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As Dívidas Afetam O Casamento?

O amor é lindo. Vocês se amam, se casaram, moram juntos em perfeita harmonia, viagens, jantares, encontros com os amigos, filhos. Até que um dia as coisas começam a apertar e o dinheiro passa não ser suficiente para pagar todas as contas. Ele a acusa de ser gastona e impulsiva, ela o acusa de ser desorganizado e Nono Correia. Então aquele romance lindo e as juras de amor eterno dão lugar a acusações e insultos por causa das dívidas. Diz o ditado que “Quando o dinheiro acaba, o amor sai pela janela”.

Como atuo na assessoria financeira e redução de dívidas de empresas e famílias a mais de 15 anos a experiência me mostrou que a maioria dos casais entram no endividamento justamente por querer viver um padrão de vida ou pertencer a um determinado grupo social o qual não condiz com a sua realidade econômica.

A American Bar Association (entidade equivalente à Ordem dos Advogados do Brasil) tem estatísticas segundo as quais 89% dos divórcios originam-se em brigas e acusações ligadas ao dinheiro. Outras fontes estimam em 75% o número de divórcios resultantes de conflitos sobre finanças. Dados como esses nos mostram que o assunto realmente merece atenção, além de nutrir o relacionamento conjugal constantemente, para evitar problemas é preciso administrar juntos as finanças, e administrar bem! A forma como um casal gerencia seus recursos é mais importante do que o tamanho do salário.

Casais pensam e agem errado
Ouso afirmar que 80% dos casais não fazem planejamento financeiro “É cada um por si”, ele não sabe quanto ela ganha, tão pouco ela o quando ele ganha, dividem apenas as despesas da casa(aluguel, água, condomínio, luz, etc), e as sobras cada um gasta da forma que bem entende, e esse é uma das piores formas de se conduzir um relacionamento. Outros optam por uma conta conjunta que ambos têm a responsabilidade de controlar.

Há ainda quem prefira deixar a gestão financeira só para um dos dois. É justamente nesse delicado campo que pode surgir uma traição. Não daquelas que envolvem escapadas de um dos parceiros. É a chamada infidelidade financeira, em que um dos cônjuges (ou até ambos) esconde do outro informações relativas ao dinheiro. Lembre-se, “O que está em jogo é da cumplicidade e a confiança e, quando esses quesitos são afetados, toda a base da relação é colocada em risco”.

É justamente nesse delicado campo que pode surgir uma traição. Não daquelas que envolvem escapadas de um dos parceiros. É a chamada infidelidade financeira, em que um dos cônjuges (ou até ambos) esconde do outro informações relativas ao dinheiro.

Negocie suas dívidas e contenha despesas É preciso agir rápido e frear os juros. Ficar pagando o mínimo no cartão ou parcelar a fatura, só vão piorar as coisas. Tão pouco pegar dinheiro do limite do cheque especial ou empréstimos para pagar outras dívidas, e muito menos oferecer bens em garantia ao banco. Lembre-se, divida se paga com o que se ganha e não com novos empréstimos.

Parcelar fatura do cartão é vantagem?
As dívidas que mais comprometem a renda familiar são as de cartão de crédito, modalidade essa que vem cobrando juros de 17% ao mês em média, e no parcelamento de fatura 6% ao mês. Veja esse exemplo: considerando que tenho uma dívida hoje de R$ 4.500,00 no cartão, e que eu venha a pedir o parcelamento desse valor para a administradora em 12 meses, com juros de 6% ao mês, estarei pagando ao término dos 12 meses R$ 6.441,00, ou seja, ao invés de solucionar seu problema acabou aumentando sua dívida em mais de 43%. Valeu a pena?

O diálogo e a cumplicidade são fundamentais para o sucesso do seu casamento e da sua família, e a mudança só depende de você, e o que você deseja para você quando estiver na melhor idade depende das suas escolhas hoje. Seu futuro começa agora. Vamos mudar?

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