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Alcoolismo nas empresas e a postura do Recurso Humano

Alcoolismo nas empresas e a postura do Recurso Humano

Sendo considerado o acidente de trabalho apenas um dos reflexos causados pelo consumo abusivo de álcool no trabalho. Outros como o absenteísmo, o afastamento por doenças, a falta parcial, onde o colaborador comparece ao trabalho, porém não executa seu potencial de trabalho, se classificam como indicadores de baixa produtividade.
Além da questão da produtividade, observam-se o aumento de gastos em horas extras, o comprometimento na qualidade do produto final, uma maior danificação e desperdício de materiais, sem contar no prejuízo que acomete as relações interpessoais.
Frente a este quadro, há alguns anos, as empresas demitiam seus colaboradores que apresentassem problemas relacionados à bebida alcoólica, sem ter a garantia de que o novo colaborador pudesse também em pouco tempo, apresentar o mesmo tipo de problema.
Hoje, no entanto, as empresas mobilizam-se em desenvolver programas de prevenção e recuperação de alcoolistas, apoiando-se, fundamentalmente, em dois pontos. O primeiro investimento reside na manutenção de colaboradores especializados, inibição da deteriorização da eficiência, reduzindo custo em recrutamento, seleção e treinamento de um novo colaborador, em acidentes de trabalho, em absenteísmo e gastos em doenças. O Segundo é que a empresa dispõe de recursos para estimular o alcoolista a um tratamento bem sucedido, uma vez que são de importância fundamental a esses colaboradores a preservação e o vínculo empregatício.
Esta postura, por parte das empresas, é incentivada frente a alguns trabalhos publicados, os quais demonstram que o índice de recuperação nas empresas varia de 50% a 70%, enquanto que os tratamentos realizados na rede hospitalar, comparativamente, registram a média de 30%.
Partindo-se do pressuposto de que a empresa promove a subsistência e a satisfação profissional do indivíduo, bens inalienáveis do trabalhador, é no seu contexto, o local favorável à implantação de um programa de atendimento ao alcoolista. Assim sendo é possível uma ação preventiva, através de campanhas educativas, diagnosticando precocemente e encaminhando as pessoas com o problema a um tratamento especial.
Assim sendo, os profissionais de RH, diretores de empresas e a família podem ter um papel fundamental na transformação destes conceitos, possibilitando a prevenção e tratamento dessa doença, que hoje assume um caráter epidemiológico.
*Professor Reinaldo do Carmo de Souza é professor no Programa de Expansão Universitária – PEU, da Universidade de Cuiabá – UNIC.

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