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Alemanha 7 X 1 Brasil, Como Justificar O Injustificável?

O povo brasileiro precisa entender e acabar com essa ideia de viver do passado e focar no futuro. O fato de a Seleção Brasileira ter conquistado 5 títulos mundiais ao longo da história nunca foi e jamais será garantia de vitória ou sucesso em qualquer competição, sobretudo em uma Copa do Mundo. É necessário que seja deixado de lado esse pedantismo idiota de “Seleção Penta Campeã”, “País do Futebol”, “Melhor Futebol do Mundo” etc.

É evidente que não estou feliz diante de uma derrota vexatória como essa de hoje, mas nunca acreditei que o (des)empenho da Seleção Brasileira pudesse trazer qualquer benefício duradouro para a população brasileira, como alterar ou mudar para melhor a nossa realidade em áreas como educação, saúde, moradia, segurança pública e outras, que merecem, de fato, nossa atenção e a dos gestores públicos.

O resultado do confronto de hoje é um alerta para quem se julga melhor do que qualquer antagonista ou adversário, porque a humildade é uma das principais características positivas dos verdadeiros vencedores e o ufanismo antecede o fracasso, como aconteceu recentemente com Anderson Silva, então campeão do UFC e o maior lutador de MMA daquele momento.

Outro ensinamento que consigo extrair dessa partida de futebol histórica é que não se deve tratar uma equipe como um trem “puxado” por uma locomotiva, como tem sido com a Seleção Brasileira, que tem o Neymar Jr. como a locomotiva e os outros 10 jogadores titulares são vagões da composição que não têm força própria e precisam ser arrastados. A maneira que a imprensa tem tratado o nosso Camisa 10, especialmente depois do episódio de sua grave contusão, chega a ser lastimável e repudiável, e é uma tremenda falta de respeito aos demais jogadores, além de sobrecarregar de responsabilidades descabidas um jovem de apenas 22 anos de idade.

Para que um grupo seja considerado equipe é preciso que ele tenha o perfil de um trem-bala, que se caracteriza pela soma da força de todos os seus componentes (http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?idc_cad=24mqpm947) e, se acontecer qualquer imprevisto ou impedimento com um ou mais elementos da composição, os demais têm condições e força suficientes para manter o trem em movimento.

Concluindo, é preciso ainda que o líder de qualquer equipe seja dialético, que goste e seja praticante do diálogo, sempre fugindo do absolutismo, um perfil que não consigo identificar no treinador da Seleção Brasileira. Infelizmente, Felipão precisa aprender que o verdadeiro líder expõe e não impõe o seu pensamento, ou seja, precisa “baixar a bola” porque às vezes a “defesa pode ser alta”.

Prof. Esp. Alexandre Costa
Pedagogo Organizacional, Escritor, Palestrante,
Personal, Professional e Leader Coach
alexandre@plenacommkt.com.br

Por: Prof. Esp.

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