trazer como consequência prejuízos capazes de atingir tanto quem assumir o comportamento (tomou decisão) em defesa de seu próprio interesse, quanto quem teve seu interesse contrariado.
O cotidiano nos apresenta muitas situações nas quais, em virtude das decisões tomadas, dos comportamentos assumidos e dos interesses contrariados, prejuízos individuais ou coletivos são causados.
A seguir são destacadas algumas dessas situações:
1 – carro que avança o farol vermelho;
2 – funcionário que aceita um suborno;
3 – marginal que realiza um assalto;
4 – divórcio de um casal;
5 – briga entre as torcidas de times adversários;
6 – proibição a pessoas de determinada cor ou raça de frequentar um local;
Todos esses problemas, tão presentes em qualquer sociedade, e relacionados com o comportamento das pessoas, podem ser apontados genericamente como problemas ligados à ética.
Diariamente, as pessoas deparam com cenas nas quais a falta de ética pode ser facilmente visualizada. Implica dizer que, diante de determinadas situações, as pessoas apresentam um comportamento que contraria as normas estabelecidas pela sociedade. Tais cenas podem ser vistas em qualquer ambiente, como ruas, escolas, repartições públicas, clubes sociais etc.
Ao rigor, nem mesmo se faz necessário que alguém esteja fora de sua moradia para presenciar cenas nas quais as regras éticas são quebradas. Os meios de comunicação, especialmente a televisão, retratam cotidianamente essas cenas, seja na forma de acontecimentos reais, seja na forma de ficção. As regras que regem a ética em qualquer sociedade, aqui incluídas as sociedades profissionais, estejam elas definidas de maneira formal ou não, são estabelecidas tendo-se por base uma situação qualquer e contemplam o comportamento considerado adequado dos participantes da sociedade diante de tal situação. Pode-se afirmar, portanto, que a prática de qualquer ato que desrespeite uma regra estabelecida e aceita pela sociedade, independente de sua natureza, representa falta de ética.
O ato de sonegar o Imposto de Renda, além de representar uma transgressão às normas fiscais, é um ato desprovido de ética. No mesmo sentido, quando alguém assalta um banco, além do crime penal, essa pessoa agiu de forma antiética. Em ambos os casos o indivíduo ou o grupo de indivíduos buscam seu interesse particular em detrimento daquilo que é do interesse da sociedade como um todo.

CONCLUSÃO

Sendo assim, o que vemos é o que importa na verdade é garantir os interesses próprios sem se preocupar com o próximo. Podemos analisar que o conceito de ética, moral e solidariedade mencionado em nosso trabalho é totalmente ignorado, pois as pessoas não se preocupam em ajudar o próximo e sim, em lucrar cada vez mais. O retrato da Educação no Brasil fere totalmente os princípios éticos que deveriam no mínimo, serem seguidos para garantir um bom andamento e desenvolvimento da sociedade. Dessa forma, podemos dizer que os pontos negativos da educação são muito superiores do que os pontos positivos, ficando impossível promover o desenvolvimento dos Princípios Éticos na Escola, sendo que não existem muitos exemplos positivos a serem seguidos.

A formação de uma consciência ética e moral na sociedade não envolvem somente o trabalhador e a empresa, mas sim cada pessoa que está envolvida naquela sociedade, e principalmente aqueles profissionais a quem são atribuídos as maiores responsabilidades. Todos devem assumir seu papel contribuindo por um objetivo comum que é o de exterminar estas redes de corrupção e imoralidade.
Qualquer profissional que considerar os princípios éticos como fundamental em todas as suas escolhas, ações e decisões, verá que a sua vida profissional terá mais qualidade não somente técnica, mas também humana. Esta postura baseada em princípios éticos irá se entender a todos que o cercam em sua vida pessoal, seus colegas de trabalho e também aos demais níveis da organização onde trabalha. A ética tem como objetivo integrar os recursos humanos, técnicos e financeiros de forma a valorizar os valores pessoais e sociais.A atividade profissional fica impossível de ser exercida sem a ética, porque ela é à base de toda atividade econômica, e fundamental para o desenvolvimento do homem e das organizações.
A prática da mesma na profissão insere-se nos deveres relativos à responsabilidade que cada um tem no seu trabalho, ela não é enganosa e nem abusiva. Feri-la pode significar violar as leis dos deveres profissionais, não cumprir com os deveres da profissão. Agir em conformidade com ela diz respeito a cada indivíduo, a cada grupo profissional e a sociedade em geral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARISTOTELES. Ética a Nicômacos. 2ª ed. Brasília: Edunb, 1992.
ALONSO, A. H. Ética das profissões. São Paulo: Loyola, 2006.
CORTINA, A. Cidadãos do mundo. Petrópolis; RJ: Vozes, 2005.
NAVARRO, E. M. Ética de na profissão. 2007.
AQUINO, Júlio Groppa. A questão ética na educação escolar. Disponível em Internet em 17/02/2013: http://www.senac.br/informativo/BTS/251/boltec251a.htm
BOTO Carlota. Ética e educação clássica: virtude e felicidade no justo meio. Disponível em Internet em 17/02/2013: http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302001000300008

Sou professor da rede municipal no municipio de Araci-ba desde 2001, graduado em Geografia e pos graduado em Geografia e meio ambiente, graduando atualmente em Educação Física,trabalhei como coordenador do Programa Brasil Alfabetizado entre os anos 2009 a 2010 e fui gestor do mesmo 2010 a 2012 atualmente estou atuando como professor do fundamental II na disciplina de Educação Física.

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