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Avaliação de desempenho traz vantagens para todos

Por Cíntia Bortotto*

No ambiente corporativo, a avaliação de desempenho é tradicionalmente temida por gestores e funcionários. “Puxa, não queria ter de dizer a ele que seu trabalho não é tão bom” ou “estou sendo avaliado, posso perder meu emprego” são duas das muitas frases que tenho ouvido quando se trata da implementação do processo.

No entanto, este procedimento pode trazer muitos benefícios, tanto para as empresas, quanto para os empregados.

Para entender melhor o que é este trabalho, precisamos ter clareza sobre o que é desempenho. Desempenho é a junção de dois pilares: competência e resultado. Competências são comportamentos, que na verdade são compostos de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes. A competência traduz a maneira como é feita determinada tarefa: com responsabilidade, com rigor, comprometimento, cumprindo prazos, etc. Resultado é o que deve ser realizado, é uma meta. Por exemplo: seu chefe pede a você que entregue dez relatórios em uma semana. Você entrega tudo em três dias, conseguiu atingir o resultado. Mas como isso foi feito? Você checou os dados? Comparou os números? Revisou as contas? Se fez com todo o cuidado, e apresentou os comportamentos esperados, o pilar das competências também foi satisfatório, o que significa que seu desempenho foi excepcional.

Assim, avaliação de desempenho nada mais é que estabelecer critérios e escalas para mensurar se as metas estão sendo cumpridas e como, demonstrando as competências. Existem diversas maneiras de fazer isso, mais simples ou mais sofisticadas. Sugiro às empresas tentarem ao máximo estabelecer paradigmas que valham para a maioria das pessoas, de uma forma clara e simples, para que a avaliação seja efetivamente realizada pelos gestores.

Para começar, o ideal é fazer um bom levantamento de quais são as competências corporativas da instituição, como por exemplo, foco no cliente e em resultados. Também é interessante inserir habilidades que estimulem a criatividade, a inovação, o planejamento, capacidade de comunicação e trabalho em equipe, além do pensamento estratégico, neste caso especialmente para os cargos mais altos. Muitas empresas especializadas realizam entrevistas com executivos de sucesso para ver quais os comportamentos que deram certo e é isso que, muitas vezes, baliza a formação das competências chave das grandes companhias.

Inserir um processo como esse em uma multinacional pode demorar anos. Mas, em pequenas e médias empresas, ele tende a ser mais curto, trazendo resultados objetivos em apenas seis meses de implementação. Quando toda a equipe joga num mesmo time e as metas são colocadas de forma clara, os resultados são muito melhores e o aumento de produção é palpável.

Para os funcionários, a avaliação de desempenho também traz muitas vantagens. Quando as empresas implementam este sistema, elas geralmente oferecem benefícios e prêmios àqueles que se destacam. Isso gera expectativa e acaba estimulando a todos, de maneira muito positiva. Além disso, este processo também faz com que o empregado invista mais em seu desenvolvimento, pois ele tem sempre um feedback e a chance de se aprimorar para fazer melhor.

Realizar esse tipo de trabalho em sua empresa, não importa qual o tamanho dela, pode mudar, de forma definitiva, sua cultura organizacional e profissionalizar a administração, aumentando a produtividade, melhorando os relacionamentos e satisfazendo de forma eficiente funcionários e gestores. Vale a pena apostar!

* Cíntia Bortotto iniciou sua carreira executiva como estagiária da Unilever, uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo e rapidamente foi efetivada como coordenadora de recursos humanos. Obteve grandes resultados como a implementação dos sistemas de Learning para o grupo de Information Technology da América Latina, coaching e gestão de projetos. Participou também de um processo de fusão e trabalhos internacionais.

Em 2003, foi convidada para integrar o time da Otis, multinacional norte-americana que faz parte do grupo United Technology Company. Organizou todo o trabalho de desenvolvimento de pessoas e gestão de desempenho, além do planejamento de sucessão da empresa no Brasil e Cone Sul. Em 2006, assumiu uma posição mais generalista, tratando de todos os sub-sistemas de RH para a equipe comercial, além de assumir a área de relações trabalhistas corporativa por um período. Em 2008, a executiva assumiu como gerente de RH, três das quatro regionais que a companhia possuía no Brasil na época, com muito profissionalismo e ótimos frutos.

Em abril de 2009, Cíntia recebeu um novo convite para mais desafios, desta vez, de uma grande empresa brasileira, a Bombril. Hoje, ela é gerente de desenvolvimento organizacional da empresa, tendo sob sua responsabilidade o treinamento interno e comercial, desenvolvimento, recrutamento e seleção, comunicação interna, responsabilidade social, remuneração e consultorias internas.

FORMAÇÃO

Amante do conhecimento, Cíntia nunca parou de estudar. Formada em Psicologia pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a executiva possui especialização em Recursos Humanos pela FGV – Fundação Getúlio Vargas e em Dinâmicas de Grupo pela Associação Brasileira de Dinâmicas de Grupo.

Visando ter mais clareza financeira para seu dia-a-dia empresarial, Cíntia concluiu, em 2007, um MBA em Gestão de Negócios, também pela FGV.

Fluente em inglês e espanhol, agora ela se dedica ao estudo do alemão. Uma curiosidade: Cíntia sempre foi muito ligada ao mundo digital e, na adolescência, formou-se técnica em Processamento de Dados, primeira área profissional em que atuou.

EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL

Cíntia estudou inglês em Nova Iorque, na Embassy CES. Durante sua estada na Unilever, participou de seminário na Argentina sobre o tema Excelência em Servicos.

Ela também ficou dez dias na matriz da Otis na cidade de Farmington – Connectcut, nos Estados Unidos, para intercâmbio de informações com os executivos de lá.

Em 2008, promoveu um treinamento sobre liderança no México, para um grupo de aproximadamente 30 pessoas de diversas nacionalidades, de outras unidades da Otis.

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