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Aprenda A Liderar Pessoas E Não Gerenciá-las

Muitos profissionais assumem cargos de chefia por estarem tecnicamente bem qualificados. No entanto, para serem bem sucedidos é necessário que aprendam a liderar pessoas. James Hunter, autor do Best-seller O Monge e o Executivo, diz: “Você pode até gerir a si mesmo. Mas você não pode gerir seres humanos. Você gere coisas e lidera pessoas”.

Ser bem-sucedido, liderar na era da informação requer muito mais do que ser um chefe durão. O crescimento frenético do mercado obriga as empresas a promoverem profissionais despreparados para cargos de chefia.

O setor Offshore está carente de líderes de equipe. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber gerir pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.
No entanto, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder sofreu mudanças. Hoje, o líder não é mais um realizador do tipo que dizia “quer bem feito faça você mesmo”. Passou a ser um catalisador. Ele precisa saber motivar as pessoas a sua volta para que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.

Nova call to action

No passado era comum os líderes temerem ensinar tudo o que sabiam, com receio que seus liderados pudessem de alguma maneira tomar o seu lugar. Assim, ensinavam somente o básico ou pouco mais, deixando sempre alguma coisa de fora. Este tipo de comportamento não tem mais lugar no cenário atual. Longe de reprimir seus liderados, precisa ajudá-los a gerarem resultados e isto envolve dar espaço para que eles sejam notados e brilhem.

O tipo de líder que as empresas do setor precisam é aquele que não pensa pelas pessoas, mas as ajuda a pensarem e que tem impulso e desejo de mudar, fazer o melhor. Além de ter potencial este líder acredita em si e em sua causa, não deseja ter apenas seguidores leais, mas busca arduamente desenvolver cada pessoa de sua equipe para que estejam aptos a assumirem a liderança quando for necessário. Um líder formador de novos líderes. Afinal, o mercado Offshore, como já foi dito, está em crescente ascensão e é preciso ter mão de obra qualificada para gerir esses profissionais.

Uma boa condução de equipe também pede um bom ambiente de trabalho. A postura do chefe influi muito em situações de tensão. E o ambiente Offshore já possui desafios e situações estressantes suficientes, não sendo necessário, portanto, criar mais situações de dificuldade. Existem procedimentos e protocolos de segurança a serem cumpridos. Muitas das atividades são até perigosas, o que em uma situação de tensão maior pode acarretar em pânico, se o momento não for muito bem administrado. A postura do chefe influi muito em situações de tensão.

O líder precisa, antes de controlar a equipe, controlar a si mesmo. Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com desafios permanentes, mas a maioria delas se sente motivada se lhes forem apresentados os significados desses desafios.

Outro fator importante observado nos líderes bem sucedidos no ambiente Offshore, quer como supervisores ou gerentes, é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem por experiência que o poder da liderança está ligado à capacidade de estabelecer objetivos comuns com seus liderados. Sabem que o poder formal do cargo de liderança pode gerar obediência, mas o comprometimento precisa ser conquistado, granjeado dia a dia.

Chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos saiam da empresa. Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao serem promovidos ficam enfunados de orgulho, alguns se tornam egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam os membros da equipe mesmo quando eles se esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.

Robert Sutton professor de administração na universidade de Stanford e autor de oito livros, um deles o best-seller “Bom Chefe, Mau chefe”, da editora Bookman companhia, em recente entrevista à revista “Pequenas Empresas e Grandes Negócios”, comentou: “Uma das coisas que chama a atenção nos piores chefes é que tudo gira em torno deles. Agem como se todo mundo tivesse de trabalhar para eles. Acreditam que podem usar as pessoas e depois descartá-las. Eles não tratam seus funcionários com dignidade. São o oposto do bom líder, que está disposto a ajudar os profissionais a serem bem sucedidos, a se qualificarem. Ele trata os funcionários com paixão e respeito”.

Além disso, um bom chefe tem sensibilidade o suficiente para ajudar os membros de sua equipe a se desenvolverem e crescerem profissionalmente. Saber ouvir críticas é importante para tornar-se um bom chefe e incentivar a equipe a expressar suas opiniões. Para ser bem sucedido um chefe precisa disciplinar-se a falar menos e ouvir mais.

Robert Sutton acrescenta: “Uma diferença vital entre um bom e um mau chefe é que o primeiro considera sua responsabilidade de aprender com os erros. Ele aplica sua habilidade gerencial para construir confiança e uma atmosfera de segurança.”
Ajudar os profissionais a melhorem suas deficiências envolve sensibilizá-los a verem a necessidade de fazer tal mudança. Podemos ilustrar essa questão com um projeto de reforma de uma casa velha. A reforma não será completa se apenas pintarmos a fachada e deixarmos vigas podres por dentro. Não corrigir defeitos estruturais levará a problemas no futuro. De modo similar não basta apenas ajudar os membros de sua equipe a fazerem pequenas mudanças. É preciso ajudá-los a irem ao âmago de sua personalidade e reconhecerem problemas estruturais que precisam ser corrigidos. Caso contrário, velhos traços de personalidade podem ressurgir e causar um estrago grande.

Todos, incluindo os chefes, precisam identificar características indesejáveis e corrigí-las de modo correto. Identificar com precisão a causa destas deficiências é o primeiro passo para mantê-las sob controle.Tenha em mente que para ser um chefe você precisa aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las. É preciso inspirá-las. Ser liderado por alguém com habilidades profissionais, intelectuais e psicológicas torna o trabalho mais leve.

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